Mostrando postagens com marcador let´s talk about hqs. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador let´s talk about hqs. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 20 de junho de 2011

DOMU ARIGATÔ XAVIER SAMMA

*Samma = maneira respeitosa de dizer mestre ou professor



É complicado escrever de algo que a gente goste muito sem soar propaganda, fanatismo ou algo que o valha, mas seja você um fã de animes, ou seja você um "Marvete" die hard da época das revistas da Abril Jovem e principalmente da fase que Chris Claremont assumiu o roteiro e reformulou os X-Men (exatamente quando os Mutantes da Escola do Prof. Charles Xavier ganharam sua própria revista aqui no Brasil - até então as histórias dos X-Men, X-Factor e o começinho dos Novos Mutantes apareciam no meio das revistas Herois da TV, Superaventuras Marvel e Capitão América), ou então, seja você um cara que tem saudade da série X-Men the animated series, que passou na Globo no fim dos anos 90, e, pior ainda, seja você como muitos dos Zínicos deste blog, fã de tudo isso descrito acima, tenha certeza que, se por acaso você ainda não se aventurou em "googlar" o desenho que deu origem à esse post aqui, agora, não tenha dúvidas que você será contaminado!

Faz uns três meses que eu havia visto o trailer de X-Men versão Anime (desenho de animação japonês, com aqueles traços caracteristicos de mangá, só que de conteúdo e estilo mais adulto! - Meu amigo Gustavo Az disse ontem sobre o velho Sawamu - aquele do Salto no Vácuo com Joelhada! - que a avó dele sempre o alertou que Animes não são para crianças!!! É a sabedoria dos mais experientes sempre se fazendo valer!!!). O fato é que eu estava (e ainda estou) tão cheio de compromissos de caracter estudantil que eu mesmo acabei esquecendo disso. Mas ontem, numa conversa de nerd via facebook, e o fato de eu precisar desligar meu cérebro por alguns instantes, me levou ao mundo mágico dos animes de novo! E enquanto assistia pela trocentésima vez o primeiro episódio de Blood + (ラッドプラス - Buradu purasu), eu me lembrei dos X-men.
Aí o Google me tirou do sono suspenso (igual ao do Steve Rogers) e eu passei a madruga assistindo os 10 primeiros episódios de X-Men Anime (pois é eu demorei! Malz ai! Se você já tá assistindo, não julgue isso como notícia velha, é que o tempo urge e eu estou muito enrolado mesmo!!! sorry =[ ).

O resultado, mais que esse post, foi um vício imediato e uma crise de abstinência insuportável ao fim de cada episódio! Eu nem dormi ainda! Fiquei num esquema Rentton no começo do Trainspotting + música do Ministry = JUST ONE (more) FIX! E nessa, eu tô aqui assistindo até agora! hehehe!

Se o Chris Claremont permeou todo essa fase que ele escreveu os roteiros dos X-Men com influências de jPop (jay Pop, ou cultura pop japonesa), fazendo a Tempestade mudar de visual (trocando as longas madeixas pelo estilo moicâno muito antes de Beckhan e do Neimar!) e de personalidade (logo depois do confronto com Drácula - X-Men #1) e assumindo o nome japonês de Ororo, se ele também deixou bem claro o passado no Japão de Wolverine, o treinamento com o Ronin* Ogun Samma (*tipo um Samurai assassino, quase um 人斬り抜刀斎 Battousai - retalhador - como Kenshi Shimura, o Samurai X - るろうに剣心 -明治剣客浪漫譚), o casamento de Logan com Mariko Yoshida, e principalmete quando tudo isso ainda fica mais claro na minissérie em dois volumes Wolverine & Kitty Pride e em X-Men #4, onde a mesticinha Kitty Pride vai pra Tóquio salvar o pai e cai nas mãos do Ronin Ogun se transformando por fim na Lince Negra, e ainda podemos falar que foi a fase que o Fera voltou pros X-Men, mas agora na forma bestial do fera e não mais como um humano de características animais - esse papel ficou com Wolverine que vivia uma eterna briga consigo mesmo entre o humano Logan e o animal Wolverine - enfim, se você pirava com tudo isso, então imagina agora que os próprios japoneses decidiram mostrar as influências nipponicas dos mutantes em um anime que eles mesmo fazem?!?!

Melhor do que eu escrever uma sinópse ou dizer o óbvio como: A animação é absurdamente incrível! A trilha orquestrada é genial! Lembra até as trilhas do Oingo Boingo "Samma": Danny Elfman! Melhor que tudo isso é você mesmo assistir o anime e tirar suas próprias conclusões, por isso, para infectá-lo, segue abaixo o episódio #1 com aúdio em japonês e legêndas PT/BR, os outros nove mais o que vier daqui pra frente, é com vocês!!!


Domu Arigatô X Meno!


domingo, 1 de maio de 2011

O MELHOR TEASER CRIADO PELA MARVEL SOBRE VOSSO PODEROSO THOR

Atente-se aos pequenos detalhes: Em 0.08 (o nome do cãozinho!), 0.14(Action Figure do Thor), 0.21(A caneca) e 0.25(A placa do carro do pai!)

Por Asgard! ou A5G 4RD!!






OK! Eu sei que o videoxou passou esse teaser, mas vamos combinar que a Globo não tem a moral que o Zinismo tem em Asgard. Aqui o baguio é real! Minusquência, procedê e atitudi! Senão cabelo avua!!!

E quando acabar o esquema "só estudo sem diversão, faz de Ideia um bobão" eu devo postar aqui a verdade sobre o Primeiro Vingador, ou o Capitão América. Quero dizer, OS CAPITÃES AMÉRICA. Sim porque, além de Steve Rogers, outros três homens vestiram o uniforme do Capitão, mas isso fica pra depois!!!

Alguém aí topa ir cinema? Já estou nele, em Asgard!!!

quinta-feira, 31 de março de 2011

FANZINE LA PERMURA # 3



Recebemos do ilustrador Rodrigo Okuyama os fanzines La Permura # 3 e o “Extensas Estrias del Estensiñor”.



O fanzine La Permura, feito por Rodrigo em parceria com o quadrinista Lobo é um dos favoritos da casa. O La Permura # 3 avança ainda mais na proposta que acompanha o fanzine desde o primeiro número: quadrinhos primorosos mesclados com técnicas diferenciadas de impressão e um acabamento artesanal minucioso.



O quadrinista Lobo prossegue com seu traço clássico, bizarro, escatológico e hilário, já Rodrigo se diversifica, abrindo seu leque para diversos temas e técnicas: dos quadrinhos mais clássicos feitos com nanquim, transitando pelos coloridos digitalmente, passando por novas possibilidades como na uma história colorida com tinta acrílica e pasmem! Uma história inteira feita e impressa com Estêncil... Tudo isso vem embalado em uma capa feita com Tetra Pak, impressa com tinta para luz negra (que possibilita diferentes interpretações do desenho conforme a iluminação), que une o fanzine através da encadernação costurada manualmente!



Já o Extensas Estrias del Estensiñor mostra outra inovação do Rodrigo. Também costurado manualmente, o zine (livro, portfólio?) esconde em seu interior uma dissecação humana feita através de um desenho impresso (também em Estêncil) em folhas de papel vegetal. Esta ilustração, foi escolhida a melhor do Ilustrefólio, concurso promovido pela revista digital de artes portuguesa "Magnética Magazine".
Se você não possui um destes zines, corra atrás. Honestamente, em termos gráficos é um dos melhores e mais inovadores zines que já tive em mãos.



E atenção editoras e revistas, vou escrever em letras garrafais: RODRIGO OKUYAMA É UM DOS MELHORES E MAIS CRIATIVOS ILUSTRADORES BRASILEIROS DA ATUALIDADE. Tenho dito!
ZINISMO RECOMENDA!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

REVISTA PREGO # 3 e 4

Já tinha ouvido muitos rumores a respeito da REVISTA PREGO. Amigos me recomendaram, havia lido boas resenhas sobre e alguns conhecidos colaboraram com a revista. Mas, por uma daquelas razões inexplicáveis não tinha lido a PREGO ainda (talvez porque fui meio relapso, ok, admito).

Recebi do editor, o artista Alex Vieira um caprichado pacote com a publicações da PREGO, que pretendo destrinchar com o merecido cuidado.
A revista PREGO está em seu quarto número e ano (última publicação em junho de 2010) e ter uma destas revistas em mão é o mesmo que se reunir para um café (ou cerveja) com alguns dos melhores artistas alternativos (punks?) atuais brasileiros.

Na prego encontram-se artistas de gerações diferentes, com estilos e motivos diversos, mas todos certamente possuidores de duas características que os unem: a autenticidade e a subversão (seja em técnica, estilo ou mesmo postura). O lema da revista – Quadrinhos, arte punk & Psicodelia – resume esse espírito.

PREGO # 3



Neste número colaboram mais de dez artistas. Entre eles, o editor Alex Vieira, Daniel One, Bira Dantas, Kauê Garcia, Jaca entre outros. Neste número a revista traz encartado o fanzine PIB, editado (mas não publicado) pelo artista Júlio Tigre nos anos 90. Destaco a entrevista com veterano ilustrador argentino Luis Trimano e a impecável HQ(?) colagem de Mario de Alencar.

PREGO # 4



Nesta edição são 30 colaboradores em 54 páginas. Et, Rogério Santos, Fábio A.,Douglas Utescher, além de nomes inéditos e outros que já apareceram em edições anteriores. Dois artistas desta edição tiveram revistas solo lançadas pela Prego, é o caso de Guido Imbroisi, que colabora com a metafísica HQ Macéria, e Diego Garlach, que assina o encarte desta edição, com a contundente HQ BOY ROCHEDO.

A Revista Prego dá continuidade com propriedade à tradição das boas revistas de quadrinhos nacionais como a Dundum, Chiclete com Banana etc. ZINISMO RECOMENDA.

Detalhe de Século 22 - Mario de Alencar

terça-feira, 13 de julho de 2010

HARVEY PEKAR RIP



Morreu ontem (dia 12/07/2010) o quadrinista Harvey Peaker, aos 70, em Cleveland.
Autor dos quadrinhos American Splendor, foi um dos grandes nomes dos quadrinhos underground da América do Norte.

Reclamão, ranzinza, ácido e irônico, Harvey Pekar vivia uma vida medíocre (como arquivista de um hospital) até que viu sua sorte começar a mudar quando procurava discos antigos em uma “venda de garagem” e conheceu o desenhista Robert Crumb. Através deste encontro surgiu a revista American Splendor, onde foram retratadas por cerca de trinta anos as aventuras banais de Pekar, ilustradas por diversos desenhistas.

Em 1994, Harvey escreveu uma premiada graphic novel intitulada Our cancer year, que contou sua luta vitoriosa contra um câncer linfático.

Apesar de medíocre, a vida de Pekar foi extremamente divertida. Seus quadrinhos viraram peça de teatro e mais recentemente filme: lançado em 2003, American Splendor (Antiherói Americano) é um dos melhores filmes sobre quadrinhos já feitos. Brilhantemente interpretado por Paul Giamatti, a história de Pekar é contada de modo divertido, da infância até seu relativo sucesso. Destaque para os momentos de meta-linguagem onde o próprio autor aparece para dar suas tradicionais resmungadas e para as notórias e constrangedoras aparições nos programas do David Letterman.



No Brasil, algumas histórias de Pekar foram publicadas na extinta revista Piratas do Tietê e mais recentemente foi lançada pela editora Conrad uma compilação das histórias feitas em parceria com Crumb, intitulada Bob & Harv.



Zinismo recomenda Harvey Pekar e lamenta a morte do artista que fazia algo brilhante a partir da mais vulgar matéria prima, o cotidiano do ser humano comum.
RIP Harvey!



terça-feira, 7 de julho de 2009

PERSEPOLIS 2.0

Você já leu Persépolis?
Já assistiu à animação?



Pois é, a graphic novel Persépolis é a autobiografia de Marjane Satapri, filha de uma família de classe média Iraniana que sobrevive às conturbadas mudanças político-religiosas de seu país. Durante a adolescência Marjane foi enviada para estudar na Europa e mergulha em um conflito pessoal: se antes o Ocidente seduzia, sua estada em Viena mostra que sua terra e suas tradições também têm seu valor.

O interessante tanto das HQs quanto da adaptação para o cinema é o ponto de vista extremamente humano. Não há como não ter afinidade com a comovente narrativa de Marjare Satapri, que mostra estas revoluções políticas epessoais por um ponto de vista muito sensível.
Quando deparamo-nos com notícias sobre países distantes, principalmente os do oriente, sempre fica aquela dúvida sobre o “filtro”, ainda mais se a notícia chega até nós pela grande mídia, corrompida até os ossos.

E hoje, ao se falar do Irã não podemos deixar de pensar nos conflitos que estão acontecendo devido à polêmica reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad (que muitos alegam ter sido ser fraudada). A internet tem sido importante nesse contexto para driblar a censura oficial e oferece notícias cruas, como o horripilante vídeo da “mártir” Neda e outros que surgiram em tempo praticamente real aos conflitos que rolaram em várias cidades do Irã.

Mas brilhante mesmo, foi a idéia de Payman e Sina, dois iranianos exilados na Inglaterra que nos oferecem possíveis respostas ao conflito ao fazer sua versão dos acontecimentos atuais com base nos quadrinhos de Marjane, batizado de Persepolis 2.0.



Em tempo, Marjane apoiou o candidato à oposição Mir Hossein Mosavi e fez a capa do último disco do velho Iggy.

domingo, 8 de março de 2009

WHO DID WATCH THE WATCHMEN MOVIE?



Assistir a uma adaptação de uma obra para um cinema é sempre uma surpresa.
No caso da adaptação das HQs Watchmen é uma grata surpresa. Mérito ao diretor Zack Snyder: o essencial (apesar da mudança do final) está ali. Na verdade, mesmo os quadrinhos não teriam inicialmente o tamanho que nós conhecemos (12 edições). Alan Moore (o roteirista da HQ) teve que espichar o roteiro inicial por decisão da editora e a solução encontrada foi preencher tudo com detalhes. Para que o filme fosse totalmente fidedigno aos quadrinhos teríamos que ter no mínimo, uma mini-série de TV.

Cuidado na reprodução de imagens

Mas, radicalismos à parte, para quem conhece os quadrinhos é uma sensação de “ DEJA VU multimídia” indescritível ver aquelas imagens gravadas em algum canto de sua memória tomarem vida com luz, som e movimento.
Mas se engana quem pensa que o filme substitui os quadrinhos. O filme é o essencial, mas não é tudo. A leitura proporciona uma velocidade mais lenta, necessária para “digerirmos” calmamente as informações e que haja um envolvimento maior com a trama e personagens. A leitura de uma revista como Watchmen toma pelo menos umas oito horas de sua vida. Watchmen também está nos detalhes, nas transições de cenas dos quadrinhos, nos segundos planos em que ações se desenvolvem paralelamente e nos documentos de época criados por Moore. Isso é Watchmen. E é por isso que Alan Moore luta.

Minutemen. Sem Mike Watt?

Nosso colega de blog Idéia, citou a meta-linguagem dos quadrinhos quando um personagem lê um outro gibi cuja trama se mistura com a do próprio Watchmen. Bem, pensemos, é uma meta-linguagem de história em quadrinhos e não faria “tanto” sentido no cinema. Por isso talvez ela não tenha nessa versão que temos nas telas. Digo nessa versão porque os personagens que fazem o link dessa história (o jornaleiro e o leitor) aparecem, porém como coadjuvantes. Além disso, na internet há traillers sobre essa história. Arrisco a dizer que na versão do diretor, que provavelmente sairá em DVD, além da animação do Contos do cargueiro negro, a história deve vir recheada com vários detalhes que tiveram quer ser editados para que o público pudesse “engolir” a trama em duas horas e meia.

Onde está os quadrinhos dos quadrinhos? Só no DVD...

É engraçado como uma obra tão fantasiosa e cheia de artifícios pretende no final das contas tratar de algo trivial: os seres humanos. E Rorschach no final do filme me lembra Alan Moore, em defesa dos quadrinhos e contra Hollywood “sem concessões, nem mesmo na beira do amargedon”, e creia: ele está pensando em nós.

PS: Na semana que vem, não percam o texto: A ressaca de Watchmen.

terça-feira, 3 de março de 2009

WATCHMEN X ALAN MOORE


Para quem gosta de música vale a comparação: o roteirista Alan Moore está para as adaptações de quadrinhos para cinema assim como a banda Fugazi está para as grandes gravadoras.

Podemos afirmar que há 20 anos atrás os quadrinhos de heróis atingiu seu auge. Nesta época foram publicados muitos dos gibis considerados clássicos absolutos do gênero. O cavaleiro das trevas (Frank Miller), Electra Assassina (Miller e Bill Sienkewicz), Batman Ano Um e A queda de Murdock (Miller e David Mazzuchelli), A piada Mortal (Alan Moore e Brian Bolland) e Watchmen (Alan Moore e Dave Gibbons).

Eram outros tempos. Os quadrinhos de heróis tinham uma cultura própria e Hollywood não tinha descoberto ainda o potencial da nona arte. As adaptações de quadrinhos para cinema na época deixavam muito a desejar. Tudo mudou com o primeiro filme do X-MEN, sucesso estrondoso que deu origem à redescoberta dos maravilhosos roteiros empoeirados dos gibis clássicos.

Em uma observação atenta aos nomes acima, dois se repetem: Frank Miller e Alan Moore. Na cabeça de qualquer nerd com mais de trinta anos estes nomes não são surpresa. São dois dos melhores escritores de quadrinhos de todos os tempos. Ambos foram adotados por Hollywood, cada um à sua maneira. Frank Miller tem uma relação amigável com a indústria do cinema. Várias obras suas foram adaptadas, Batman Begins foi baseada em Batman Ano I, 300 de Esparta em sua série homônima, Sin City em outro gibi seu. Todas são adaptações muito dignas e fiéis aos originais.

Já Alan Moore, embora tenha feito trabalhos para grandes editoras de super-heróis há algumas décadas, se especializou na produção de histórias em quadrinhos mais politicas e complexas (quem assistiu ou leu V de vingança sabe disso). Muitas destas histórias foram adaptadas para o cinema contra sua vontade. Entre outras adaptações de histórias suas, temos: Do inferno, A liga Extraordinária, Constantine (personagem criado em uma história do Monstro do Pântano), V de vingança e agora a esperada estréia de Watchmen.

Ao contrário de Frank Miller, a postura de Alan Moore com relação à indústria de Hollywood sempre foi de enfrentamento. Uma atitude de revolta (similar a alguns punks) porque entende que além da indústria do cinema sempre fazer transformações em seus roteiros (seja para agilizar a história, seja para comercializá-la), crê nas histórias em quadrinhos como um veículo de comunicação legitimo, poderoso e subversivo. O escritor se recusa a participar das adaptações de suas histórias para o cinema e dá justificativas do tipo: "Acho que o cinema na sua forma atual é muito prepotente. Ele nos dá comida na boca, o que dilui nossa imaginação cultural coletiva. É como se fôssemos passarinhos recém-saídos dos ovos olhando pra cima, com nossas bocas bem abertas, esperando que Hollywood nos alimente com um vômito de vermes. O filme de Watchmen parece mais vômito de vermes. Eu, pelo menos, cansei de vermes" (trecho retirado do blog omelete).

Polêmicas à parte, nesta sexta-feira (dia 06 de março) estréia nos cinemas a adaptação de Watchmen, considerado por muitos nerds o melhor gibi já feito e eleito por críticos da revista Time um dos cem melhores livros em língua inglesa do século passado. Fica a dica, mas não se contente com o filme e tente ler o gibi, são duas horas e meia de filme contra mais de quatrocentas páginas desenhadas e escritas com muito esmero.

Watchmen: veja o filme ( e leia o livro )

Para aqueles que não tiveram a oportunidade de ler a história em quadrinhos, está sendo lançada pela editora Panini a edição definitiva de Watchmen encadernada em único volume. A editora também relançou na semana passada A Piada Mortal, uma das melhores histórias do(why so serious?) Coringa, que “por acaso” também foi escrita por Alan Moore.


A piada mortal: história e ilustrações clássicas.

Agora para quem quer se aventurar mesmo pelo mundo do bruxo (fumador de haxixe) Alan Moore, eu recomendo a leitura de seu livro “A voz do fogo” que conta histórias de sua cidade natal (Northampton) durante um período de cinco mil anos.
Outra leitura recomendada é dos raríssimos gibis do Monstro do Pântano, personagem que ele recriou (em histórias repletas de psicodelia, terror e magia negra) no início da década de noventa e que foram publicados pela Editora Abril nesta época.

Monstro do Pântano: não empresto, não alugo nem vendo.