Veja o teaser da próxima expo do Sesper, na Galeria Logo, São Paulo/SP. O nome da expo é "Reprovado". Abertura no dia 13 de agosto, e vai até o dia 21 de setembro.
Sesper "reprovado" 13/08/2013 Logo Galeria from Sesper on Vimeo.
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domingo, 4 de agosto de 2013
SESPER NA LOGO
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quarta-feira, 12 de junho de 2013
THE ART OF PUNK: BLACK FLAG
O chapa Douglas Prieto chamou no chat e deu a letra: "se liga nisso". Isso, no caso, era esse documentário muito style sobre a arte icônica da banda punk/hc Black Flag. As quatro barras. Raymond Pettibon. Cartazes, capas, uma história musical e estética, dissecada (ao menos alguns aspectos dela) nesse vídeo logo abaixo.
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
OKUYAMA RULES!
Conheci Rodrigo Okuyama por um acaso. Estava para lançar o primeiro capítulo do meu documentário Fanzineiros do Século Passado no 1º Ugra Zine Fest em 2011. A programação do evento estava repleta de atividades para o dia, mas confesso que não dei muita atenção para a oficina de encadernação que esse rapaz iria desenvolver.Estive com ele alguns momentos antes, no mesmo momento em que conheci pessoalmente a Fernanda Meireles. Okuyama estava mostrando um boneco de papel que carregava em seu bolso (que mais adiante transformou-se na história dobrável dO Nadador). Não era possível... Aquele cara tinha algum problema: como pode uma pessoa carregar um personagem dentro da carteira? Não tive dúvidas: teria que desvendar um pouco mais o universo dele. Então, na semana seguinte, estava em seu apartamento na Rua Cunha Gago para registrar o depoimento para o documentário e também para conhecer um pouco mais de sua produção.
Ao chegar, o sofá estava tomado por capas de zines com impressões de estêncil em embalagens de tetra pack. "Estão secando", alertou o descendente de japoneses. Os materiais que utiliza em suas produções estão por toda a sala, juntando-se a bagunça básica que toda casa de solteiro merece. Além dos manjados papéis, tesoura, régua, cola, fundamentais para a produção de um zine, naquele meio também era fácil encontrar furadeira, alicate, linhas, embalagens de leite vazias e agulha de costura. Realmente esse cara não é normal. Veja abaixo o clipe "Costurando com Rodrigo Okuyama", que gravei nesse dia:
Mesmo assumindo o custo de fazer uma publicação diferente e quase exclusiva, ele não se importa em ser cliente assíduo de papelarias, lojas de artes e aviamentos, além de gastar boa parte de seu tempo imprimindo, montando, costurando e distribuindo seus materiais.
O que mais chama a atenção em seu trabalho é diversidade de técnicas que utiliza: tintas dos mais variados tipos, papéis de gramaturas e texturas infinitas, materiais alternativos e reaproveitados, impressão com estêncil, carimbos de E.V.A. (produzidos por ele), além de dobraduras diferentes e muito complexas.
Para exemplificar a complexidade de seu trabalho, na ilustração ao lado (cartão de visita), utilizou dois tipos de papéis, impressão a laser e estêncil, além de tinta de tecido, spray e puff. Pense em quanto tempo a pessoa precisou para produzir esse material...
Embora seja um cara tímido e reservado (bem característico dos orientais), Rodrigo é inquieto e com um senso de humor ímpar. Sempre está produzindo algo (diferente, é claro) e nunca (nunca!) seguindo pelo caminho mais fácil: está sempre experimentando técnicas e materiais diferentes em suas produções. Um exemplo que reúne tudo isso é a história Outra Festa no Céu (abaixo) que faz parte da série ZineZinho, onde usa a impressão a laser, o acabamento com carimbo e a montagem com uma dobradura que só ele consegue fazer. Além do humor capaz de arrancar gargalhadas em situações simples.
Seu trabalho pode ser conferido pelo Brasil afora. Entre outras publicações, os traços de Okuyama dão as graças no livro "Horror, Humor & Quadrinhos - as Vítimas do Mico Contra o Trio do Terror", com texto de Heloísa Prieto.
Como comentei, esse cara é muito inquieto e, na época do lançamento da terceira edição do zine La Permura, construiu um móbile que faz alusão aos personagens que ilustraram a capa dos zines. Além de todo o cuidado peculiar que tem para construir os bonecos tridimensionais, também teve todo o cuidado de calcular o peso dos objetos pendurados em varas de bambu. Um dos personagens também funciona como uma luminária. Esse material ficou um bom tempo exposto na livraria HQMix e, quando a loja mudou de local, Okuyama me contemplou com essa obra que hoje dá um toque todo especial para a minha sala. Morram de inveja!
A cada dia esse cara aparece com uma publicação diferente, tanto que é muito complicado colocar todas nesse post. Recomendo que visitem o seu Flickr.
Durante o Mês da Cultura Independente promovido pela Gibiteca Henfil, Rodrigo Okuyama vai conversar com o público em 6 de setembro, às 20h. Nessa oportunidade, além de outros assuntos, vai falar um pouco sobre a sua forma peculiar de produzir. A entrada é grátis. Uma ótima oportunidade para conhecer um pouco mais do seu trabalho.
E, como se não bastasse um cartaz para divulgação, ele fez três. Claro.
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quinta-feira, 3 de maio de 2012
A ARTE DE NEIL BLENDER
O skatista old school Neil Blender faz parte daquele seleto grupo dos vanguardistas. Nos anos 1980 era um dos principais skatistas profissionais do cenário norte americano, criando manobras e puxando a evolução tanto no vertical quanto no street. Mas sua influência não se limitava ao seu desempenho em cima do carrinho...
Neil foi um dos primeiros skatistas a fazer os desenhos do seu próprio shape (Pro Model). Essa veia artística, aliás, também se manifestava em verdadeiras performances, misturando skate, estilo, dança, humor e, claro, artes plásticas! Assista o vídeo logo abaixo (de uma volta de campeonato!) e entenda. É INCRÍVEL, e muito à frente da época.
Com o passar dos anos, Blender tornou-se um artista plástico reconhecido. Os fãs de Dinosaur Jr. já conhecem seu traço, das capas de discos como Without a Sound e Leaving On A Jet Plane, esse da carreira solo de J Mascis.
E mais um pouquinho do Neil Blender skatista, no vídeo Speed Freaks, do fim dos oitenta. A trilha? Dinosaur, é claro!
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Neil foi um dos primeiros skatistas a fazer os desenhos do seu próprio shape (Pro Model). Essa veia artística, aliás, também se manifestava em verdadeiras performances, misturando skate, estilo, dança, humor e, claro, artes plásticas! Assista o vídeo logo abaixo (de uma volta de campeonato!) e entenda. É INCRÍVEL, e muito à frente da época.
Com o passar dos anos, Blender tornou-se um artista plástico reconhecido. Os fãs de Dinosaur Jr. já conhecem seu traço, das capas de discos como Without a Sound e Leaving On A Jet Plane, esse da carreira solo de J Mascis.
E mais um pouquinho do Neil Blender skatista, no vídeo Speed Freaks, do fim dos oitenta. A trilha? Dinosaur, é claro!
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terça-feira, 28 de junho de 2011
NOVO PAINEL DANIEL MELIM - 3 PERGUNTAS
Quem estiver passando pelas imediações da Estação da Luz, sentido centro não conseguirá deixar de perceber uma das mais novas intervenções urbanas da cidade de São Paulo. Trata-se de uma pintura (ou graffiti) de proporções gigantescas feita pelo artista Daniel Melim, tomando a lateral inteira de um prédio da Av. Prestes Maia.
Conhecido pelos trabalhos feitos em stencil, Melim falou com o ZINISMO a respeito dos desafios na execução desse trampo monstruoso.
ZINISMO: Como surgiu a oportunidade ou idéia de fazer este trabalho? E por que a escolha deste prédio específico?
Daniel Melim: Há algum tempo eu tenho corrido atrás de fazer algum trabalho em grandes proporções. Primeiro tentei aqui em São Bernardo, junto com outro artista da cidade e parceiro, Cena7. Mas acabou que não rolou nada. Disso eu já tinha conversado alguma coisa com o Haroldo (SHN), Eduardo Saretta e o Baixo (ambos da galeria Choque Cultural), da minha vontade de tentar fazer esse tipo de trabalho... Essa é uma parte. Bom, no começo do ano rolou uma viagem para Basel, Suíça (conexão Galeria Choque Cultural e Brasileia), onde além de uma exposição, também rolou de pintar na rua, painéis de proporções não tão gigantescas, muros de 4x3 metros, o resultado foi bem legal e quem apoiou essa trip foi a empresa aérea KLM. Quando voltamos pro Brasil, já tinha uma proposta em mente de continuar essa parceria e desenvolver algo maior. Daí surgiu a idéia do painelzão! Desenvolver um grande painel, que realmente interfira na paisagem da cidade.
O muro é um caso a parte. No início, nem era esse muro, era um outro murão, mas não tão grande quanto esse da Prestes Maia. Mas quando nós (artista, produção e patrocinador) vimos essa murão, na hora pensamos: "é esse o lugar!". Uma que é um local que proporciona um visão geral do trabalho, dele inserido na cidade, já que não tem mais nenhuma outra edificação na sua frente (de testa!), o local tem um fluxo absurdo de carros, motos e pessoas (também dá pra ver o painel de dentro do trem), perto da Pinacoteca , Estação da Luz, e por aí vai. Mesmo assim, o lugar é detonado (parte da cracolândia), prédio invadido, mendigos, etc. A região de dia é uma coisa, de noite outra completamente diferente... Enfim, o lugar ideal para um grande painel.
E a questão de segurança. Já tinha rolado de fazer algum trampo nessa altura? Rolou um medo?
Pra ser sincero, eu não sou fã de altura (quem me conhece sabe disso), mas tem toda uma segurança e produção por trás de todo esse trampo. Isso dá um pouco de tranquilidade, mas não vou mentir, no começo é meio tenso de trabalhar. Com o vento então... um equipamento que se chama "balancim"....(risos). Mas a vontade de fazer esse trampo é maior que o medo! Vários meses de produção, não tinha como amarelar e com o tempo você esquece que está trabalhando a 40 metros de altura do chão.
Você costuma trabalhar com stencil e em menores proporções. Como foi adaptada sua técnica para um graffiti em proporções gigantescas como essas?
A grande dificuldade de um grande painel (pra quem pinta a mão livre ou com stencil) é o lance da proporção - não temos um distanciamento visual do muro que possibilite ver o trabalho como um todo, isso dificulta manter a proporção do desenho - impossível dar um traço e andar pra trás pra ver. Como minha técnica-base é o stencil, o grande desafio pessoal era esse, um stencil nessas proporções, de uma forma viável e prática.
A solução foi bem simples, o stencil normal mesmo em papel, pregado com fita crepe. A diferença é que ao invés de fazer um molde único, fiz por partes, dividindo a imagem em pedaços. Depois foi aplicar o spray e ver se funcionava. Digo isso porque nunca tinha feito antes nada dessa proporção, então poderia também dar errado... Mas, ao mesmo tempo, eu e toda a equipe, estávamos com tudo bem planejado. Isso foi um ponto que contribuiu muito para que o trabalho rolasse de uma forma tranquila.
Mais detalhes da produção no vídeo abaixo!
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terça-feira, 15 de março de 2011
MANUFATURA # 2
Novamente o Zinismo recebe um belo texto da jornalista Juliana Sassi. Desta vez faz uma resenha do Manufatura #2, livreto/zine do nosso amigo Flávio Grão.

MANUFATURA #2 | INTEMPÉRIE
por Juliana Sassi
Em meio ao vazio da chamada arte conceitual, o trabalho do artista Flávio Grão é sem dúvida um contraponto revigorante. Desenhando com nanquim sobre couchê, traços leves e marcantes,dá forma de arte à inquietação presente em seus pensamentos.
Grão trata da problemática do rebaixamento e da fragmentação dos indivíduos, causados pela divisão social do trabalho na sociedade industrial, e o homem em acentuado processo de desumanização.
Neste fanzine pictórico, mostra o homem que produz sua existência sem controle, seguindo o curso pretensamente natural da vida, que se perde na reprodução da existência cotidiana.
Por entre seus personagens surgem escadas, prédios, e outros objetos que se mesclam e se refazem. Objetos criados pelo homem, mas que se confundem com ele pela característica comum de ambos serem mercadorias. Criador e criatura em conflito em um mundo que aparece invertido.
Entretanto, a necessidade humana de reconfigurar o mundo e a si parece dar ânimo aos personagens de madeira, que rumam agora ao desconhecido. Em uma das imagens, o abismo com o qual se deparam ilustra o abismo que separa o homem do que ele é e o que pode vir a ser.
E essa é a razão que os fazem seguir para além das intempéries em direção a sua
auto efetivação.

MANUFATURA #2 | INTEMPÉRIE
por Juliana Sassi
Em meio ao vazio da chamada arte conceitual, o trabalho do artista Flávio Grão é sem dúvida um contraponto revigorante. Desenhando com nanquim sobre couchê, traços leves e marcantes,dá forma de arte à inquietação presente em seus pensamentos.
Grão trata da problemática do rebaixamento e da fragmentação dos indivíduos, causados pela divisão social do trabalho na sociedade industrial, e o homem em acentuado processo de desumanização.
Neste fanzine pictórico, mostra o homem que produz sua existência sem controle, seguindo o curso pretensamente natural da vida, que se perde na reprodução da existência cotidiana.
Por entre seus personagens surgem escadas, prédios, e outros objetos que se mesclam e se refazem. Objetos criados pelo homem, mas que se confundem com ele pela característica comum de ambos serem mercadorias. Criador e criatura em conflito em um mundo que aparece invertido.
Entretanto, a necessidade humana de reconfigurar o mundo e a si parece dar ânimo aos personagens de madeira, que rumam agora ao desconhecido. Em uma das imagens, o abismo com o qual se deparam ilustra o abismo que separa o homem do que ele é e o que pode vir a ser.
E essa é a razão que os fazem seguir para além das intempéries em direção a sua
auto efetivação.
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