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quarta-feira, 25 de julho de 2012

SOBRE CAMISETAS DE BANDAS

Em 2011, participei de uma matéria no blog da Ideal Shop sobre camisetas de bandas. Logo abaixo seguem minhas respostas, e clicando aqui você vê a matéria completa, com as escolhas de figuras como Mozine (Mukeka di Rato), Juninho (RDP) e Alex Vieira (Revista Prego), dentre outros.

Ideal: No seu armário qual é a sua camiseta de banda favorita?
Viegas: Fun People. Não sei se é exatamente a favorita, mas é uma raridade. Comprei na primeira vez que eles vieram pro Brasil, se não me engano em 97.

Ideal: Qual foi sua primeira camiseta de Banda?
Viegas: Bad Religion.

Ideal: Qual banda você não vestiria por nada nessa vida?
Viegas: Korn.

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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

AMERICAN HARDCORE - A HISTÓRIA DO PUNK ROCK AMERICANO 1980 - 1986


A prática de fazer "copy-paste" de releases de imprensa não faz parte do modus operandi do Zinismo. Mas toda regra tem sua exceção: o release do DVD "American Hardcore - A História do Punk Rock Americano 1980 - 1986" foi escrito por mim, então achei justo reproduzi-lo aqui, para ilustrar essa nota avisando que o filme já está com a Pré-Venda rolando, no site Ideal Shop. Clique aqui e reserve o seu!

AMERICAN HARDCORE
A HISTÓRIA DO PUNK ROCK AMERICANO 1980 – 1986


“Não havia nenhuma organização de esquerda nos EUA nos anos 80. Mas havia o hardcore. Se você está procurando por radicalismo nos EUA nos anos 80, você deveria procurar o hardcore.” (Vic Bondi, do Articles of Faith, sobre o legado político do hardcore)

“Vou dizer exatamente o que está na minha cabeça, e vou fazer em 32 segundos.” (Ian Mackaye, do Minor Threat, sobre a proposta musical das bandas de hardcore do começo dos anos 80 nos EUA)


O diretor Paul Rachman teve bem mais do que 32 segundos para contar a história dessa geração no documentário “American Hardcore – A História do Punk Rock Americano 1980 – 1986”, mas conseguiu transmitir exatamente – com depoimentos, trechos de shows e contextualização de época – a energia, frustração e inconformismo com a ordem vigente (em termos políticos, musicais e comportamentais) que motivou aqueles jovens norte americanos a darem um passo além no Punk Rock.

Quem eram esses jovens? Para citar apenas algumas bandas: Black Flag, Circle Jerks, Minor Threat, Bad Brains, T.S.O.L., SS Decontrol, MDC, Bad Religion, D.O.A., Gang Green, Minutemen, Poison Idea, 7 Seconds, dentre muitas outras. Enquanto a América vivia sob a égide do primeiro governo Reagan, com a tradicional política externa de interferência e imperialismo, e internamente conservadora, careta e “pueril”, nos subúrbios de Los Angeles começava uma movimentação contrária a esse quadro: jovens que não estavam nem um pouco satisfeitos com isso, e disseram não!


Esse grito de negação, traduzido em músicas rápidas, agressivas e politizadas, disseminou-se rapidamente, tanto na Costa Oeste (LA, San Francisco, Orange County) quanto na Costa Leste (Boston, New York, Washington DC), “contaminando”, por fim, até mesmo o miolo do país, tradicionalmente mais conservador. O Hardcore estava nas ruas da América, contestando o establishment e construindo uma valiosa rede de contatos, que permitia o intercâmbio entre bandas, zines, discos, ideias. Sabe o tal do cenário underground? Então, começou ali.

Baseado no livro de Steven Blush (“American Hardcore: A Tribal History”), o documentário mostra cronologicamente o desenvolvimento dessa cena, através de depoimentos dos próprios protagonistas. Keith Morris e Greg Hetson (Circle Jerks), Ian Mackaye e Brian Baker (Minor Threat), Henry Rollins e Greg Ginn (Black Flag), H.R., Dr. Know e Darryl Jenifer (Bad Brains), Mike Watt (Minutemen), Vinnie Stigma (Agnostic Front), são algumas das vozes que dão vida ao relato.

Outros temas importantes são abordados, como a participação feminina, Straight Edge e, obviamente, a violência nos shows (e fora deles), que num determinado momento ganhou posição central e contribuiu para o desmoronamento daquele cenário. As brigas, somadas à crescente repressão policial e à desilusão pela reeleição de Ronald Reagan em 1985, foram baldes de água fria que minaram as energias e causaram o refluxo daquele movimento.

Porém, a história já havia sido escrita, em forma de acordes, ideias e ação. Um legado que abriu portas, mostrou caminhos e continua a inspirar. Como bem lembra Chris Doherty, do Gang Green: “Eles dirigem aquela merda de ônibus de turnê na estrada que nós construímos”.

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segunda-feira, 16 de maio de 2011

REVIRANDO O ARQUIVO: RELAX IN YOUR FAVORITE CHAIR

Mais uma da série Revirando o Arquivo. Entrevista com o Garage Fuzz, na ocasião do relançamento do álbum Relax In Your Favorite Chair, em 2006. A matéria saiu na extinta Revista MTV.


RELAX IN YOUR FAVORITE CHAIR, DOZE ANOS DEPOIS

A banda santista GARAGE FUZZ acaba de relançar Relax in your Favorite Chair, o seu clássico álbum de estréia, pelo selo independente Ideal Records. Originalmente lançado em 1994 (via Roadrunner), Relax é um disco fundamental na história do hardcore melódico brasileiro. Trazia elementos de vanguarda, inclusive flertando com o chamado post-hardcore numa época em que poucos sabiam o que era isso. Dag Nasty, Seaweed e Farside eram influências importantes para o som da banda, contrastando com a moda do período, que era copiar Bad Religion e NOFX. Apenas 3000 cópias foram lançadas e o álbum virou “mosca branca”. E finalmente é relançado, devidamente remasterizado, com 3 bônus e nova arte. Conversamos com Alexandre Farofa, vocalista do Garage, para saber qual a expectativa da banda para esse relançamento e também para descobrir como eles se sentem tocando músicas que já tem mais de uma década de existência...

Texto e Entrevista por Marcelo Viegas


VIEGAS: Há 11 anos eu te entrevistei e na época você reclamava da distribuição equivocada da Roadrunner, que atendia apenas Lojas Americanas e Carrefour, e agora com o relançamento do Relax por um selo independente esse erro estratégico será finalmente corrigido e o Relax chegará na Galeria do Rock e nos distribuidores locais independentes. Tá feliz ou agora vai reclamar que faltam os grandes magazines? (risos)
FAROFA: Putz, creio que sim, se bem que o público mudou tanto que eu acredito que hoje em dia a maioria compraria no Carrefour e nos grandes magazines. Ter uma distribuição independente sempre vai ter seus prós e contras aqui no Brasil, porque o país é muito grande. Mas não dá mesmo para ficar reclamando até o fim da vida... Mas sabemos que os lojistas no Brasil de certa forma continuam tendo dificuldades para adquirir discos de certos selos, o que acaba no final das contas atrapalhando muito o artista.
Se naquela época já rolasse a troca de arquivos que rola hoje também seria bem diferente a distribuição.

VIEGAS: A história desse relançamento não é recente, sempre circularam boatos e só agora rolou. Por que levou tanto tempo para isso acontecer?
FAROFA: A gravadora (Roadrunner) não dava muita atenção quando era procurada a respeito. A capa original, as fotos de divulgação, a master do CD, tudo se perdeu, além do que o tempo para caducar os fonogramas só rolou agora um ano atrás. Aí em vez de ficarmos na luta para relançar ele, nós preferimos correr atrás de fazer outros sons novos, etc.

VIEGAS: O disco foi remasterizado e vocês incluíram alguns bônus também. Quais são exatamente esses bônus?
FAROFA: São duas músicas de uma demo de 2001 (Instant Moments), “embedded needs” e “some warm at least”; e “overfoots” da demo de 1993 (Garbage Funny Things). Mas procuramos manter o remaster do Relax bem próximo ao som original.
Para falar a verdade não temos muito material para fazer um CD de demos ou utilizar várias faixas como bônus. Nossas demo-tapes são meio bagunçadas.

VIEGAS: É real que os shows de divulgação do disco serão compostos apenas pelas músicas do Relax?
FAROFA: Acredito que devemos fazer uns dois ou três shows nesse formato. Vai ser legal tocar a ordem do disco na íntegra ao vivo.

VIEGAS: Você acha que esse relançamento vai servir apenas para “completar a coleção” dos antigos fãs ou você acredita que a nova geração vai aproveitar para conhecer um pouco mais sobre o passado da banda?
FAROFA: Sim, acredito que a nova geração vai aproveitar para conhecer o começo da banda, e sei também que comparações com as fases que a banda passou vão ocorrer também. Creio que 60% da galera que começou a escutar a banda depois de 2000 não conhece muito bem esse disco.

VIEGAS: Sinceramente, vocês ainda têm tesão de tocar músicas de 12, 13 anos atrás?
FAROFA: (risos) É diferente, né? A gente executava as músicas bem mais rápido, hoje em dia a execução é mais cadenciada para sair mais redondo com o repertório atual.
Se temos vontade de tocar??? Algumas vão ser bem interessantes, mesmo porque tocamos poucas vezes várias delas ao vivo, mas nosso foco atual é mesmo o repertório do último disco e algumas novas que já estamos finalizando.

VIEGAS: Deixando um pouco o Relax de lado, e olhando pro futuro: quais os próximos passos do Garage? Tem um DVD nos planos, correto?
FAROFA: Sim, estamos com muito material separado para um DVD, muita coisa antiga já decupada, imagens scaneadas, estamos só esperando para armar o próximo disco e lançar tudo junto. A produção está sendo por nossa conta até agora e acredito que o selo que fechar o próximo disco deve lançar o DVD também.

VIEGAS: Vocês não vão mais lançar pela 13 Recs?
FAROFA: Ainda não conversamos para os próximos lançamentos com ninguém, o André (dono da 13 Recs) fez tudo certo com o The Morning Walk!, então se ele tiver vontade de fazer mais um trampo com a gente, estamos aí com certeza.

VIEGAS: Você tem mais prazer em tocar hoje em dia ou 12 anos atrás era mais legal?
FAROFA: Putz, eu acho que hoje em dia eu valorizo mais poder tocar com freqüência e o fato de estarmos com a mesma formação desde a mesma época também conta muito. O legal das antigas é que as preocupações com a vida eram outras, hoje em dia temos muito mais responsabilidades para adaptarmos com a vida em banda. Mas espero tocar mais uns 10 anos fácil...


Site Oficial
Para ouvir



Serviços:

1. O nome Relax in your Favorite Chair foi tirado da música “the ambulance song”, da banda norteamericana Dag Nasty, uma das precursoras do chamado emocore. É a faixa 4 do disco Field Day, lançado em 1987.
2. Para situar os mais novos, vale dizer que o guitarrista do Dag Nasty era Brian Baker, hoje mundialmente conhecido por tocar no Bad Religion.
3. A faixa bônus “overfoots”, retirada da demo-tape Garbage Funny Things (1993), não é com o Farofa como vocalista. Quem cantava nessa época era Marquinho, Farofa tocava guitarra e Wagner ainda não tinha entrado para a banda. O resto do line-up era o mesmo.
4. Marquinho é conhecido hoje em dia como Marco Butcher, da excelente banda paulistana Thee Butchers´ Orchestra. Também ataca de oneman band, com o codinome Uncle Butcher.
5. Alexandre Farofa (cujo verdadeiro sobrenome é Cruz, mas que também é conhecido como Sesper), é artista plástico de mão cheia.

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

VEJA A CAPA DO DVD DO BOOM BOOM KID

Foi divulgada a capa do DVD da banda Boom Boom Kid, que será lançado em breve pela Läjä Records. Olha a danada logo abaixo:


Segundo informações do Sr. Felipe Gasnier, da Ideal Shop (que fará pré-venda exclusiva), esse DVD trará uma "compilação recheada de imagens inéditas, shows, clipes e muitas surpresas para os fãs. O DVD está sendo dirigido por Nekro (vocalista e fundador do BBK) e produzido por Lucas Cabu – que também participou da produção do documentário da banda Garage Fuzz junto com o Sesper."

Previsão de lançamento: Junho de 2011.

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