sexta-feira, 13 de julho de 2012

YUGOSLAVOS - LANÇAMENTO DO EP

Nesta quinta foi lançado oficialmente e disponibilizado na internet o primeiro EP dos sorocabanos YUGOSLAVOS, sob o nome de "They are bad, ugly and they are here". O clipe da faixa "No handcuff" estreiou nos links da banda faz poucas semanas e já rendeu mais 2 mil visualizações, isto no mesmo dia em que a banda fez o show de pré-lançamento no Asteroid Bar (Sorocaba), lotado.





O Yugoslavos segue ativo na geração de conteúdo: o EP “They are bad, ugly and they are here”, que rendeu o divertido clipe da faixa "No Handcuff", traz um single produzido pelo ex-integrante da extinta banda Wry e hoje um dos donos do renomado Asteroid Entretenimento, Mario Bross. E logo mais tem vídeo novo da banda no ar...


Para contato com a banda:
Murilo Carvalho: 15 9167-1143| yugoslavos@gmail.com

quinta-feira, 12 de julho de 2012

BANDA NOVA DO CESINHA (EX-HATEEN)

O músico paulistano Cesinha Santisteban, ex-Hateen, está com banda nova, chamada Drivebox. Rock alternativo em inglês, bem fiel à tradição sonora do Cesinha. A banda acaba de lançar um webclipe para a música "Superworld" (assista logo abaixo) e está em estúdio gravando seu primeiro EP. A curiosidade reside na formação da banda: o jovem - beeeem jovem - guitarrista de 13 anos é Caio Santisteban, filho do Cesinha. Perguntado sobre a sensação de tocar com o filho, Cesinha respondeu: "É demais cara, orgulho a milhão, ainda mais que foi ele que tirou as músicas e insistiu pra tocar. Tive que brigar com a mãe dele, ele brigou também, mas no fim tudo deu certo. É muito, muito bom, a sensação é única". Além do pai (baixo e voz) e do filho guitarrista, completam a banda Daniel Cassola na bateria e Skeeter Valentino na outra guitarra.



Aos desavisados: Cesinha fez parte da formação original do Hateen, na época trio (ele, Japinha e Koala), que gravou a clássica demo Blind Youth, o primeiro CD da banda e também (já como quarteto) o Dear Life..., considerado por muitos o melhor álbum do Hateen. Desse disco, Cesinha é autor de músicas como "fake fate", "about to blow" e "still don´t know", e co-autor de outras tantas, como por exemplo de "404 not found" e "mr. oldman".

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sexta-feira, 6 de julho de 2012

93 FOUNDATION - EP #2


Segundo ato do 93 FOUNDATION. Um ano e oito meses depois da empreitada inaugural, aqui está mais um EPzinho virtual que, seguindo a receita do EP #1, traz dois covers. Sim, há planos de composições próprias no futuro, mas por enquanto vamos nos divertindo e testando com músicas dos outros...

Especulamos (eu, Marcelo Viegas, e meu comparsa Edu Zambetti) um bocadinho antes de definirmos os dois sons. Falou-se em Smiths, em Morrissey, em Lee Ranaldo, etc. Mas a primeira escolha foi Lemonheads. “Tenderfoot”, que faz parte do clássico Car Button Cloth (1996). Na verdade-verdadeira, esse som não é exatamente do Lemonheads, mas sim de uma obscura banda chamada Smudge. Até onde sei, um dos membros dessa banda, um tal de Tom Morgan, compôs algumas músicas para a banda de Evan Dando (como por exemplo “The Outdoor Type”, do mesmo disco), e também é co-autor de algumas letras, como “It’s A Shame About Ray”. Apesar da não-autoria, “Tenderfoot” ficou conhecida mesmo graças ao Lemonheads. Grande canção, sempre curti a sua melodia, e foi muito legal a sensação de gravá-la.

Contando com o bom gosto dos ouvintes/amigos, o Lado B não foi uma escolha do 93 FOUNDATION, mas sim sugestão de um brother, Daniel Justi. Foi ele que me disse uma vez: “Cara, por que vocês não gravam a ‘Why Do We’ do Samiam? Ela tem a cara do 93...” Apesar de gostarmos muito de Samiam, creio que nunca nos ocorreria de gravar esse som em especial. Por isso é bom confiar na opinião de quem está de fora: apesar da dificuldade pra cantar a parte gritada, foi uma experiência bem interessante e o Zambetti mostrou a categoria costumeira pra deixar o som lindão, tanto na parte mais “suave” quanto na intensidade do refrão. “Why Do We” é a faixa que encerra o álbum Astray (2000), na minha opinião o melhor disco da banda de Berkeley, Califórnia.

Pra fechar, os tradicionais agradecimentos: a foto de divulgação do EP #2 foi clicada por Elaine Kuntz, no dia (e na sala) em que apertamos o rec para registrar as vozes. Apesar das limitações, optamos por utilizar softwares livres (studio one free e krystal) e plugins vintage free para esta segunda gravação do 93F. O desenho da capa é uma cortesia cabulosa do nosso amigo Flávio Grão, que deixou essa ilustração comigo na época do primeiro lançamento. O Logo e a direção de arte levam assinatura do Guilherme Theodoro, que trabalha comigo na CemporcentoSKATE. Agradecemos à essas pessoas por contribuírem com seu tempo e talento, enriquecendo esse projeto. Thanx!

BAIXE AQUI O EP #2 DO 93 FOUNDATION!






SOBRE O 93 FOUNDATION


O 93 FOUNDATION não é exatamente uma banda, mas pode ser também - eventualmente e se quisermos - uma banda. É um projeto entre dois amigos que se conhecem há 17 anos, que possuem muitas afinidades musicais e cresceram impregnados pelo espírito do faça você mesmo. Ou seja, o negócio é realizar. Mão na massa.

Além disso, o 93 FOUNDATION é também um post musical. Explico: um post não precisa ser necessariamente um texto, um vídeo, um desenho ou uma resenha. Quem disse que precisa ser “só isso”? Tal regra não existe. Então, vamos explorar, abrir o leque. Aceite esse pacote zipado como um post do Zinismo, com a diferença de tratar-se de um post musical, um post tocado.

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terça-feira, 3 de julho de 2012

NOVO CLIPE DA LURDEZ DA LUZ

"Levante" é o novo clipe da MC Lurdez da Luz. Aliando uma música legal com uma fotografia cabulosa, o resultado é dos mais positivos. Assista logo abaixo:



Aproveitando a postagem, relembro um trecho da entrevista que fiz com a Lurdez para a revista CemporcentoSKATE, edição 149, em 2010.

Viegas: Você viveu a cena alternativa dos anos 90, mais ligada ao hardcore/punk/guitar do que propriamente ao rap. Assim, conhece as duas cenas. Onde existe mais machismo, no punk ou no rap?

Lurdez: Na verdade minha ligação é com a música, principalmente essa feita nas ruas, sem experiência acadêmica. Minha identificação foi direta com essas duas expressões que considero, quando bem feitas e autênticas, expressões artísticas e não exatamente como cenas. Mas é inevitável você ter contato com as pessoas que fazem esse som, com os eventos enfim...

No rap é mais explícito o tal do machismo, mas sei lá, no samba o machismo é de um jeito, no forró, coco, no afoxé, enfim, acho que é só o machismo da sociedade em geral como se trata de uma cultura que vem do povo. O rap estava bem mais preocupado com questão racial, em levantar a estima do povo preto. O punk vinha questionando os valores sociais, tinha um lance que eu curtia que era pregar relações igualitárias, lembro que nem pensava se isso é coisa de mulher ou não... Mas enfim, na cena hip hop atual ou de black music, que acho mais apropriado que de hip hop, não sobrou muito, tem muitas mulheres que ganham tanto quanto os caras fazendo o discurso igual, tipo respondendo a altura. “Eu tenho meu carro, cola aí me faz gozar e sai fora, eu compro minhas jóias...” É um caminho, mas não é o meu. Assim como no funk carioca tem um monte de mc´s mulheres e todas estão dançando que nem "cachorra" porque querem...

Ser musa, ser a gostosa, acho que faz parte da natureza mesmo de um monte de mina, o foda é o lance dinheirista do rap, “tenho esse Lexus e essa bunduda”, disso eu não gosto. Mas aqui no Brasil, como rola menos grana, eu acho que é outro tipo de babilônia. E sei que o mais pimp, o mais gangsta, sofre por amor também! (risos)


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segunda-feira, 2 de julho de 2012

OS 6 PRIMEIROS MENOS DE $20

Ricardo Viola, figura lendária do underground paulistano e - por que não? - brasileiro, ex-baterista de bandas como ästerdon e Marshmallow Pies, ex-barman do Cais, também mostra habilidade e talento no campo culinário. Formado pelo Senac, Viola é chef de cozinha e proprietário do primeiro (e talvez único) empreendimento de comida mexicana de rua no Brasil, o Tchicano Ai Ai Ai. Com seu jeito despojado e bonachão, Mr. Violência dá dicas rápidas e baratas no programa MENOS DE $20. Assista os 6 primeiros episódios:













Bon appétit!

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quinta-feira, 28 de junho de 2012

FAÇA VOCÊ MESMO SUA CAMISETA


A Microcosm Publishing é a minha editora favorita, simplesmente por lançar e distribuir diversos títulos em relação a zines, atividades independentes e cultura alternativa. Cada vez que entro no site, sempre acontece algum problema em minhas contas...

No último rombo orçamentário, entre outras coisas, adquiri Do-It-Yourself Screenprinting - How to turn your home into a t-shirt factory, de John Isaacson. Confesso que a essa publicação me apeteceu pelo título, pois essa coisa de DIY é mais forte do que se possa imaginar.

Nesse livro, o autor conta em formato de quadrinhos como produzir camisetas em casa, desde a concepção do desenho, passando pela revelação da tela de silk screem, o manuseio com as tintas, até o produto final. Como as histórias produzidas são baseadas em fatos reais, ele mesmo se coloca como protagonista da saga.

Antes de cair nessas páginas, as histórias foram lançadas em formato de zine, uma das outras ocupações do cartunista.

Na primera parte mostra como foi o começo de suas aventuras com o silk, quando sua arte tropeçava no cotidiano de sua família - e vice-versa - e a estratégias utilizadas com eletrodomésticos e ocupando todos os cômodos da casa para produzir sua arte. É lógico que ninguém leva a sério o seu trabalho, que nunca lhe traz dinheiro mas muita sujeira e "perca de tempo".

Para provar que seu trabalho é sério, resolve sair pra rua para vender seu material para "pessoas como ele". Nessa parte, conhece as burocracias (e taxas) para ser um camelô licenciado.

Aprende in loco os macetes, técnicas de venda, e as falcatruas para poder fazer seu produto circular (mesmo não vendendo uma camiseta sequer e colecionar dúzias de IBBL - I'll be back later). Tem seu primeiro choque com a realidade das ruas versus empreendedorismo.


Como percebe que não vai virar nada, resolve observar o perfil variado do público que frequenta a calçada onde está situada a sua banca.


O autor aparentemente desistiu de ser vendedor, pois não volta mais a essa situação no livro. Talvez seja uma dica de que não dá certo vender dessa forma. Ou talvez as "pessoas como ele" não circulem naquela região...


Na terceira parte, muda o título da saga para Do-It-Together Screenprinting, justamente para mostrar a sua nova fase como produtor de estampas.


Após a frustração como produtor e empresário, John, na maior cara de pau, liga para uma estamparia e se oferece para trabalhar no local, dizendo que tem vasta experiência na área e aquelas coisas que todos nós inventamos quando queremos muito um emprego. E acaba dando certo.


Lá conhece Candance que, antes da entrevista com o dono do estabelecimento, lhe dá algumas dicas de como proceder nos equipamentos e como se comportar na entrevista e, sem querer, deixa escapar que quando sua banda toca, faz "umas" camisetas lá mesmo. Depois sabemos que essa banda tem mais estampas de camiseta que músicas!


No dia seguinte, conversa com o Sr. Dave, o dono da loja e viciado em produtos químicos usados na confecção das telas de silk. É aceito e, a partir daí, com as explicações de Candence, o leitor acaba aprendendo junto cada passo da produção. Inclusive, quando explica como proceder no programa Illustrator, tem alguns atalhos para usuários de Windows e Mac. Tudo bem didático e sem forçar a barra.

Logo consegue a confiança do Sr. Dave, que lhe passa uma cópia da chave da estamparia. E o que ele faz? Adivinha...

Entre os capítulos, o autor realiza algumas entrevistas com pessoas que trabalham de forma independente e/ou profissional com a impressão de camisetas, o que ajuda a ter um panorama de como cada um trabalha e os materiais que usam como suporte, diagramação e impressão. O ruim é que seguiu bem a linha dos zines antigos de fazer as mesmas perguntas para cada entrevistado.


Também oferece canais de referências para pesquisas, compras e troca de informações.

Como a série foi produzida em momentos diferentes da vida de Isaacson, nota-se a evolução dos traços e roteiro do autor, que torna-se cada vez mais detalhista, sem perder o desenho leve e com um toque "desencanado" que lhe é peculiar.

Cheio de bom humor (capaz até de arracar algumas gargalhadas em situações atrapalhadas), essa publicação é capaz de te deixar cheio vontade de produzir algo agora, já, nesse momento! 

terça-feira, 26 de junho de 2012

THE CONCEPT LANÇA NOVO SINGLE


Militando desde a década de 90 na cena guitar brasileira, a banda The Concept acaba de lançar um novo single, chamado "Wrong Way". A faixa foi gravada em abril de 2012 no estúdio 289, no Itaim Paulista (área da banda). O som segue a característica que sempre acompanhou a banda paulistana: guitarras, muitas guitarras e vocal bem melódico (essa melodia, em especial, me fez lembrar de coisas antigas do Oasis), com letras em inglês.

Para baixar o single, clique aqui. Ou, se preferir, você pode escutar "Wrong Way" no player logo abaixo:



Zinismo recomenda.

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