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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

LIMP WRIST AO VIVO NO CCJ

Confira os vídeos logo abaixo, com entrevista e trechos do show da banda punk/queercore Limp Wrist no CCJ, na capital paulista.

Vale destacar a impressão positiva causada pelo espaço nos integrantes da banda, como comprova o depoimento do vocalista Martin Sorrondeguy: "Quando os jovens se reúnem nos EUA, os mais velhos ficam assustados, a polícia fica assustada, todo mundo fica assustado. Aqui você tem, no mesmo lugar, pessoas dançando break e uma banda punk tocando."





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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

RAEL BRIAN = EXPO DESTRUINDO ROSTOS + ENTREVISTA



Rael Brian é um artista de Brusque (Santa Catarina) que se expressa através das colagens e circula pelo mesmo universo que o Zinismo, traduzindo: Skate, punk rock, hardcore, faça-você-mesmo e arte.

Por esta sintonia já passou por aqui algumas vezes e temos a grata satisfação de informar que sábado agora (dia 12 de novembro) haverá a abertura de sua exposição "Destruindo Rostos" no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso. Além da exposição, o artista dará uma oficina de colagem no domingo, dia 13.



O Zinismo conversou com o jovem niilista sobre arte, inspiração, processo de trabalho e nossa decadente sociedade.

No ano passado rolou uma exposição sua em Balneário Camboriú, com o sugestivo título “Raiva Espiritual". O que mudou da Raiva Espiritual para a "Destruindo Rostos"?
Não mudou muita coisa não (risos), a raiva e o nivel de perturbação continuam os mesmos. O que eu creio que mudou foi meu trabalho estar mais maduro por influência da faculdade de fotografia que fiz e ter dado uma outra direção com enfase no retrato. Cada dia mais emo e agressivo (risos).

Vivemos numa sociedade em que a valorização de um ideal de beleza faz com que as pessoas se submetam à (dolorosas) cirurgias plásticas para se sentirem bem. Esse tipo bizarro de comportamento é uma inspiração para sua arte?
Pode se dizer que sim, as pessoas estão sempre correndo atras de um status perante a sociedade que é baseado em cima da mentira, como ter uma aparência que agrade aos outros e que a ponha em um determinado grupo social. Tem um rosto e uma aparência bonita, mas por tras a historia é outra. Não posso falar muito porque tambem me incluo nessa crítica.



Embora o título de sua nova exposição seja Destruindo Rostos, seu processo de trabalho se dá também através da reconstrução de novos rostos através dos recortes de faces anteriormente destruídas. Na sua arte e crítica, o que prevalece para você: a esperança ou a descrença social?
Descrença total em tudo e em todos. Isso me tira muitas noites de sono (risos), não acreditar em nada e muitas vezes nem em mim mesmo. Os valores que imperam na cabeça das pessoas como crenças falidas e o lucro a qualquer preço me fazem ter uma descrença em qualquer coisa.

O que te influencia (tanto esteticamente quanto em termos de postura ou atitude)?
A estética suja e sincera de artistas como Mikey Welsh que infelizmente faleceu esses dias, que tinha uma arte completamente sincera e que não tinha medo de expor seus sentimentos. Gente como Thurston Moore, Tim Kinsella, Glen Friedman, Carlos Dias, Redson, me influenciam pela postura de sempre se renovarem sem perder sua identidade. Acho que é isso que procuro. DIY e sinceridade.

Por que colagem? Como é o seu processo de criação e construção dos trabalhos?
Porque nunca tive afinidade com desenho e pintura (risos). Não sei, o negócio pra mim tem um ar marginal, uma arte que simplesmente é uma transformação de algo que já existe e já tem função como uma imagem qualquer de uma revista e essa trasnformação vira arte (risos). Isso é muito doido pra mim. Meu processo é sempre o mesmo ou quase sempre. Chego no meu estúdio e vejo aquela bagunça, cheio de revista jogada no chão, poeira, mofo e penso "puta que merda" uhauhauha, que vontade de voltar pra casa e dormir (risos). Ponho um som, esse ano ouvi muito o Bitches Brew do Miles Davis e bastante rock emo como Elliott Smith, Joan of Arc, Braid para criar e faço uma pesquisa rápida nas revistas e começo a experimentar: camada por cima de camada, olho por cima de olho, boca por cima de boca e vai ficando uma coisa sem pé nem cabeça (risos). Até que a parada tome um rumo. É um processo lento pelo fato de eu ser bem seletivo com as imagens que uso.



Acredito que estamos vivendo no Brasil, uma cena forte de colagem com artistas influenciados pela cultura punk. Fale um pouco de seus comparsas nesta cena:
Acho que é uma galera que tem os mesmos ideais e uma vontade muito grande de fazer algo, de criar algo e dizer algo. A maioria se conhece e se ajuda como o Kauê Garcia e a Carol que sempre me ajudaram e apoiaram. Tem neguinho que tá numa pegada cabreira como o Alex Vieira, Geo, Bá... Acho que essa nossa geração tem muito ainda o que mostrar, isso é só o começo, muita coisa ainda está por vir.

O Rael foi um dos entrevistados na edição do ZINISMO impresso que saiu no ano passado e pode ser baixada aqui!



Serviço:

DESTRUINDO ROSTOS - Exposição de RAEL BRIAN
Abertura: dia 12/11, sábado 19h.
Visitação: de 13 a 30/11.
Oficina de colagem: 13/11, domingo 14h.

CCJ-Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso
Av. Deputado Emilio Carlos-3.641-Vila Nova Cachoeirinha-São Paulo -SP.

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Blog do Rael.

terça-feira, 5 de abril de 2011

PROGRAMA DE FORMAÇÃO EM HQ E ZINE -CENTRO CULTURAL DA JUVENTUDE - RUTH CARDOSO



O professor Gazy Andraus (autor e editor de hqs independentes, pesquisador do observatório de HQs da USP e Doutor em Ciências da comunicação pela ECA - USP) elaborou junto ao Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso uma extensa programação de eventos e oficinas sobre quadrinhos e fanzines, que ocorrerá durante todo o ano de 2011.

A programação é extensa, e o ZINISMO resolveu separar alguns destaques na área de quadrinhos e fanzines para o mês de abril:

Diálogos com Laerte.
Sim, uma conversa sobre quadrinhos com o mestre Laerte, imperdível.
dia 09 de abril - sábado - às 17:00 horas.

Mesa redonda - dos fanzines à fanzinoteca.
Participarei desta mesa ao lado do Douglas Utescher (UGRA PRESS - Anuário de Fanzines) e do Fábio Tatsubô (responsável pela Mostra Nacional de Fanzines de Santos)
dia 17 de abril - domingo - às 14:00 horas.

Exibição do documentário Fanzineiros do Século Passado - Márcio Sno.
e Fanzineiros - Projeto e continuidade - bate papo com Márcio Sno
Nosso colega e guerrilheiro dos fanzines, Márcio Sno, apresentará seu documentário, alémd e participar de uma troca de idéias a respeito dos fanzines.
Data: 21/04 (quinta- feira - feriado), às 14h (exibição do documentário) e às 16h (bate-papo).

Palestra - HQs, um potencial inexplorado.
Palestra com a Mestra em Vivências da Comunicação Alice Caputo sobre as HQs enquanto fonte de conhecimento e estímulo à leitura.
Dia 23 de abril - sábado - às 10:30 horas.

Além, destes eventos, o CCJ oferecerá outras oficinas e atividades, confira na programação abaixo e fique esperto nos modos de inscrição e participação. Detalhe importante - Tudo "de grátis"!



Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso – São Paulo/SP
Av. Deputado Emílio Carlos, 3.641. Vila Nova Cachoeirinha. Zona Norte.
(ao lado do terminal Cachoeirinha)- Telefone: (11) 3984-2466
CEP: 02720-200

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

ARTE PUNK: DISTORÇÃO DO DESCONSTRUÍDO | DE 20/09 A 31/10

Olá,

faz um tempo que não posto aqui por motivos familiares. Meu pai esteve (e ainda está) colecionando internações.

Contudo, estamos sempre em busca de horizonte mais azul. E de certo modo, a ocasião permite essa brecha.

Segue a exposição individual de Kauê Garcia, na minha opinião - um dos caras mais legais que conheci no "circo" underground.





"Só um imbecil confundiria punk com arte", diz Stewart Home em seu ensaio sobre o punk. Ok, mas isso não significa que punks não se confundam, muito menos que não sejam imbecis. Mesmo com a maioria dos jovens "cagando" para a "arte séria", alguns deles preferem utilizar mídias tradicionalmente artísticas para se manifestarem. Kauê Garcia, inquieto por natureza, é um desses casos, que por meio de suas colagens e desenhos compulsivos traduz parte de sua vivência em forma de um diário gráfico em folhas avulsas.

Entranhado numa montanha de papel velho, cartazes, fotocópias, cartas, embalagens ou restos de nada, matéria prima é o que não falta para esse sujeito realizar seus experimentos. Mesmo com pouca idade já acumula uma produção considerável em número e força expressiva. O título "Arte Punk" une duas palavras abstratas, mas o resultado é palpável, concreto. Esta antítese move a pesquisa desse artista, o punk o destrói e arte torna-o saudável, pelo menos teoricamente."

Alex Vieira, idealizador da Revista Prego

Arte Punk: Distorção do Desconstruído | De 20/09 a 31/10 | Área de Convivência


Kauê Garcia utiliza imagens publicitárias, álbuns de família, sprays, letras em decalque a seco e outros materiais encontrados em caçambas de entulhos, durante suas andanças pelos centros urbanos. Projeto contemplado pelo Edital de Projetos Expositivos do CCJ.

Abertura: Dia 19/09, sáb, 19h.

Av.Deputado Emílio Carlos, 3.641 (ao lado do terminal Cachoeirinha)
Vila Nova Cachoeirinha - São Paulo - SP
CEP: 02720-200
Tel: (11) 3984-2466
E-mail: ccjredessociais@prefeitura.sp.gov.br



Quando e o quê te levou a ingressar no mundo das artes?

Kauê Garcia: Sou formado em Artes Visuais pela PUC-Campinas, entrei em 2003, e foi meio por acaso. Terminei o colegial e parei um ano de estudar, até que uns amigos falaram que iam prestar PUCC e eu pensei em também tentar algo, mas eu não tinha vontade de estudar porra nenhuma, gostava de rabiscar, então pensei em tentar Artes Visuais, se não passar, ok. Mas eu passei (risos).




E na música? Deve ter bastante coisa!

Kauê Garcia: Nem por onde começar, a base é o punk, sou fissurado, estudo, vou atrás mesmo, do tipo de ficar lendo mil história das bandas, baixando discografia, e até tatuando essas porras em meus braços. Talvez as maiores sejam realmente as que tatuei, que são Hüsker Dü, Black Flag e Bad Brains, mas me sentiria culpado por não citar Dead Kennedys, Minutemen, Fugazi, Leptospirose (que considero a melhor banda do Brasil), Big Boys, The Dicks, Negative Approach, Poison Idea, Ratos de Porão, Wipers, a coletânea "SUB" inteira, Olho Seco, Descendents, Discharge, Gauze, Fun People, 7 Magnificoz e mais trocentas bandas que de uma forma ou de outra, acabam influenciando no que sou e na minha arte. Mas não escuto só hardcore, sou apaixonado por psicodelia, também sou um estudioso disso (risos), passo horas procurando raridades, seja na internet ou em sebos, piro também em garage rock, pré-punk, reggae, dub, folk, e até contrariando as estatísticas, música brasileira, como Novos Baianos, Belchior (acho esse cara foda! ), Jorge Mautner, Jards Macalé etc... Acho que Beatles e Ramones nem precisa dizer, né!?


Entrevista completa de Kauê Garcia para VISTA por Tibiu:


http://www.vista.art.br/site/content/post-detalhe.php?cod=745

http://chiveta.wordpress.com/2009/09/17/arte-punk

LUZ!