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terça-feira, 24 de setembro de 2013

OFICINA DE ESTÊNCIL COM DANIEL MELIM




No próximo sábado, 28 de setembro, acontece uma oficina (aka workshop) de estêncil com o Daniel Melim, no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo/SP. O Melim é uma referência na arte urbana nacional e mundial. As vagas para a oficina são limitadas e gratuitas, e devem ser feitas pelo email: info@institutochoquecultural.org.br

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

COLA DE FARINHA.DOC

A caótica São Paulo tem uma das maiores cenas de arte urbana do mundo. A arte acaba sendo um contraponto que ajuda o cidadão a viver no meio do opressor cinza, do caos e poluição. A arte em lambe-lambe (cartazes colados na cidade) é um destes importantes meios de manifestação e agora está registrada neste documentário dirigido pelo artista MaicknucleaR, um dos grandes expoentes do meio.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

A ARTE DE NEIL BLENDER

O skatista old school Neil Blender faz parte daquele seleto grupo dos vanguardistas. Nos anos 1980 era um dos principais skatistas profissionais do cenário norte americano, criando manobras e puxando a evolução tanto no vertical quanto no street. Mas sua influência não se limitava ao seu desempenho em cima do carrinho...

Neil foi um dos primeiros skatistas a fazer os desenhos do seu próprio shape (Pro Model). Essa veia artística, aliás, também se manifestava em verdadeiras performances, misturando skate, estilo, dança, humor e, claro, artes plásticas! Assista o vídeo logo abaixo (de uma volta de campeonato!) e entenda. É INCRÍVEL, e muito à frente da época.



Com o passar dos anos, Blender tornou-se um artista plástico reconhecido. Os fãs de Dinosaur Jr. já conhecem seu traço, das capas de discos como Without a Sound e Leaving On A Jet Plane, esse da carreira solo de J Mascis.




 E mais um pouquinho do Neil Blender skatista, no vídeo Speed Freaks, do fim dos oitenta. A trilha? Dinosaur, é claro!



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terça-feira, 27 de março de 2012

ZINE STREET GROUND # 1 e 2

Street Ground é o novo zine feito por Rogério Alves (Last Call Zine) de Barueri – SP, que também toca o blog e os projetos do Art till Death. O autor além de fazer seus próprios trampos com “lambs” faz o zine para divulgar a cena baseando-se em três meios de expressão: o skate, a música independente e a arte urbana.


No primeiro número matéria com o ícone Raymond Pettibon, entrevista com a banda local The Push Mongos, muitas fotos de colagens nas ruas e uma entrevista exclusiva com o fotógrafo Eric Marechal, que fotografa e sai colando posters alheios nas ruas de todo mundo.


No segundo número matéria sobre a fanzinada no MASP, fotos de trabalhos nas ruas, release de bandas , CDs e Zines.


O fato do zine priorizar os trabalhos “colados” na rua, sejam stickers, lambs ou posters é um grande mérito, pois há poucos zines no Brasil que tenham como foco estes meios.

Visite também o blog do Art Till Death, Rogério sempre o mantém atualizado com eventos ou assuntos relacionados, sejam eles locais ou globais (como nos ensinaram os velhos mandamentos punks/hc).


terça-feira, 20 de março de 2012

ENTREVISTA ROGERIO GEO - INDIE IS DEAD!


Não é novidade para ninguém que a internet se estabeceu como uma ferramenta poderosa para o aparecimento e divulgação de artistas plásticos jovens, dentre eles muitos oriundos das culturas punks e hardcore: fazedores de zines, de cartazes, de capas de cds, graffiti e tatuagem.

Muitos destes artistas resolvem extrapolar o suporte virtual, ganhando assim espaços em publicações impressas, fazendo exposições,fabricando seus próprios zines e livretos e entrando numa rede de correspondências e troca de materiais via correio que circula no submundo postal brasileiro.

É o caso do artista baiano Rogério Geo, cujas colagens estampam além da net, publicações nacionais e estrangeiras. Recentemente lançou seu zine de colagem Fell Paper e está com a exposição individual Atrofiando a Teoria (Em papel em Espirito) em sua terra natal, Lauro de Freitas, até o final de março.

Conversamos com o Geo sobre suas influências, zines, punk rock, espiritualidade, a cena de arte independente e etc.

Confira!


ZINISMO: Conte sobre a sua constituição enquanto artista e o porquê de sua opção pela colagem.
Rogério Geo: Tive meu primeiro contato com a arte na infância quando fazia desenhos enormes no chão e em tudo que achava. Costumava sujar tudo com canetas e tintas. Desenho desde que me entendo por “gente” e sempre recebia diversas reclamações (risos)! Mas foi só na adolescência, digamos assim, que tive um envolvimento mais profundo com arte. Foi quando comecei a me envolver com o punk rock e comecei a procurar saber dessa cultura e dos artistas das capas de discos.

Eu amava a capa do Incesticide do Nirvana e achava aquilo a melhor coisa do mundo, a combinação da fúria e da arte! Queria produzir algo naquela pegada. Aí com base nessa banda fui conhecendo tanta coisa e recebendo tanta informação de arte que fui desenvolvendo meu gosto pelas collages, que vieram com as primeiras capas do Green Day, os discos do DK da galera que eu conhecia e era mais velha no punk (ficava de queixo caído quando via aqueles encartes podres cheios de collage,uma por cima da outra).

Durante o período que tive banda produzi muita coisa de letras e collage mais dadaísta para nossas capas. Com o fim da banda fiquei me sentido péssimo por não poder me expressar da forma que eu queria e foi daí que comecei a fazer esse estilo de collage que venho produzindo até os dias de hoje.


No seu trabalho, as influências parecem vir de outros lugares além das artes gráficas. De onde elas elas surgem?
Sem me delongar, tenho bastante influência de literatura e poesia regional, mas a maior referência vem do punk rock e do “faça você mesmo” que é o que motiva uma juventude a se voltar para um lado mais sentimental e artístico ao invés de bobagens e alienação juvenil. Me sinto muito feliz por não fazer parte de todos esses estereótipos de gente bem sucedida socialmente, que são empurradas garganta abaixo. Sou fã de gente como Kurt Cobain, John Frusciante, Greg Sage e Ian Mackaye. São pessoas que na minha concepção levaram o “faça você mesmo” a níveis de entendimento que nenhum intelectual metido a romancista entenderia e que fizerem jovens como eu produzir o que podem e dar o melhor de si nisso, independente da opinião alheia.


Os artistas que têm sua origem no punk ou hardcore geralmente trabalham com uma estética mais agressiva, irônica e impactante. Percebo que sua linguagem caminha por algo mais sutil e sereno. Fale um pouco sobre isso.
Sou muito fissurado em surrealismo e poesias mais singelas. Também gosto da forma com que as pessoas extraem a raiva na arte mas não sei se isso é saudável ou mesmo o mais importante. Entendo e tento respeitar que alguns se expressem melhor xingando e murmurando em sites/trabalhos ou sei lá o quê. Uma vez um certo amigo meu disse o seguinte "quem grita mais alto, normalmente é ouvido mais fácilmente". Eu assino em baixo desta afirmação. Não sei, mas não combina comigo ser ANARCHY AND DESTROY. Para agregar um público fiel e tal, prefiro ser do meu jeito mesmo( cara de cidade pequena) e procurar conhecer novos amigos do que priorizar um lado Ruim do ser humano que infelizmente já vem de natureza. Raiva e frustração fazem parte na arte, mas publico fiel ao ódio é coisa para o SEX PISTOLS (risos). Penso assim, eu tenho é amigos que não tive ainda o prazer de conhecer( isso não é um clichê). Daí a serenidade da coisa.

Recentemente você lançou o (zine) Fell Paper que está afinado com uma tendência que se estabelece no Brasil de alguns artistas mais jovens encararem naturalmente os zines como suporte para suas artes e também de se envolverem na rede de troca de cartas e publicações. Fale sobre o Fell Paper e sobre este movimento.
O fell paper é um sonho antigo na verdade, porém materializado recentemente com bastante suor e a ajuda de alguns amigos como o Raom B e a Karin Cristina, que ajudaram na edição.

Antes dele já tive alguns outros mais “punks”. Sem querer pagar de Old school, esse não é o primeiro zine e nem vai ser o último. Assim espero. Já fiz alguns antes e tudo mais e falando sobre esse ”movimento” acho muito bonito. Acho romântico você receber um zine em tua casa nos tempos de hoje. Com cartinha então é de chorar cara! Eu tenho uma pá de zine de amigos aqui e também uns antigos de anarco punk/libertário, feminismo e etc, tem também uns de collage gringa que os amigos estrangeiros mandam. Curto muito ter publicações em zines e dou maior valor a quem faz essa intervenção, acho muita atitude pensar nessa forma de produção como divulgação pessoal e acho mais lindo ainda quando essa produção se torna coletiva.


Você é um artista que tem transitado por publicações impressas e também utiliza muito a internet. Como você lida com ambos os suportes?
Gosto de ambos, mas para ser sincero fico muito feliz quando rola impresso, o fato de tocar sentir o cheiro e ver que vai gerar uma agregação de mão em mão e entre amigos e amigos é muito agradável. Porém, publicações como a (Numero Único) do Fábio A e a SoLocos entre outras me deixam emocionado, porque ali tem tanta amizade e coletividade que conseguem derrubar a concepção de impresso que tenho. Acredito que deveria ser assim cara, as pessoas dão pouco valor para a produção virtual, é entendido como algo banal, que qualquer um pode editar com um programa vagabundo, mas no futuro essa galera acostumada com esse facilidade "de tudo muito rápido" vai dar valor a nomes como Fábio A dentre outros.


Como é o seu processo de criação?
Meio caótico: um bolo de papel amontoado no chão e nas cadeiras, tinta pra caramba e um monte de material. Daí começo fazendo muitas camadas de texturas a fio pra depois pensar na constituição dos personagens. As vezes fico dias, semanas e só consigo finalizar quando me sinto bem espiritualmente.

Você está com uma exposição em cartaz em Lauro de Freitas, sua cidade natal. Como foi expor pela primeira vez seus trabalhos numa individual?
Emocionante! Todo mundo que eu esperava foi e também muita gente que nem sonhava conhecer. Valeu muita a pena pois abriu algumas portas que só estavam fechadas por falta de uma ação mais direta da minha parte. Rolaram inclusive alguns convites que só posso divulgar futuramente, mas uma coisa é certa, logo, logo vou materializar alguns papos com amigos de longe e conhecer a natureza de certos lugares que só pude ver em filmes e fotos.


Compartilhe conosco um pouco da cena de colagem punk que assola o
Brasil.

A produção nacional de colagens sem duvidas está de parabéns. Aqui estão alguns dos melhores. Tem tanta gente boa que me perco na lista, mas ai vai: Fábio A, Rael Brian, Bá, Mauricio Planel, Marcia Albuquerque ,Camila Martins, Marcel Lisboa, Kauê Garcia, Alex Vieira,Gustavo Rocha, Abu entre tantos outros que colam, literalmente na cena. Espero que cresça cada dia mais e mais e que não precisemos ficar ouvindo ressaltes de vanguardas da “arte punk”. Que possamos criar nossa cena de forma sincera e jovem, não me importo com o termo “jovem”, acho que ser “jovem” é um estado espiritual, alguns são jovens demais para se entregar a arte e outros estão de corpo e alma nela, cabe a cada um fazer sua escolha.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

OFICINAS II UGRA FEST



Uma das atrações oferecidas no II Ugra Fest que ocorrerá no dia 10 de março são as oficinas.

Quando começamos a pensar na programação do evento há uns bons meses atrás uma das primeiras certezas que tivemos é a de que neste ano também deveríamos oferecer oficinas, que foram sem dúvida, um dos pontos positivos do evento passado.
Na hora de escolhermos as oficinas levamos em conta alguns fatores que julgamos importantes. Os oficineiros tinham que ser pessoas do meio do fanzine, deveriam acrescentar algo em termos de técnica e experiência para os participantes das oficinas e principalmente, deveriam ter o espírito colaborativo e prático que tantos admiramos.

Dois nomes vieram de pronto e de forma unânime: Daniel Melim e Rodrigo Okuyama.

RODRIGO OKUYAMA

O Rodrigo é formado em arquitetura pela USP e atua como ilustrador de livros e fanzines. É editor de alguns dos zines mais incríveis que tenho visto nos últimos anos, como o La Permura e o Estensas Estrias del EstenSiñor.



Seus fanzines são uma feliz combinação de técnicas artesanais como o estêncil, costuras e encadernações manuais e utilização de materiais inusitados (como a capa de Tetrapack). Ultimamente vem fazendo experimentações que aliam dobraduras com narrativas através de desenhos.

Sinceramente não conheço ninguém que tenha pegado um dos zines do Rodrigo nas mãos e tenha conseguido ficado indiferente.



Neste ano, Rodrigo realizará a oficina de customização de fanzines, onde serão apresentadas diferentes técnicas de encadernação e impressão.



DANIEL MELIM

O Daniel Melim é do ABC paulista e é um dos nomes de referência quando falamos sobre arte urbana no Brasil.



Agenciado pela Choque Cultural, seus graffitis utilizam com técnica o estêncil (desenhos feitos através de moldes vazados) e são marcados pelo cunho social e político. Seus trabalhos são encontrados nos mais variados lugares, como em revistas, ruas do subúrbio, fábricas abandonadas, galerias no Brasil e no exterior e já passaram por museus como o MASP e o Afro Brasil. Recentemente fez um painel no centro de São Paulo que é considerado um dos maiores feitos em estêncil do mundo.



Nesta oficina o artista abordará algumas técnicas de estêncil voltadas para o papel, adquiridas na sua experiência na confecção de blackbooks (cadernos utilizados por pixadores) e fanzines (Melim é um dos editores do zine Subsolo – Ruas do ABC).

As oficinas custam apenas R$ 20,00 e tem número limitadíssimo de vagas. Aproveite!

Serviço:
Oficinas II UGRA FEST - DIA 10 DE MARÇO, SÁBADO, ÀS 14h
Casa do Fazer – Rua Humberto I, 201

14h: Oficina de Estêncil com Daniel Melim
Valor da oficina: R$20. Vagas limitadas.

15h30: Oficina de Customização de Fanzines com Rodrigo Okuyama
Valor da oficina: R$20. Vagas limitadas.
Inscrições antecipadas pelo e-mail ugra.press@gmail.com

sábado, 8 de outubro de 2011

MURAL 191



Imagine um painel de 191 metros pintado por seis dos mais ativos grafiteiros da região do ABC paulista. Imagine que este painel faz parte da revitalização de uma comunidade e será o fundo ou cenário de uma praça que está sendo construída pela Secretaria de Habitação da cidade.



Esta é a história do Mural 191, que está sendo construído em São Bernardo do Campo, na comunidade Sítio Bom Jesus.

“B-47, Emol, Sapo, Cena Sete e Daniel Melim, são os artistas que tem como desafio deixar um local antes construido na desordem e sem nenhum planejamento em um ambiente mais harmonioso.

Cada artista tem 35 metros para expressar seu trabalho, com excessão do B-47 que por trabalharem em dupla ficaram com 52 metros”.



Cada artista trabalhará com seu próprio estilo, linguagem e motivos. Um desafio interessante será o modo como eles se integração neste painel imenso, um desafio que sempre está posto nos trabalhos coletivos de graffiti em qualquer muro da cidade.

O trabalho está sendo amplamente documentado pelo jornalista Luiz Americo, através de um canal no flickr e no Vimeo. Recomendo também o site do projeto, que reúne tais informações de forma rápida e eficiente. No final do projeto será lançado um documentário sobre a intervenção. Acompanhe!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

BIG BANG BIG BOOM - BLU

BIG BANG BIG BOOM - the new wall-painted animation by BLU from blu on Vimeo.



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terça-feira, 28 de junho de 2011

NOVO PAINEL DANIEL MELIM - 3 PERGUNTAS



Quem estiver passando pelas imediações da Estação da Luz, sentido centro não conseguirá deixar de perceber uma das mais novas intervenções urbanas da cidade de São Paulo. Trata-se de uma pintura (ou graffiti) de proporções gigantescas feita pelo artista Daniel Melim, tomando a lateral inteira de um prédio da Av. Prestes Maia.

Conhecido pelos trabalhos feitos em stencil, Melim falou com o ZINISMO a respeito dos desafios na execução desse trampo monstruoso.


ZINISMO: Como surgiu a oportunidade ou idéia de fazer este trabalho? E por que a escolha deste prédio específico?
Daniel Melim: Há algum tempo eu tenho corrido atrás de fazer algum trabalho em grandes proporções. Primeiro tentei aqui em São Bernardo, junto com outro artista da cidade e parceiro, Cena7. Mas acabou que não rolou nada. Disso eu já tinha conversado alguma coisa com o Haroldo (SHN), Eduardo Saretta e o Baixo (ambos da galeria Choque Cultural), da minha vontade de tentar fazer esse tipo de trabalho... Essa é uma parte. Bom, no começo do ano rolou uma viagem para Basel, Suíça (conexão Galeria Choque Cultural e Brasileia), onde além de uma exposição, também rolou de pintar na rua, painéis de proporções não tão gigantescas, muros de 4x3 metros, o resultado foi bem legal e quem apoiou essa trip foi a empresa aérea KLM. Quando voltamos pro Brasil, já tinha uma proposta em mente de continuar essa parceria e desenvolver algo maior. Daí surgiu a idéia do painelzão! Desenvolver um grande painel, que realmente interfira na paisagem da cidade.

O muro é um caso a parte. No início, nem era esse muro, era um outro murão, mas não tão grande quanto esse da Prestes Maia. Mas quando nós (artista, produção e patrocinador) vimos essa murão, na hora pensamos: "é esse o lugar!". Uma que é um local que proporciona um visão geral do trabalho, dele inserido na cidade, já que não tem mais nenhuma outra edificação na sua frente (de testa!), o local tem um fluxo absurdo de carros, motos e pessoas (também dá pra ver o painel de dentro do trem), perto da Pinacoteca , Estação da Luz, e por aí vai. Mesmo assim, o lugar é detonado (parte da cracolândia), prédio invadido, mendigos, etc. A região de dia é uma coisa, de noite outra completamente diferente... Enfim, o lugar ideal para um grande painel.

E a questão de segurança. Já tinha rolado de fazer algum trampo nessa altura? Rolou um medo?
Pra ser sincero, eu não sou fã de altura (quem me conhece sabe disso), mas tem toda uma segurança e produção por trás de todo esse trampo. Isso dá um pouco de tranquilidade, mas não vou mentir, no começo é meio tenso de trabalhar. Com o vento então... um equipamento que se chama "balancim"....(risos). Mas a vontade de fazer esse trampo é maior que o medo! Vários meses de produção, não tinha como amarelar e com o tempo você esquece que está trabalhando a 40 metros de altura do chão.

Você costuma trabalhar com stencil e em menores proporções. Como foi adaptada sua técnica para um graffiti em proporções gigantescas como essas?
A grande dificuldade de um grande painel (pra quem pinta a mão livre ou com stencil) é o lance da proporção - não temos um distanciamento visual do muro que possibilite ver o trabalho como um todo, isso dificulta manter a proporção do desenho - impossível dar um traço e andar pra trás pra ver. Como minha técnica-base é o stencil, o grande desafio pessoal era esse, um stencil nessas proporções, de uma forma viável e prática.
A solução foi bem simples, o stencil normal mesmo em papel, pregado com fita crepe. A diferença é que ao invés de fazer um molde único, fiz por partes, dividindo a imagem em pedaços. Depois foi aplicar o spray e ver se funcionava. Digo isso porque nunca tinha feito antes nada dessa proporção, então poderia também dar errado... Mas, ao mesmo tempo, eu e toda a equipe, estávamos com tudo bem planejado. Isso foi um ponto que contribuiu muito para que o trabalho rolasse de uma forma tranquila.

Mais detalhes da produção no vídeo abaixo!

quinta-feira, 17 de março de 2011

ELEMENTO VAZADO - EXPOSIÇÃO DE ESTÊNCIL ARTE NA MATILHA CULTURAL



Começou dia 15 (e vai até 16 de abril) a exposição Elemento Vazado no espaço Matilha Cultural. A exposição reúne cinco nomes importantes do “Stencil” paulista. (técnica do graffiti realizada com moldes vazados).

Os artistas convidados fornecem um panorama interessante do stencil, visto que além das diferenças de estilo e motivos, representam gerações distintas, mas que dialogam entre si com perfeição. Retrato disso é o mural do lado direito da exposição, composição feita pelos artistas em conjunto em apenas dois dias e que mescla os trabalhos de todos numa narrativa muito sugestiva.



O lado esquerdo da galeria mostra os artistas em outros suportes menores, como telas, fotos, pôsters, esculturas e outros, como intervenções em tampas de latas de tintas ou até mesmo o próprio molde do Stencil.





Participam desta exposição os veteranos Celso Gitahy e Ozi, dois pioneiros do stencil no Brasil, que fazem seus trabalhos na rua desde os anos 80; e representando a nova geração o coletivo Alto Contraste, Daniel Melim e Rodrigo Chã. Ao visitar esta exposição, a sensação de déjà vu é inevitável, já que reencontramos no mesmo espaço alguns signos familiares que estão por aí, espalhados democraticamente na cidade de São Paulo e arredores, como as pombas de stencil ou as figuras humanas com rosto de carro.



Fique esperto na programação no site da matilha, já que além da exposição, rolarão workshops e conversas informais com os artistas. Aliás, aproveite para conhecer o espaço, fantástico exemplo de iniciativa que ajuda na revitalização do centro velho de São Paulo.

Serviço:
Elemento Vazado - Estencil Arte na Matilha - De 15 de março a 16 de abril
Rua Rego Freitas, 542 – São Paulo - Tel.: (11) 3256-2636 - Grátis e livre.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

LANÇAMENTO - LIVRETOS EDITORA ÔRGANIZA - MULTIPLO



De julho à outubro deste ano rolou no Pavilhão da Cultura Brasileira, no parque do Ibirapuera a Mostra Transfer de arte urbana.

Uma das atrações desta mostra foi o espaço da Editora Ôrganiza. Este espaço, coordenado pelos artistas Bruno Kurru e Renan Gaze tinha como objetivo receber artistas para uma vivência que possibilitava através dos equipamentos presentes a produção (in loco) de livretos autorais, artesanais e de baixa tiragem.

No total, participaram do projeto, 23 artistas, dos mais variados estilos e linguagens. Parte desta produção limitadíssima estará disponível a partir de sábado na loja Múltiplo - arte reprodutível, e mais, este dia será uma rara oportunidade de poder trocar idéias sobre as produções com os próprios autores.

Segue a lista dos artistas envolvidos:

Rimon Guimarães
Walter Tinho
Fabio Bitão
Whip
Ciro Schu
Lobot
Amancio Chiodi
Wagner Pinto
Daniel One
Guto Lacaz
Thais Ueda
Lucas Cabu
Buia Buia
Bia Matuck
Coletivo SHN
Dimas Forchetti
Zansky/Base V
Flavio Grão
MZK
Fabio Zimbres
Felipe Ruido

Neste link você confere informações da minha produção neste projeto.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

BANKSY + SIMPSONS

O lendário artista (urbano) BANKSY foi convidado para fazer a abertura do episódio dos SIMPSONS que foi no ar (nos EUA) no último domingo, dia 10 de outubro.



O final que gerou polêmica foi uma resposta de Banksy aos rumores de que parte da fabricação dos produtos e da produção da própria animação foram terceirizadas para indústrias sul-coreanas.

+ Bansky (fora dos Simpsons) abaixo:

terça-feira, 21 de setembro de 2010

PIXEL SHOW 2010

O Pixel Show é o primeiro evento brasileiro focado em criatividade: fotografia, ilustração, artes visuais, graffiti, moda, cinema, games, e também tecnologia. A conferência é organizada anualmente pela editora Zupi e marca uma trajetória de sucesso no Brasil, crescendo desde outubro de 2005.


Além das edições do Pixel Show São Paulo, em 2009 foi realizada a edição do PS em Salvador, para cerca de 1300 pessoas. E em abril de 2010 foi organizada a primeira edição do Pixel Show em Porto Alegre, um sucesso de público com mais de 6000 pessoas.

Em um circuito de palestras que apresenta cases e portfolios de renomados artistas brasileiros e internacionais, o Pixel Show visa discutir temas atuais sobre a arte moderna e o mercado de trabalho, inspirando e motivando jovens (e experientes) profissionais.
Paralelo às palestras, a Zupi oferece um espaço gratuito e aberto ao público com uma feira focada em ARTE, DESIGN, TECNOLOGIA E MODA, na qual empresas ligadas ao segmento artístico e tecnológico, ou mesmo outras vertentes, poderão apresentar seus serviços e produtos. Além disso, disponibiliza espaços para a realização do festival de animação e motion, exposições e painel para intervenção do público presente e de artistas convidados. .

Aqui em São Paulo o Pixel Show será nos dias 16 e 17 de outubro confira mais informações abaixo:

PALESTRANTES

BOBBY CHIU E KEI ACEDERA . CONCEPT ART (Canadá)

JASON MANLEY . GAMES (EUA)

INDIO SAN . DESIGN GRÁFICO (Brasil)

CISMA . FILMES E ANIMAÇÃO (BRASIL)

DIMITRE . ARTE E TECNOLOGIA (Brasil)

DAN GOLDMAN. ILUSTRAÇÃO DIGITAL E QUADRINHOS (EUA)

LULI RADFAHRER . NOVAS MÍDIAS E TECNOLOGIA (Brasil)

FELIPE BEDOYA . DESIGN E ILUSTRAÇÃO (Colômbia)

PAULO CARUSO. CHARGES E CARTOON (Brasil)

FLORENTIJN HOFMAN . INTERVENÇÃO URBANA (Holanda)

MARCIO SCAVONE . FOTOGRAFIA (Brasil)

A Zupi disponibilizará um espaço aberto ao público (gratuito) durante o Pixel Show 2010 com uma feira, espaço para workshops, lounge com o festival de animação, motion graphics, uma lan house, e mais o tradicional painel de graffiti para intervenção artística dos participantes e visitantes do Pixel (lembre de trazer seu canetão e sprays).

A Feira de arte, design, moda e tecnologia do Pixel Show 2010, que ocorre em paralelo às palestras, traz fornecedores e empresas que querem se comunicar e interagir com este segmento criativo do mercado, deixando o público a par de seus serviços/produtos como papéis e acabamento; empresas de tecnologia de equipamentos e softwares mais usados pelos artistas gráficos; além dos produtos diferenciados de moda e arte sob os nomes de grandes grifes que levam o design como prioridade.

Além disso, a Zupi oferecerá workshops para o público presente. Pelo valor de R$ 30 a R$40, os participantes terão workshops com artistas e aprenderão na prática um pouco mais sobre carimbo, colagem, stencil e técnicas de graffiti. Lembrem-se: o workshop é a única parte paga da feira, ainda assim, não esqueçam de trazer um pouco de dinheiro e aproveitar todas as novidades e produtos que a feira oferece!

EVENTOS PARALELOS

EXPO
Fotógrafa Claudia Proushan, mochilas customizadas Ogio, ilustrador Matheus.

ARTE URBANA E GRAFFITI AO VIVO / LIVE PAINTING

Sete personalidades da street art irão decorar ao vivo diferentes espaços do Pixel Show, dando ao evento a cara da cena artística contemporânea: interativa, imprevisível e sem amarras.

Participantes: Cranio, Rafael Ferrari, Dingos, Ronah, Ricardo Akeni, Digo C e Alexandre Anjo e outros artistas.



DR. SKETCHY'S ANTI ART SCHOOL

Devido ao sucesso no Pixel Show 2009 e no Pixel Show POA, a Zupi trará mais uma vez ao evento o Dr. Sketchy's Anti Art School, movimento burlesco artístico criado pela ilustradora norte-americana Molly Crabapple. O público presente nas palestras vai curtir a atração, que reúne atuação e prática de desenho de modelo vivo. Durante o espetáculo, a atuação será interrompida várias vezes, congelando a cena e permitindo então que a audiência desenhe os modelos/artistas ou a cena exibida.

FESTIVAL DE MOTION, CLIPS E MELHORES COMERCIAIS

De hora em hora e nos intervalos das palestras serão transmitidos os melhores comerciais, motions e clips criados por empresas do mundo inteiro nos últimos anos. A mini-mostra tem apoio das revistas Stash, The Reel e IDN.

Saiba Mais em: http://www.pixelshow.com.br/


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

RAEL BRIAN - EXPO RAIVA ESPIRITUAL – EM BALNEÁRIO CAMBORIÚ (SC)

expo

Amanhã a tranquilidade da pacata cidade de Balneário Camboriú será abalada pela fúria de Rael Brian Rau. O skater, músico e artista plástico de 22 anos, natural de Brusque (SC), leva sua Raiva Espiritual para a Galeria Municipal de Arte FCBC.

Colagens “sujas e perturbadoras”, como bem definiu Kauê Garcia (artista plástico e o homem colagem!), dão tom a expo, e voz a mente de Rael, que já é apontado como uma revelação nesse novo cenário de arte nacional. Muita influência de skate, punk rock, Sesper, Carlos Dias e Raymond Pettibon, formataram o estilo agressivo e cheio de sinceridade.

A maturidade e evolução de Rael, que produz suas obras desde 2005, podem ser conferidas nessa exposição. Além disso, Rael ainda mostra sua faceta músico, já que o Beyond Trash Wall, banda onde o próprio empunha a guitarra e grita com raiva, faz um pocket show para animar e dar o clima ideal à sua Raiva Espiritual.

Ao melhor estilo Marcelo Viegas, conversei com o Rael, e agora segue mais uma da série: “Entrevista de um pergunta só” (já é um “crássico” do Zinismo!)

Zinismo: Sua obra tem uma agressividade que combina mais com uma megalópole como São Paulo do que com a realidade um pouco mais amena de Brusque (SC). Esta agressividade é resultado do envolvimento com o Punk Rock e com o Skate?

Rael Brian: Total. Se não fosse os dois eu não estaria nessa hoje. O punk rock e o skate me ensinaram muitas coisas, a principal é o DIY, que não se precisa estudar e ter uma técnica sei lá, “acadêmica”, pra fazer música e arte. Basta fazer com o coração na boca, saca? Como se fosse o último dia do mundo... Um bagulho sincero, e que se foda o resto! Tem muita gente que fala para eu mudar meu estilo e lalala, porque nunca vou poder viver da arte assim com essa sujeira toda... Mas mano, quero que se foda, faço a parada do meu jeito e o resto que se dane...

Morar aqui em Brusque é foda, cidade pequena, 100 mil habitantes… Pensa no que rola... Aí tenho que direcionar isso pra alguma coisa, pra arte, fazendo música, fotografia, skate...



A dica está dada! E não duvido nada de que o Rael ainda cole na fita de skate, mandando os seus já famosos Boneless!

Zinismo Recomenda!

rael_boneless foto por: Vitor Ebel

Exposição "Raiva Espiritual"
RaelBrian
Abertura: 06 de agosto de 2010 (sexta-feira)
Horário: 20h e 30 min
Local: Galeria Municipal de Arte
Rua 2412, n 111, Centro - Balneário Camboriú
Período da exposição: 09 a 27 de agosto de 2010
Pocket Show: Beyond Trash Wall

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

CONVOCAÇÃO GERAL - IV ENCONTRO DE ZINEIROS



Um grupo de zineiros paulistas tem promovido um encontro periódico para fortalecer a "causa zineira". Nestes encontros, além da tradicional troca e compra de fanzines, é possível conhecer os rostos por detrás do papel e principalmente, firmar pessoalmente a amizade que já existe via carta ou e-mail

Neste sábado rola o IV encontro, com show de punk rock e hardcore, intervenção de arte urbana, bons amigos... Tá esperando o quê?

Segue a convocação na integra:

Amigo fanzineiro,

No próximo sábado, dia 07 de agosto a partir das 23:00 horas, a Cultural B irá promover no Cidadão do Mundo o lançamento do cd “Superação Punk Rocker” da banda Esquisitosomos de São Bernardo do Campo. A abertura ficará a cargo do Overlife Inc. Além do IV Encontro de Zineiros com exposição de diversos zines, haverá uma intervenção artística do grafiteiro Daniel Melin durante o evento. Dando seqüência nas comemorações dos 20 anos do Aviso Final zine, estarei lançando a edição # 27 - especial do Olho Seco - que vem acompanhada do cd European Tour 99.

Cidadão do Mundo – Rua Rio Grande do Sul, 78 – centro – São Caetano do Sul

Ingressos: R$ 10,00.


ZINISMO RECOMENDA!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

LAST CALL ZINE



Recebi recentemente um daqueles pacotes de fanzines de papel que nos garante diversão e informação por um bom tempo.

Rogério de Moraes (Barueri Zine) edita o LAST CALL ZINE, fanzine de punk/hardcore e arte (urbana ou não).

Interessante notar a evolução e direcionamento que o LAST CALL rapidamente apresentou em suas três edições (#0 ao 3).

O LAST CALL número 3 conta com a participação do talentoso designer Diogo Rustoff com desenhos e textos, ótima matéria sobre a artista GEE VAUCHER e entrevista com a banda sanguexódioxhardcore.



No pacote veio também o interessante fanzine? de bolso ISTO NÃO É UM FANZINE, com uma interessante matéria a respeito da m-city (que merece uma matéria solo, em breve).



ZINISMO RECOMENDA!

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