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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

ANOS GRUNGE

Ah, o grunge...

O que seria da década de noventa sem o grunge? Sem Nirvana, Soundgarden, Pearl Jam, e toda a banca de Seattle? Sem o Check your Head do Beastie Boys? Sem o Buffalo Tom? Sem Mtv?

Acho que vivemos alí a última revolução cultural de massa numa época pré Internet. O pior é que nós brasileiros, só não ficamos uns 30 anos atrasados nessa revolução graças ao Collor e ao Roberto Marinho, ou seja, pela primeira vez acompanhamos tudo simultaneamente graças à TV à cabo. Bem, pelo menos quem tinha acesso à TV paga nessa época, mas enfim, o papo aqui é outro mesmo!

A já citada Mtv, que acabara de se tornar parte da gigante Viacom, lançava mundialmente o canal Nickelodeon, destinado ao público infantil e adolescente. Depois o canal acabou ficando bem infantil, mas em tempos de grunge, a emissora irmã da Mtv dava espaço para programas mais voltados aos novos roqueiros de 15/16 anos e suas camisas de flanela xadrez!

Foi assim que surgiu "The Adventures of Pete and Pete". Uma série bem humorada e com uma narrativa surreal que contava a história de dois irmãos, Big Pete Wrigley (Mike Marronna) e Little Pete Wrigley (Danny Tamberelli). Era tipo uma mistura de Os Simpsons com Wonder Years (Anos Incriveis). Aliás, falando em Simpsons, "As Aventuras de Pete e Pete" eram situadas em uma cidade chamada Wellsville, mas o estado nunca foi revelado e o fato é que assim como existem umas vintes Springfields em diversos estados americanos, também exitem umas vinte Wellsville em diferente estados americanos, só pra deixar bem claro a influência de Matt Groening nos criadores de Pete e Pete, Will McRobb e Chris Viscardi.

Além dos Pete's, a série ainda tinha personagens geniais como Artie, o homem mais forte do mundo, Ellen a quase namorada do Grande Pete, a mãe que tem uma placa na cabeça que afeta as ondas de rádio, um pai maluco, Papercut, um garoto especialista em origami e arqui-inimigo do Pequeno Pete e a mais non sense personagem do seriado que tinha direito à crédito na abertura, Petúnia a bela dama tatuada no braço esquerdo do Pequeno Pete que volta e meia aparecia dançando nos episódios, como num strip bar for kids!
petuniaPetunia

Pete e Pete era muito roqueiro! E nem dava pra não ser roqueiro entre 1993 e 96, período que durou a série, embora tenha sido reprisado até 99!

Na verdade, Pete e Pete era muito Grunge!!! E claro, usavam camisas de flanela xadrez! Mas isso não é nada, comparado ao fato deles serem vizinhos do Iggy Pop, ou melhor, Mr. James Pop MeckLenberg, o pai de Nona, a melhor amiga do Pequeno Pete!

E se o vovô Iggy não é suficiente para provar o roqueirismo dos Pete's, então saiba que durante os três anos da série, outros rockstars deram pinta nos episódios. Gente como Debbie Harry, Juliana Hetfield (na época em clima de romance com Evan Dando), LL Cool J, Lucious Jackson (tocando no baile da escola) e o melhor vendedor de sorvete da televisão: Michael Stipe!

Isso sem falar em Polaris, banda que Mark Mulcahy montou especialmente para a série e compôs um dos melhores temas de abertura de todos os tempos, a faixa Hey Sandy, essa do vídeo ai embaixo!

Bom, na gringa tem os dvd's das três temporadas, mas não sei dizer se tem aqui em terra brasilis. Numa busca rápida achei quase tudo no Youtoba, mas sem legêndas. De qualquer maneira, se você assistia e sentiu saudades, ou se você não conhece, não custa nada dar uma sapiada. Garantia de boas risadas, boa música e além disso, nostalgia é a melhor das drogas!
pete and petePete and Pete

Mr. James Pop MeckLenberg


Agora eu vou assitir Kablam!

Ah! E antes que me perguntem... é melhor que Lost!

terça-feira, 7 de julho de 2009

PERSEPOLIS 2.0

Você já leu Persépolis?
Já assistiu à animação?



Pois é, a graphic novel Persépolis é a autobiografia de Marjane Satapri, filha de uma família de classe média Iraniana que sobrevive às conturbadas mudanças político-religiosas de seu país. Durante a adolescência Marjane foi enviada para estudar na Europa e mergulha em um conflito pessoal: se antes o Ocidente seduzia, sua estada em Viena mostra que sua terra e suas tradições também têm seu valor.

O interessante tanto das HQs quanto da adaptação para o cinema é o ponto de vista extremamente humano. Não há como não ter afinidade com a comovente narrativa de Marjare Satapri, que mostra estas revoluções políticas epessoais por um ponto de vista muito sensível.
Quando deparamo-nos com notícias sobre países distantes, principalmente os do oriente, sempre fica aquela dúvida sobre o “filtro”, ainda mais se a notícia chega até nós pela grande mídia, corrompida até os ossos.

E hoje, ao se falar do Irã não podemos deixar de pensar nos conflitos que estão acontecendo devido à polêmica reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad (que muitos alegam ter sido ser fraudada). A internet tem sido importante nesse contexto para driblar a censura oficial e oferece notícias cruas, como o horripilante vídeo da “mártir” Neda e outros que surgiram em tempo praticamente real aos conflitos que rolaram em várias cidades do Irã.

Mas brilhante mesmo, foi a idéia de Payman e Sina, dois iranianos exilados na Inglaterra que nos oferecem possíveis respostas ao conflito ao fazer sua versão dos acontecimentos atuais com base nos quadrinhos de Marjane, batizado de Persepolis 2.0.



Em tempo, Marjane apoiou o candidato à oposição Mir Hossein Mosavi e fez a capa do último disco do velho Iggy.