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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
QUEM VAI FICAR COM MORRISSEY?
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012
LARANJA MECÂNICA - 50 ANOS
Laranja Mecânica, o livro, está completando 50 primaveras. Para comemorar, a Editora Aleph lançou uma edição especial da obra de Anthony Burgess, com ilustrações exclusivas de Angeli, Dave McKean e Oscar Grillo, além de muito material extra: notas, entrevista com o autor, etc.
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012
LIVRO DO SLAYER SERÁ LANÇADO NO BRASIL
Esse natal promete ser sangrento. A Edições Ideal anunciou o lançamento do livro que conta a trajetória do Slayer. O nome do livro é "O Reino Sangrento do Slayer" e pode ser adquirido aqui.
Eis a nota oficial divulgada pela editora:
Satanismo, Thrash Metal e Fãs Insanos: livro conta a polêmica história do Slayer
Existem muitas bandas de metal, mas o Slayer é incontestavelmente uma das mais conceituadas no mundo. São mais de 25 anos de thrash metal extremo: rápido, pesado e polêmico. No livro "O Reino Sangrento do Slayer", lançado pela editora Edições Ideal (a mesma que trouxe os livros do Rage Against The Machine e do Dave Grohl, entre outros), há relatos sobre o surgimento da banda, seus integrantes, histórias que envolvem outras bandas como Metallica, Megadeth, Soulfly e Slipknot, e ainda a ligação do Slayer com o satanismo e terrorismo religioso (e claro, toda censura que sofreram por causa disso), além de fotos raras do início da banda. O livro está a venda em pré-venda no site das principais livrarias do país, e chega às lojas no começo de dezembro.
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Eis a nota oficial divulgada pela editora:
Satanismo, Thrash Metal e Fãs Insanos: livro conta a polêmica história do Slayer
Existem muitas bandas de metal, mas o Slayer é incontestavelmente uma das mais conceituadas no mundo. São mais de 25 anos de thrash metal extremo: rápido, pesado e polêmico. No livro "O Reino Sangrento do Slayer", lançado pela editora Edições Ideal (a mesma que trouxe os livros do Rage Against The Machine e do Dave Grohl, entre outros), há relatos sobre o surgimento da banda, seus integrantes, histórias que envolvem outras bandas como Metallica, Megadeth, Soulfly e Slipknot, e ainda a ligação do Slayer com o satanismo e terrorismo religioso (e claro, toda censura que sofreram por causa disso), além de fotos raras do início da banda. O livro está a venda em pré-venda no site das principais livrarias do país, e chega às lojas no começo de dezembro.
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sexta-feira, 16 de março de 2012
NICK HORNBY DE SAIA?

"Você precisa ler esse livro". Foi essa mensagem que encontrei no meu perfil do Facebook dia desses, deixada por uma grande amiga. "A Visita Cruel do Tempo, de Jennifer Egan".
Pois bem, terminei a leitura.
O livro trata, basicamente, da passagem do tempo. Na forma de um romance muito bem elaborado, a autora trabalha com diversas personagens, costurando histórias e alternando narrativas. Isso é a grande marca de estilo do livro: cada capítulo mira numa determinada "pessoa" (ou grupo de pessoas), pulando no tempo e, em especial, mudando o tipo de narrativa. Parece confuso (as vezes quase fica mesmo), mas quando você pega o ritmo, fica tranquilo. Não é, portanto, daqueles livros que você pode começar hoje, ficar três semanas sem ler e então tentar retomar. Aí não vai funcionar. Tem que ler numa "tacada só".
O romance começa e termina em New York, com umas duas décadas de diferença entre o primeiro e último capítulo. Da inocência à realidade, dos sonhos aos remorsos, do "tudo podemos" ao "isso é o que nos resta". Diz muito aos trintões e quarentões, mas dialoga com qualquer idade. São coisas duras para serem lidas/enfrentadas, mas são coisas quase inevitáveis.
A Visita Cruel do Tempo move-se por um universo de cultura pop alternativa, se é que existe esse termo. Bandas de garagem, músicos temperamentais, músicos frustrados, selos fonográficos, empresários, drogas, uma chupeta na balada, citações (muitas citações) a músicas e artistas famosos (NOFX, David Bowie, Hendrix), enfim, toda aquela gama de elementos/situações que também permeia a obra de um outro escritor, o inglês Nick Hornby. Não estou dizendo que o estilo de escrita é semelhante, mas sim que os temas (cultura pop/rock/algo indie) e o "público alvo" (trintões) pagam sim um certo tributo ao Nick Hornby. Motivo pra não ler o livro? Pelo contrário, MOTIVO PRA LER!
Pra finalizar, vale citar que a capa da edição nacional (ed. intrínseca) tem uma bela ilustração do Rafael Coutinho, artista da Choque Cultural e filho do grande Laerte.
Zinismo recomenda!
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terça-feira, 24 de janeiro de 2012
O BLUES DE CRUMB

Não é sempre que ouço blues. Quando isso acontece, algumas imagens aparecem automaticamente na minha cabeça. Uma é de uma estrada de terra no meio do nada, ao sol do meio-dia e um negro de calça jeans, camisa xadrez, suspensórios e chapéu, sentado em um baquinho, tocando um violão e cantando para o horizonte. Às vezes também me aparece na imaginação um quarto alugado, com paredes de madeira com um inquilino tocando sozinho, enquanto o sono não vem.
O que é claro em ambos os casos, é a solidão. Blues, para mim, é estar só, pensando na vida, no seu mundo. E lendo o livro Blues de Robert Crumb, pude constatar que não estou tão errado assim.O famoso criador de Fritz, The Cat é um ardoroso, e até radical, fã de blues, chegando ao ponto de ter sua própria banda, onde toca banjo. Tornou-se colecionador e possui uma das coleções mais completas do estilo. E parte dela foi adquirida de uma forma inimaginável para os dias atuais: o cara ia de porta em porta em bairros negros em busca de raridades que adquiria quase que de graça. Foi numa dessas que descobriu o trabalho de Charley Patton, disco do qual lucrou mais de 1000% do valor pago e mais alguns vinis.

E é justamente com a história de Patton que Crumb abre o seu livro. E a história de um bluesman acaba quase sempre sendo a de todos os bluesmen: o cara tem família, sua mulher toma conta de todos os filhos, arruma a casa e o quintal e ainda tem que trabalhar fora para colocar comida dentro de casa.
Enquanto isso, nosso herói continua com o seu violão, em seu universo particular. Não demora muito para ser tocado fora de casa ou ele mesmo seguir o seu caminho, depois de muita discussão e até uns bofetes de ambos os lados. Alguma semelhança com os sambistas da Lapa carioca da década de 1950?Penso que, assim como o samba carioca, o blues não seria como é sem essa dinâmica particular do bluesman, ou seja, um cara desprendido de compromissos sociais e familiares, livre para tocar e curtir a boemia e compondo joias raras.
Tendo esse conhecimento básico do blues, é possível entender porque o rock é visto até hoje como rebelde e o motivo pelo qual os mais conservadores torcem o bico para ele. Afinal, na época que surgiu o ritmo pai do rock, quem não era cristão, era marginal e, se fosse músico então, a imagem piorava consideravelmente. E ainda tinha aquela lenda do “pacto com o diabo” que os grandes bluesmen faziam para tocar bem, que alimentava o repúdio a esses artistas.
Musicalmente, Crumb é um conservador. Para ele, o som puro mesmo é o que descreve nesse livro, fazendo questão de deixar bem claro em “Onde foi parar toda aquela magnífica música de nossos avós?” e em “Por que será que ver pessoas agitando e requebrando é tão repugnante para mim??” Imagino como ele deva estar mais revoltado ainda com as maravilhas proporcionadas pela indústria fonográfica atual...Esse livro serve perfeitamente como uma introdução básica ao blues, pois ele sugere que se pesquise mais sobre o assunto. Ler essa publicação com uma boa trilha sonora (blues, of course!) eleva a viagem, ainda mais pelo fato de que cada nome citado por Crumb desperta uma vontade medonha de buscar o disco na internet, o que é algo muito saudável, eu garanto.
Importante ressaltar que esse livro é muito mais que uma introdução ao mundo do blues, é, principalmente, uma declaração de amor a um dos estilos musicais mais puros e responsável por muita coisa que ouvimos hoje.
Boa ou ruim.
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011
NO MORE SHAVES

David Greenberger é um americano que um dia resolveu dedicar seu tempo livre visitando asilos masculinos. Lá, ele fazia o que os idosos mais gostam: ouvia a suas histórias. Percebeu, então, que poderia compartilhar essas diversas histórias para muito mais pessoas. Mas, de que forma? Hummm… Que tal um fanzine? Bingo! Foi assim que começou a publicar o Duplex Planet em 1979.Mas o que publicava não era única e exclusivamente as histórias dos anciãos: ele fazia entrevistas fazendo perguntas como: “o que é felicidade?”, “o que é Marte?”, “o que é música?”. Pode parecer básico, bobo. Mas as respostas que recebia eram as mais variadas possíveis. E todas repletas de contextualizações etc. e tal. E isso que impressionou Greenberger e é o que torna essa coletânea de depoimentos tão enigmática e interessante.
Esse material acabou se transformando nos livros “Tell me if I’ve stopped”, “Duplex Planet: everybody’s asking who I was” e “Trees breathe out people breathe in” e, mais tarde em formato de CD, com o “The Duplex Planet Radio Hour”.
Como se não bastasse essa variedade de formatos, em 2003, lançou “No more shaves”, a versão em histórias em quadrinhos de algumas histórias que colheu em sua saga. Como não domina o desenho, chamou amigos para ilustrar. Em diversos casos, David aparece como personagem.Os tipos de histórias são as mais variadas possíveis, como algumas lembranças do passado, teorias como a extinção dos dinossauros, as variadas espécies de cobras, as passagens pela guerra, o primeiro funeral, a origem das bruxas, a vida no espaço. Muitas parecem fora da realidade, que faz com que duvidemos da veracidade. Mas, acho que isso é que menos importa, o interessante é onde a imaginação e a criatividade dos narradores vão e como os ilustradores adaptam para os quadrinhos.
Esse trabalho acaba não apenas alimentando a fome de entretenimento do leitor, ele também faz pensar sobre como é curioso o universo cheio de bagagem e de muita imaginação da terceira idade. Dá até para refletir como será o “nosso universo” quando chegarmos lá.
Para ter um gostinho do trabalho de Greenberger, acesse o site: duplexplanet.com, onde tem diversas categorias, com perguntas sobre determinado tema, respondido das formas mais diversas pelos vovôs.
Boa viagem.



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sexta-feira, 10 de junho de 2011
SAIU O LIVRO DO PEDRO DE LUNA

Figura mais do que ativa na cena underground de Niterói (RJ), o jornalista e quadrinista Pedro de Luna acaba de lançar seu primeiro livro. “Niterói Rock Underground (1990-2010)” é o nome da obra, que foi viabilizada no esquema de crowdfunding. Em breve traremos, aqui no Zinismo, mais detalhes sobre esse lançamento. Aguarde!
Para saciar sua curiosidade ou saber como adquirir o seu, clique aqui.
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