quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
MACHOTAILDROP
O trailer, logo abaixo:
Ah, achei também esse curta metragem dirigido pelo tal Corey Adams, chamado Ming Juice. Esse dá pra ver na íntegra:
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
ZINISTA LANÇA MANUFATURA
Confira abaixo
MANUFATURA
por Edu Zambetti
Algo entre os traços de M.C Escher e Robert Crumb, entre a distorcida visão do mundo e os desejos mais íntimos do indivíduo, ainda entre o indivíduo em conformidade com o todo e vice versa, tudo isto faz parte das reflexões apontadas de forma peculiarmente sutil através das ilustrações de Flávio Grão neste nº1 de seu Livreto/Zine intitulado “Manufatura”.
Com uma pequena tiragem inicial, cada exemplar vem numerado manualmente e traz duas sequências trabalhadas em nanquim sobre papel (posteriormente reproduzidas em vergê) que apontam para uma disposição do artista em manifestar certo afastamento das regras e estereótipos que conduzem nosso mundo atual.
Na sequência intitulada “Escadas”, Grão parece refletir sobre a existência de um possível equilíbrio entre todas as coisas a partir da superação por parte de cada pessoa de suas próprias limitações ao mesmo tempo em que isto altera seu modo de entender e atuar no universo concreto.
De “Ego Harakiri”, última sequência de ilustrações do ”Manufatura”, salta a preocupação sobre como todas as buscas, manias, medos e anseios podem consumir o indivíduo, refletindo uma imagem muitas vezes distorcida dele perante o coletivo enquanto, simultaneamente, distorce sua própria visão sobre a realidade deste mesmo coletivo. Ainda neste universo pictórico, o mundo altera o indivíduo e este altera o mundo num movimento muito menos radical e caótico do que sutil e harmonioso.
No final deste zine de papel com traços de filosofia em forma de arte, conspiratória ou não, underground ou não, fica uma questão entre tantas:
“A história do indivíduo vem de sua real superação em relação a si e ao todo?”
Links:
http://www.fotolog.com.br/flaviograo
http://www.myspace.com/flaviograo
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
MAIS ESTRANHO QUE A REALIDADE
Morei por exatos cinco anos em um apartamento sem garagem na Avenida Jabaquara, Praça da Árvore. Cansado de ter que andar na avenida à noite depois de guardar o carro, procurava e encontrei um novo estacionamento numa rua mais calma do bairro. O estacionamento tinha um preço razoável e fui o primeiro mensalista, o dono estava começando com o negócio ali. Tivera outro estacionamento próximo à faculdade de artes da Vila Mariana, mas perdeu tudo, foi para a rua. Agora recomeçava com um novo empreendimento com a herança de um irmão que morrera sem deixar herdeiros (trabalhou a vida inteira e morreu jovem), reformou o terreno (de 50 metros de comprimento) e construiu uma casinha no fundo para morar, e um banheiro independente na frente para os clientes. Não demorou a aparecer clientes: usuários das clínicas médicas ao redor, mensalistas e avulsos; um supermercado próximo combinou com ele de pagar R$ 1500 por mês para que os seus clientes pudessem parar os carros.
Genioso e temperamental, surgiram discussões e desentendimentos com os clientes e eles começaram a sumir assim como chegaram: o supermercado, avulsos, mensalistas e usuários de clínicas médicas ao redor. Com o dinheiro da herança comprou também um carro, um apartamento e uma bomboniere para os filhos na praia, mas a maior parte do tempo vivia somente com a companhia de seu cachorro vira-lata, providencialmente apelidado de "Amigo".
Não entendia o porquê do seu gênio, da sua irritação e aparente agitação. Segundo me disse em conversas esparsas, dores de cabeça, epilepsia e um início de Alzheimer. Não era o que a vizinhança me alertava, diziam que ele mexia com isso, ou com aquilo. Bem, se mexia ou não, nunca me fez nada, sempre me tratou bem. O único incômodo eram suas “interfonadas” com pedidos de “dez cruzeiros ou vinte” que eram devidamente descontados ao final do mês. Certa vez contou-me que deu “perda total” no Corsa que tinha em um acidente subindo da praia, depois o Saveiro que comprou com o dinheiro do seguro quebrou. Enquanto isso, decaía fisicamente, deixava a barba e cabelos crescerem, parou de tomar banho e, à medida que decaía, tudo em volta acompanhava numa bizarra harmonia. A casa envelhecia, perdia a cor, as plantas morriam e o estacionamento virou um depósito de materiais recicláveis. Ficou sem luz e, dizem, sem água. Eu era o seu último mensalista. Mudei de apartamento para um com garagem há cerca de seis meses. Há uns dois meses, parado em um farol da avenida, o vi passando e olhando longe com o cachorro Amigo no guidão da bicicleta, companheiro.
EPÍLOGO
Dia 27 de janeiro de 2010, noite.
-Flávio, vem aqui ver uma coisa no computador.
Li a matéria no site do famoso jornal.
-Adivinha quem é o sujeito?
O que pensar disso?
Não tenho por hábito duvidar a priori do que as pessoas me dizem.
Boa sorte Eduardo!
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
B SIDE ARE US!

Não é raro procuramos por algo na internet e nossas “googladas” nos levarem para outros rumos. Em uma dessas procuras o ZINISMO encontrou o interessante blog B-Sides "R" Us.
A idéia do blog é disponibilizar música que você geralmente não conseguiria comprar, ou porque são edições fora de catálogo, edições especiais ou singles; ou ainda porque são trabalhos que não possuem interesse comercial suficiente para serem lançados, como demos, versões acústicas ou ao vivo. No geral, o foco do blog é na música “indie”, principalmente norte-americana, destacamos porém, o material disponível de bandas (do que chamava-se) emo dos anos 90, como Jawbreaker, Sunny Day, Alkaline Trio e etc.
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
VÍDEO JUNTA TRIBO
O festival teve duas edições, ambas na UNICAMP (Campinas -SP) em 1993 e 1994 e reuniu muitas bandas que começaram e fizeram (ou não) história no udigrudi brazuca, como Planet Hemp, Raimundos, Muzzarelas e Garage Fuzz (entre outras).
Para diminuir um pouco do impacto deste deslize (por nossa parte também, diga-se de passagem), disponibilizamos um vídeo feito pela EPTV Campinas que fornece um bom resumo do que foi chamado por muitos de "Woodstock brasileiro"...
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
A ARTE PERDIDA DA CONTEMPLAÇÃO

Miguelanxo Prado, quadrinista, levou quatro anos e reza a lenda, pintou cerca de 10.000 telas à óleo para poder fazer a animação “De Profundis”.
É um filme para se ver com calma, com um espírito contemplativo, não tem falas, grandes cenas de ação, a música é instrumental e orquestrada. Se fosse em um desenho de qualquer canal a cabo para crianças, penso que toda a situação seria resolvida em alguns minutos.
Outro dia, meu irmão mais velho deu uma bronca em sua filha porque ela engoliu um bombom Sonho de valsa em uma só mordida – você sentiu algum sabor ? – foi o teor da pergunta.
O MP3 arruinou minha sensibilidade e paciência com a música... Hoje entendo... discos, álbuns devem ser consumidos com a moderação, calma, digestão... respeitando o tempo que levaram para ser feitos...
O Glutamato monossódico, elemento químico estimulador das papilas gustativas (na sua língua) presente na maioria dos alimentos industrializados “implodiu” sua capacidade de sentir e distinguir a sutileza dos sabores...
Outro dia assisti Stalker, filme de 1979 do cineasta russo Andrei Tarkovski. Confesso com vergonha que durante os 163 minutos quase cochilei duas ou três vezes... Mas ainda hoje, três semanas depois, consigo ter visões e conclusões diferentes sobre o sentido do filme.
Nesta era da informação tem sido um exercício sentar e ler um livro. Nossos órgãos sensoriais querem mais e muitas vezes querem pronto.
Um exemplo hipotético: Um filme é fragmentado em várias partes, sua ordem: começo, meio e fim é trocada; ou ainda criam-se várias pequenas histórias que têm um ponto em comum... Ao acabar de vermos tal filme teremos a falsa sensação de satisfação por conseguir entender o filme, o quebra-cabeça básico e premeditado do diretor... Realmente usamos nosso cérebro em algum momento nisso? Avançamos? Interpretamos?
A fragmentação de informações é tanta que não sobra tempo ou espaço para digerirmos de modo decente ou encaixá-las em meio às outras que já possuímos, o que dirá elaborarmos uma opinião própria e fundamentada embaixo deste bombardeio... O processo de construção de conhecimento fica comprometido ou na beira do limite da exaustão.
Puxar o freio de mão, buscar a arte perdida da contemplação ainda é possível. E cabe ao indivíduo em plena era da informação, assumir a contraditória postura de negar o excesso de estímulos sensoriais para salvar sua sanidade e capacidade de pensar.
E isso será sem dúvida um ato de resistência em nosso tempos.
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sábado, 16 de janeiro de 2010
FESTA DE LANÇAMENTO " NÃO DEVEMOS NADA A VOCÊ" + SHOWS

Para começar o ano com o pé direito, o Espaço +Soma estreia a programação dos sábados de 2010 com o lançamento do livro “Não Devemos Nada a Você – Punk Planet: Coletânea de Entrevistas". O livro reúne 34 entrevistas publicadas na revista americana Punk Planet entre 1997 e 2007 de músicos que ajudaram a mudar a história da música independente. Entre eles estão Ian MacKaye (Fugazi, Dischord), Jello Biafra (Dead Kennedys), Thurston Moore (Sonic Youth) e Kathleen Hanna (Bikini Kill, Le Tigre). De HŸsker DŸ, Jawbreaker e Sleater-Kinney a The Gossip, Los Crudos e Shelter. Para embalar a noite de lançamento rolam os pockets shows de Irmão Urso (Rafael Crespo a.k.a. Poniboy) e Eliane Testone, guitarrista, designer gráfica e ex-integrante das bandas Pin ups e Hats, que traz seu projeto de voz e violão, o Repentina. E o melhor: é de graça. Vai perder?
Lançamento do livro “Não Devemos Nada a Você” e Pocket Show de Irmão Urso (Rafael Crespo a.k.a. Poniboy) & Repentina (Eliane Testone)
Quando . Sábado, 16 de janeiro de 2010
Horário . À partir das 19h
Entrada . Só chegar!
Apareça! Divulgue! Faça Parte!
Espaço +Soma (Espaço Cultural/Loja/Café)
Rua Fidalga 98 - Vila Madalena - São Paulo - SP
Informações - info@maissoma.com / 11 3034.0515
Terça a quinta-feira das 12h às 20h
Sextas e sábados das 12h à 0h
Por enquanto não aceitamos cartões de crédito ou débito.
Sintam-se abraçados,
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