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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

POGO



Po.go sm. estilo de dança geralmente apresentado pelo público em shows de punk rock. Não tem uma técnica exata para sua execução, porém seus praticantes a utilizam para exteriorizar suas insatisfações, com movimentos bruscos de braços e pernas, em uma tentativa de se livrar de demônios interiores.

Enquanto prepara os últimos detalhes do Mitologia do Descompasso,  o zinista workaholic  Flávio Grão vai lançar na próxima sexta, 27/09,  não só mais um zine, mas um pacote de coisas que passeia pela cena punk e hardcore.

Há algum tempo, Grão foi convidado pelo Studio Wrong Way To Do para uma parceria que inicialmente seria apenas para desenvolver uma estampa de camiseta. Porém, quando terminou a ilustração (que tinha referências com o universo hardcore e punk rock)  decidiram que seria interessante expandir a idéia e publicar também um zine sobre o assunto. Surgiu aí o Pogo, projeto que, além da camiseta e do zine,  também envolve o lançamento de bottons.

O zine é uma compilação de desenhos resgatados do acervo de Grão de quase vinte anos, de seus cadernos de esboço, artes de cartazes, zines etc. Essa edição conta ainda com dois contos inéditos feitos especialmente para esse zine.

Grão tem a mania de ilustrar lugares e coisas que observa durante as viagens que faz Brasil afora. Uma das artes que compõem o zine, é a que o autor fez em seu caderno, sobre um postal do Museu do Ramones que ele visitou em Berlin no ano passado. "Na minha adolescência, eu e meus amigos ouvíamos Ramones o tempo todo. Alguns deles já morreram e estar naquele lugar me fez rememorar aqueles dias únicos onde éramos tão unidos e nos divertíamos com o pouco que tínhamos", relembra Grão.





O Minor Threat, banda criada por Ian Mackaye (que mais tarde fundaria o Fugazi), entrou na vida de Grão por volta de 1997 e há três anos ele fez este desenho baseado na música "Out of Step". Segundo ele, a arte é uma interpretação do título da música e não da letra em si. "É um exercício diário ficar 'fora do passo do mundo' e não absorver idéias ou conceitos do senso comum que são disseminados pela mídia ou propaganda e ficam no ar como verdades absolutas.” Fica a dica.



O lançamento será no Hotel Tee's à partir das 21h e, de quebra, ainda tem o show com a banda Microndas! Compareça, prestigie e adquira! 


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

KÄNELA VERDË JÄPANESE



2011.
Enquanto os cadáveres esquartejados de animais são carbonizados em uma grelha 
improvisada, três jovens roqueiros contam histórias do passado antes que suas memórias pifem. Apesar do assunto ser recente, o trio capixaba tem muitos anos de história no meio onde costumam circular.


1995. Nessa época brotava banda hardcore em tudo que é fresta. Em Vila Velha o Mukeka di Rato era mais uma no meio da multidão com a sua demo tape “Sobrevivência”. Assim como as demais bandas da época, estava fadada a ser mais uma aventura de adolescentes que queriam curtir a vida, fazer barulho e tomar umas cachaças de vez em quando. Mas não foi bem assim.

2007. As portas do avião se abrem no país do sol nascente. Misturados entre os passageiros estão três turistas brasileiros que (para as autoridades) foram apenas visitar um amigo. Atrás do vestuário social e semblante de pessoas sérias estão escondidas as reais identidades de Mozine, Paulista e Sandro.


Muitos discos depois, tours, milhares de latas de cerveja e quilos agregados ao corpo, o Mukeka di Rato pisa pela primeira vez no Japão para 10 shows em 9 cidades, sem instrumentos e merchadising: só com a cara, coragem e um japa maluco com cabelo de cachorro que atende por Yuki.

Os 15 dias de aventuras foram registrados com imagens que vão desde porres monstros até visitas a templos budistas, passando por banhos públicos (sim, eles aparecem nus!), overdose de chá verde, comidas exóticas, shows, um falo fumante e a quase morte coletiva no mar. Como foram eles mesmo que gravaram (e quase sempre com teor etílico elevado) é necessário se acostumar com imagens tremidas, foco no assoalho e chicotes violentos. Era o que tinham em mãos. E assim foi. E como não poderia deixar de ser.

As aventuras dos roqueiros capixabas também servem de aperitivo para conhecer um pouco a cena underground japonesa, que é bem parecida com a nossa: vista com maus olhos pela sociedade e repleta de seres toscos e loucos, fazendo com que os canelas verdes se sentissem em casa.



2012. Como se não bastasse o registro histórico, com esse lancamento ainda tem um DVD bônus com imagens de bastidores, passeios e um show na íntegra em Vitória, que tem grandes chances de ser uma das gigs mais selvagens já vistas, na qual banda e público se misturam em uma massa só, cantando e suando juntos. Coisa fina.

Contrariando todas as estatísticas, o Mukeka di Rato sobrevive. Naquelas de matar a cobra e mostrar o pau, fizeram tour no Japão (coisa que nem banda famosa e rica faz) e registraram tudo nesse DVD que já é histórico para o hardcore brasileiro. Vaso ruim quebra fácil não.



>> Veja abaixo o trailer do documentário que pode ser adquirido na gravadora de discos Läjä Recordz.





terça-feira, 27 de novembro de 2012

TEASER DO NOVO ÁLBUM DO AÇÃO DIRETA

Patrimônio do punk/hc nacional, e em particular da cena do ABC, o Ação Direta vai lançar seu oitavo disco em dezembro de 2012. World Freak Show é o nome do álbum de 11 faixas, produzido por Marcelo Pompeu e Heros Trench, no estúdio Mr. Som. WFS trará muitas participações especiais, entre elas: Alex Camargo (Krisiun), Vlad (Ulster), Rodrigo Lima (Dead Fish), João Kombi (Test), Wagner e Gigante (ET Macaco) e Pompeu (Korzus).

O disco também marca os 25 anos da banda. 1/4 de século de bons serviços prestados ao punk/hc brasileiro.

Veja o teaser:



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terça-feira, 28 de agosto de 2012

SEM VOZ


Não é exatamente comum bandas de punk/hardcore que apostam na música instrumental. Esse é o ponto que, logo de cara, diferencia ao mesmo tempo que chama a atenção para a banda Àbrasa, de São José dos Campos (SP). Na estrada há pouquíssimo tempo (2010), o quarteto acaba de lançar seu primeiro álbum, chamado Osso!, com 12 músicas. Nem todas sem voz, verdade seja dita, afinal contam com vocalistas convidados em algumas faixas. As influências sonoras passeiam por Hot Water Music, ALL (olha o bom gosto aí, minha gente!), Noção de Nada e afins. E o disco pode ser baixado clicando aqui. Conversei por email com o guitarrista Diego Xavier, e acabou rendendo uma mini-entrevista. Confira logo abaixo:

Zinismo: O fato das músicas serem instrumentais fez com que vocês tivessem uma preocupação de fazê-las mais curtas?

Àbrasa: Na verdade a gente nunca pensou sobre isso, elas saíram mais curtas por terem essa pegada mais punk mesmo, mais rápido, a gente achava que um som rock instrumental muito longo poderia cansar. Gravamos o disco ano passado, rolou troca de baterista, enfim, uma séria de tretas. Mas hoje, por exemplo, andamos fazendo músicas novas um pouco mais longas, é mais vibe mesmo, a gente não se preocupa com o tamanho em si, mas a ideia de ser trilha de vídeos já vem desde a fundação da banda.

Zinismo: E por que tem alguns sons com voz?

Àbrasa: Cara, a proposta é ser instrumental mesmo, mas nos shows que fizemos, fomos conhecendo uma galera que curtia, e ficamos muito amigos de várias bandas, e os vocalistas ficaram tentados enfiar letra, e começaram a fazer. Aí num show em Sorocaba, rolou da gente tocar instrumental e a galera cantar a letra! Foi um negócio louco mesmo, de troca, porque no show não tinha microfone, e a galera era a nossa voz. Acabou que deixamos as faixas com vocal, mais como um "bônus" mesmo, e na esperança que cada vez mais nos shows a galera cante.

Zinismo: Quando a música tem letra, muitas vezes o nome do som acaba saindo de algo na letra. E no caso das músicas instrumentais, como nascem os títulos?

Àbrasa: Todos os nossos nomes aparecem na criação dos sons. As vezes é algo besta mesmo, mas que marcou o dia ou o modo como o som foi feito. Por exemplo, “Hot Chilli Beers”, tem esse nome porque no dia que a fizemos jantamos chilli e a cerveja estava quente. “30 segundos”, por sua vez, nasceu com a intenção de ser um som de 30s, mas a gente não conseguiu fazer tão curto (tem 0:51), mas mantivemos o nome, porque já tínhamos acostumado com ele. Já “Podia ser só Isso” foi um som que tivemos que colocar um final nele, senão ele nunca acabava! Hehehe. A maioria dos nomes vem de alguma piada interna pra banda, ou algo marcante, pois como não tem letra, a gente precisa de algo que seja muito fácil de lembrar e associar.

Mais infos sobre a banda: http://tramavirtual.uol.com.br/projetoabrasa

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sábado, 31 de março de 2012

ZINE NO MAKE UP TIPS # 3


Zine feito pela Gabriela Gelain e sua amiga Jessica Nakaema. As duas garotas são do Rio Grande do Sul e a Jessica mora atualmente mora em São Paulo.

O zine funciona como um modo de manter a “liga” da amizade quando a distância entre as amigas se estabelece e trata de temas relativos ao universo punk/hardcore com um viés feminista.

Nesta edição entrevistas com as bandas Chuva Negra e Inseto Social, resenhas de bandas, conto de Luis Perossi (zine Meus Amigos bebem muito café), resenhas de shows, quadrinhos e textos de reflexões.

Destaque para a linguagem do zine que consegue um equilíbrio que considero
importante nas publicações do tipo: é pessoal sem ser e confessional e informativo sem cair na frieza “jornalística”.

Gabriela, que é estudante de jornalismo na Universidade Federal de Santa Maria, mantém um divertido programa na rádio da universidade chamado Santa Demo (Santa Maria + Demo tape, sacou?), que é dedicado ao punk/harcore e metal e vai ao ar aos sábados às 13:00 horas, acompanhe aqui.

nomakeuptips@hotmail.com

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

D.O.A. NO BRASIL


Em novembro o Brasil receberá, pela primeira vez, a (clássica) banda canadense D.O.A., para três apresentações, em SP, RJ e Curitiba. Punk Rock de primeira qualidade, absolutamente recomendado pelo Zinismo!


Segue divulgação oficial da tour:

D.O.A.
BRASIL TOUR – NOVEMBRO

Garanta seus Ingressos !!!


18/Nov/2011 - Curitiba (Front Bar)

D.O.A. + FLICTS + AGROTÓXICO + OVOS PRESLEY


19/Nov/2011 - São Paulo (Hangar 110)
D.O.A. + OLHO SECO + AGROTÓXICO
Participação KOB 82


20/Nov/2011 - Rio de Janeiro (Teatro Odisséia - Lapa)
D.O.A. + OLHO SECO + MANGUAÇA




Release D.O.A.


Não demorou muito depois que o punk rock se expandiu além de Nova York, Londres e Los Angeles, durante a metade dos anos 70, para que emergisse em Vancouver, Canadá, a banda D.O.A.

Formado originalmente em 1978, o D.O.A. tem sido liderado desde sempre pelo vocalista e guitarrista Joe Keithley, vulgo Joey "Shithead", que, através dos anos, teve a companhia de diversos músicos, incluindo o baterista Chuck Biscuits, que mais tarde tocaria em banda como Black Flag, Danzig e Social Distortion. No ano de sua fundação, o D.O.A. lançou o EP "Disco Sucks", precedido por um par de LPs que os fãs mais antigos consideram os clássicos absolutos da banda: "Something Better Change", de 1980, e "Hardcore '81", lançado no ano seguinte. Uma popular coletânea com as melhores faixas desses dois discos foi lançada em 1984 com o título "Bloodied but Unbowed". Desde o princípio, Joe Keithley não teve medo de deixar claras suas convicções políticas, evidenciadas pelo famoso slogan do D.O.A.: "Papo - Atitude = 0". Keithley chegou a ir para atrás das grades por conta de seu radicalismo político.

O D.O.A. lançou álbuns esporadicamente por toda a década de 80 e a de 90 também, destacando-se "War on 45", de 82, "The Dawning of a New Error", de 85, e "Loggerheads", de 1993. O grupo também arranjou tempo para colaborar com outro desbocado líder punk, o ex-líder dos Dead Kennedys Jello Biafra, no disco "Last Scream of the Missing Neighbors", de 1990.

A exemplo do que já havia feito o próprio Biafra, Joe Keithley também tentou entrar para a política, candidatando-se a cargos eletivos de uma província canadense em 1996, pelo Partido Verde. Keithley também administra sua própria gravadora, Sudden Death Records, e escreveu sua autobiografia em 2003, intitulada "I, Shithead: A Life in Punk" ("Eu, Shithead: Uma Vida no Punk"). Enquanto isso, o D.O.A. continua firme e forte, como provado com discos do calibre de "Win the Battles", de 2002. Como resultado do trabalho árduo de Keithley, o D.O.A. é frequentemente mencionado como influência por outras bandas conhecidas de hardcore/punk como Green Day, Rancid e Propaghandi.

Em 2009 a Red Star faz o primeiro lançamento oficial no Brasil de um disco do D.O.A.!!! E nada mais apropriado que "War and Peace", uma fabulosa antologia que cobre os 25 anos de carreira do grupo e é material indispensável para velhos e novos fãs. Em 2010 a Red Star repete dose com o disco "Northern Avenger" que, produzido pelo legendário Bob Rock (Metallica, Offspring, Motley Crue e outros canastrões), é puro Punk Pock como deve ser, além de combinar levadas Ska e riffs intensos e arrasadores.



Serviços:

São Paulo - Hangar 110 (SP) - a partir das 19:00hs (Chegue Cedo)
R. Rodolfo de Miranda, 110 - Bom Retiro - Metrô Armênia
www.hangar110.com.br - fones: 3229-7442 / 9389-3365

Ingressos:
Primeiro Lote: R$ 30 (antecipado)
Segundo Lote: R$ 40 (antecipado)
No Porta: R$ 50

Pontos Venda:
Galeria do Rock - Loja 255 - 1 andar - (11) 3361-6951
Sick'n'Silly Rock Store - Rua Augusta, 2690 - loja 216 - (11) 3081-7508
Sick'n'Silly Rock & Tattoo - Alameda Jaú, 1529 - (11) 3081-3899
Ingressos on-line através do Ticket Brasil: www.ticketbrasil.com.br

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CURITIBA - Front Bar - a partir das 20:00hs (Chegue Cedo)
R. 13 de Maio, 940 - São Francisco
Informações: (41) 9156-7573

Ingressos Limitados a 200 lugares:
R$ 30 até acabar

Pontos Venda:
TNT Estúdio: Galeria Pinheiro Lima, 101 - loja 17 - Praça Tiradentes - (41) 3013-6109
Lado B Bar: R. Inácio Lustosa, 517 - (41) 3233-9496

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RIO - Teatro Odisséia - a partir das 19:00hs (Chegue Cedo)
R. Av. Mem Sá, 66 - Lapa - Rio de Janeiro - (21) 2224-6367
Informações: (21) 9620-8006
Ingressos: R$ 30

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Nos shows: merchandise das bandas (CDs, LPs, T-shirt, patches e botons) e todo material de distribuição Red Star Records.

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domingo, 28 de agosto de 2011

CEREBRAL BALLZY

Muitos dos meus velhos amigos que gostam de um bom punk hardcore gostam, então vou dar crédito ok?







quarta-feira, 17 de agosto de 2011

924 GILMAN STREET: O VÍDEO

O punk tem seus lugares sagrados. Ou templos sagrados, se assim preferir. O lendário 924 Gilman Street é certamente um deles. Localizado na cidade de Berkeley, na California, o Gilman é um clube organizado coletivamente, all-ages e sem fins lucrativos. Abriu as portas em 1986 (um de seus fundadores foi o falecido Tim Yohannan, da Maximum RocknRoll), e pelo seu palco passaram centenas de bandas independentes. Essa, aliás, é uma das regras do Gilman: assinou com grande gravadora, está banido do pico!

Uma pequena lista de bandas que tocaram por lá: Operation Ivy, Green Day, AFI, Agent Orange, Bad Religion, Bikini Kill, Fugazi, Guttermouth, Jawbreaker, MDC, NOFX, No Use For A Name, OFF!, Offspring, Primus, Propagandhi, Rancid, RKL, Samiam, Tiger Army, TSOL, Youth Of Today, Citizen Fish, dentre muitas, muitas outras!

O Gilman continua funcionando, recebendo novas bandas e contribuindo para a movimentacão da cena punk da Bay Area. Um breve documentário, que você pode assistir logo abaixo, conta um pouco dessa rica história.




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sexta-feira, 15 de julho de 2011

AMERICAN HARDCORE SERÁ LANÇADO NO BRASIL

No clima hardcore, depois do post do H2O, o Zinismo tem enorme satisfação em anunciar o próximo lançamento do selo Ideal Recs: o documentário "American Hardcore - The history of american punk rock 1980-1986". O DVD (devidamente legendado) sai ainda em 2011. Assista o trailer logo abaixo:



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quarta-feira, 6 de abril de 2011

RISE UP DAYS - NOVO VIDEO DO QUESTIONS

A banda Questions é um patrimônio da cena hardcore paulistana, e porque não dizer da cena brasileira. Os membros da banda, Edu Revolback e Pablo Menna dirigiram um pequeno documentário, filmado em diversos formatos (de super 8 à digital) sobre o hardcore paulistano que incluem dois sons: "The Victory Speech" e "Born and Raised".



NOTA:
O vocalista da banda, Edu Revolback desenvolve um trabalho foda em graffiti e artes gráficas que agrega ao Questions uma indissociável identidade visual !

ZINISMO RECOMENDA REVOLBACK E QUESTIONS!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

AVISO FINAL 20 ANOS - EDIÇÃO ESPECIAL



Não precisamos dizer que o ZINISMO é fã do fanzine AVISO FINAL.
Quando nós fizemos nossos primeiros e inexperientes fanzines há treze ou quatorze anos, o zineiro Renato Donizete já estava na batalha com o AVISO FINAL há mais de cinco anos, batalha esta que continua até hoje.



Difícil mensurar o quanto um fanzine como este fez e faz pelo punk, hardcore e a "cena alternativa" em geral.

O que começou com a nobre missão de resgatar as antigas bandas da região (ABC paulista) tornou-se uma referência no fanzinato nacional, extrapolando o fanzine de papel, através de shows, coletâneas de bandas, encontros de zineiros e muito mais.



Agora, o incansável Renato lança a edição especial de 20 anos, um catálogo com todas as capas do fanzine, uma história ilustrada dessa missão que esperamos que dure ainda mais.

Longa vida ao AVISO FINAL e saúde e sabedoria ao Renato Donizete. Caras como este, que sobrepujam o ego pela causa, fazem toda a diferença.

ZINISMO RECOMENDA!

domingo, 10 de outubro de 2010

OFF + RAYMOND PETTIBON = + 1 CLIPE

Quem acompanha o ZINISMO sabe que a banda norte-americana OFF é uma das preferidas da casa, mesmo antes de surgir (hehe).

Talvez seja porque o vocal é o lendário Keith Morris, talvez seja porque o batera Mario Rubalcaba tenha sido do RFTC, bem, seja qual for o motivo, gostamos da banda.

Outro motivo que nos faz acompanhar de perto a banda é a sua intimidade com o artista Raymond Pettibon, grande ídolo fazedor de capas clássicas do Hardcore.

Pois é, depois do video debut, da camiseta, mais um video com a clássica união do artista e da banda.



ZINISMO RECOMENDA MUITO!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

CANAL DA REVELATION NO YOUTUBE

Vamos voltar no tempo. Fundada em 1987, a Revelation Records fez história durante os anos 90, lançando discos fundamentais do hardcore/punk/emo. O selo está na ativa até hoje, mas seu período de ouro ficou mesmo no passado. Para resgatar um pouco dessa história, eles criaram um canal no Youtube onde estão subindo alguns videoclipes raros e entrevistas. Seguem algumas preciosidades logo abaixo, mas tem muito mais esperando por você no RevChannel.












Além do recurso audiovisual, a Revelation segue contando a história do hardcore através das palavras. Saiu em junho o livro "Why Be Something That You're Not: Detroit Hardcore 1979-1985" (Tony Rettman), que mostra o nascimento e desenvolvimento da cena hc em Detroit, uma das mais fortes e influentes nos EUA. Mais detalhes sobre o livro aqui.


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terça-feira, 27 de julho de 2010

VELHO RABUGENTO ZINE



O fanzine VELHO RABUGENTO é prova que tamanho não é documento. A pergunta é como podem caber tantas informações em um formato A6?

Feito em São José do Egito (PE), o velho faz um belo serviço pela causa alternativa, abrangendo as cenas de todas regiões do Brasil através de entrevistas, resenhas, editorias, colunas etc. Além disso, o velho já é um dos zines brasileiros com maior número de edições (o de junho é o número 56!). Conversamos o editor José Edilson, o próprio Velho Rabugento:


ZINISMO: Como se deu seu envolvimento com o underground, punk rock e com os fanzines?

Rapaz, meu início neste meio underground se deu quando eu saí daqui de Pernambuco para morar no RJ. Na época, eu tinha 18 anos e já escutava rock aqui, mas não tinha nenhum envolvimento com o alternativo, só escutava as bandas mainstreans mesmo.
Então cheguei no RJ na metade da década de 90 e conheci toda a cena que existia na época... As casas de shows, as bandas foda da época... E isso me pegou de jeito. Vivi a década de 90 intensamente, e até hoje não consigo me livrar deste vírus que tanto me enriquece e traz coisas positivas a minha existência.

A inevitável pergunta: por que Velho Rabugento?
Como falei no início da entrevista, quando vim morar aqui novamente existia um pequeno grupo de pessoas que escutava sons e estava começando a formar bandas, e eu me envolvi diretamente nesta nossa pequena cena... O zine surgiu da necessidade que tínhamos de escrever nossas idéias, divulgar bandas que gostávamos e tal, e como eu era o mais velho desta turma e como nunca fui conhecido por ser uma pessoa sociável, o nome veio de forma natural... Nunca imaginei que ele ficaria tão impregnado na minha vida, tanto que já faz mais de 6 anos que eu e o velho rabugento andamos lado a lado.

Quando conheci o "Velho Rabugento" uma das coisas que me chamou a atenção foi a longevidade do fanzine. Qual a receita para esta sobrevivência? Desde quando ele existe e como se sustenta economicamente?
Rapaz, o Velho existe, com idas e vindas, desde 2004, quando pensei em publica-lo para circular dentro da minha cidade mesmo, entre um pequeno grupo que existia na época e que achávamos que era um ‘cena’. E num tem uma receita para manter o zine, o que existe é vontade de divulgar bandas e a cena alternativa de uma forma em geral.
Agora como ele se mantém economicamente o que posso dizer é que sempre sai dinheiro do próprio bolso mesmo, num tenho patrocínio nem propaganda (o máximo que rola é divulgar lançamentos de bandas de amigos), então é tudo com o velho mesmo, e sinceramente acho isso muito bom... Pois tenho uma liberdade total para publicar somente o que tiver vontade.



A maioria dos fanzines que tenho recebido atualmente vem do Nordeste. Você concorda que a produção atualmente é mais expressiva nesta região do que no restante do Brasil? Se for, consegue identificar um motivo para tal fenômeno?
Realmente tem aparecido muitos zines aqui do Norte e Nordeste, mas também tenho recebido muita coisa de cidades do interior de SP e do Sul do país. O que enxergo disto é que aparentemente as pessoas que estão mais longe dos grandes centros tem buscado um retorno dos zines de papel como forma importante de divulgação.
A febre dos blogs e sites passou e as pessoas estão voltando para a fazer a coisas da forma antiga e mais romântica... tenho visto, além dos zines, muitas bandas apostando no lançamento de demos físicas, e isso é muito bom.


Espaço livre para divagações, dicas de fanzines, bandas, blogs e etc:
Só tenho que agradecer o espaço que você abriu para o Velho Rabugento, valeu mesmo pela força e parabéns pelo trampo que você realiza divulgando todas as formas de manifestações culturais underground.
Agora dicas de zines ou bandas fica difícil citar alguma e deixar várias de lado, o que posso deixar de dica é que ninguém pode perder o tesão em ser curioso, nunca pode deixar de buscar algo novo e espontâneo! Então freqüente os shows que rolam na sua cidade, se num tiver shows comece a organizar. Busque contatos com pessoas que estão nesta pelo mesmo motivo que você, garanto que surgirão amizades para o resto da vida.
Queria aproveitar para dizer que além do zine mantenho um selo/distro, com alguns lançamentos de coletâneas e splits no currículo e que está sempre aberta para bandas novas que estejam a fim de mostrar o trabalho, se alguém se interessou é só entrar em contato pelo fotolog ou e-mail velhorabugento@gmail.com, pode ser bandas, pessoas interessadas em trocar/adquirir o Velho e pode ser também só para conversar e trocar experiências.
Valeu parceiro e mais uma vez parabéns pelo seu trampo...

Aproveite e visite o polêmico blog do colunista Juca Sassafrás, um dos colaboradores do Velho.

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

LAST CALL ZINE



Recebi recentemente um daqueles pacotes de fanzines de papel que nos garante diversão e informação por um bom tempo.

Rogério de Moraes (Barueri Zine) edita o LAST CALL ZINE, fanzine de punk/hardcore e arte (urbana ou não).

Interessante notar a evolução e direcionamento que o LAST CALL rapidamente apresentou em suas três edições (#0 ao 3).

O LAST CALL número 3 conta com a participação do talentoso designer Diogo Rustoff com desenhos e textos, ótima matéria sobre a artista GEE VAUCHER e entrevista com a banda sanguexódioxhardcore.



No pacote veio também o interessante fanzine? de bolso ISTO NÃO É UM FANZINE, com uma interessante matéria a respeito da m-city (que merece uma matéria solo, em breve).



ZINISMO RECOMENDA!

Contatos: claskate@ig.com.br

quinta-feira, 20 de maio de 2010

HARDCORE 90 - UMA HISTÓRIA ORAL - ENTREVISTA COM MARCELO FONSECA


HARDCORE 90 – UMA HISTÓRIA ORAL
– É o nome temporário do documentário que está em processo de produção e que começou com um trabalho de mestrado feito pelo historiador Marcelo Fonseca. Esse processo pode ser acompanhando em tempo quase real através do blog onde são postadas as novidades. As entrevistas em vídeo podem ser conferidas através do canal do Youtube. Pode-se notar através destas entrevistas que algumas palavras surgem e se repetem em diversas falas, indicando alguns marcadores importantes para o delineamento da cena hardcore (principalmente, mas não só de São Paulo) como o movimento punk, juventude libertária, straight edge, a influência do skate e de algumas casas de show como o Black Jack e o Der Tempel. Interessante notar que muitas das entrevistas dão sequência aos eventos mostrados no documentário sobre o punk brasileiro (Botinada), permitindo uma visão muito peculiar sobre a cena punk/hardcore das duas décadas (anos 80 e 90).

ZINISMO: Em que pé está a produção e para quando você prevê a finalização do documentário?
MARCELO FONSECA: Em outubro completamos 1 ano de produção. Foi um período muito bom, por poder sentir como é se meter a fazer algo do tipo (coisa que eu nunca tinha feito até então). Legal rever amigos, conhecer amigos de amigos e ir sentindo a reação dos entrevistados, e das pessoas que tem apoiado o projeto. A idéia é fazer por volta de 100 entrevistas, nesta semana vamos gravar a número 38. Tem muito a se fazer ainda, digitalizar material de época, vhs, hi8, fotografias, fanzines, capas de disco, pessoas para encontrar... Detalhe que a equipe do documentário é praticamente de 2 pessoas, eu e o Fernando Alves que me ajuda filmando. Tudo é custeado por nós dois, mesmo que algumas pessoas já nos ajudaram por um tempo. Eu tinha a ambição de fechar o filme mais ou menos junto com o meu mestrado (História Social na PUC-SP) em 2011, que é quando eu tenho de defender a dissertação. Mas não vai rolar, além de tudo eu também trabalho, então uma previsão mais próxima da realidade, com tudo que quero fazer, aumenta o tempo em mais um ano, ou seja, comecinho de 2012.


Fale um pouco sobre o papel dos fanzines na cena hardcore dos anos 90:

Fundamental. Aliás, sempre teve, independente da cena ou das idéias que estavam presentes. Já na década de 80, eram os fanzines punks que tentavam politizar o movimento, cobrando o fim da violência das gangues. É um veículo que não minha opinião é a expressão máxima do “faça-você- mesmo”, e importante, pois todo meio social precisa ter comunicação. Uma só pessoa podia escrever, desenhar, xerocar, distribuir, da forma que quisesse, como e para quem lhe desse na telha. Na década de 90, a internet engatinhava, e os fanzines, amparados por um rede gigante de correspondências que não era restrita somente o Brasil, “conectava” e distribuía a informação, fazia escoar a produção das distribuidoras, etc.

A partir dos anos noventa o hardcore em São Paulo começou a se dividir em nichos ou micro-cenas (ex: hardcore straight edge, hardcore melódico, etc). Você encara isso de modo positivo ou negativo?
Uma coisa que não podemos nos deixar levar é de que o hardcore seria uma coisa homogênea e harmônica. As contradições e diferenças das pessoas sempre estiveram presentes e querendo ou não, as pessoas se conectam mais ou menos em redes de afinidade. De certa forma isso sempre existiu, mas acho que durante um tempo, existia a necessidade por parte das pessoas da cidade de São Paulo, entrarem em contato com pessoas, se agruparem com gostava desse tipo de música e idéias, mas que não queriam se vincular ao ganguismo dos punks da antiga. A geração que viveu os anos 90 soube muito bem o que era ser intimado por usar uma camiseta do Misfits ou Ramones, e daí quando se encontrava com alguém que compartilhava das mesmas idéias, ou que gostasse de um som parecido era quase como acertar na loteria. Como o número de pessoas gradativamente aumentou, isso também ficou mais visível. Eu não acho nem bom nem ruim, lembro de shows muito legais de bandas muito diferentes, com pessoas muito diferentes e concepções sobre o hardcore-punk mais diferentes ainda... Faz parte do processo histórico de qualquer movimento social jovem, as pessoas são autônomas, respondem as próprias vontades, elas podem perder o interesse, ou mudar as idéias, ou se agrupar mais com quem pense como você e daí por diante...

Para finalizar faça uma breve análise comparativa entre a cena paulistana hardcore dos anos 90 e dos 00.
Eu acredito que nunca mais surgirá uma geração como a dos 90, assim como a dos anos 2000 também tem suas especificidades. O mais gritante é o acesso a informação, se nos anos 90, até existia, nos 2000 ela ganha dimensões estratosféricas com a popularização da Internet. Isso acarreta suas conseqüências também, se micro-cenas surgiram nos anos 90, devido a grupos de afinidade, tretas ou que seja. Dos anos 2000 para cá o público tem acesso e é bombardeado com informação que parece não dar tempo nem de se analisar, o que é legal ou não. Antes você escrevia uma carta para uma banda, o cara lhe mandava a demo e você passava a semana ouvindo isso no walkman. Hoje existe myspace, rapidshare, ipod... a vida ficou mais fácil, mas também privilegiou o domínio da imagem. A autenticidade dos anos 90, era uma mistura de ineficácia técnica, falta de referência e força de vontade que gerou tantas bandas legais, como No Violence, Againe, IML, Garage Fuzz, Abuso Sonoro, Rot, Ação Direta, Self Conviction, Kangaroos in Tilt, Point of no Return, Dominatrix entre tantas outras... Por outro lado, hoje a molecada tem acesso ao pacote completo , baixa a discografia, o visual, vê o vídeo da performance no youtube e por isso temos bandas genéricas aqui, na Eslovênia, na Austrália ou no Japão. Sem querer ser amargo, o excesso de referência matou um pouco da originalidade e espontaneidade. A galera que descende mais do hardcore melódico também é exposta a um universo mais da música comercial, entrando em contato com empresários, e um aparato de mídia que nunca imaginei ter contato... Mas cada geração com seus problemas, não quero soar velho e chato, isso é o que veio de imediato para comparar. Cada momento tem seus dilemas e vivências e longe de mim querer comparar.

Confira também a matéria que rolou no programa METRÓPOLIS da tv cultura sobre o documentário:

sábado, 15 de maio de 2010

OFF! + RAYMOND PETTIBON



Uma banda que está causando ansiedade na rapaziada é o OFF!, a nova banda do (bem humorado?) vocalista Keith Morris (Circle Jerks/Black Flag).

Sem nada gravado ainda, a banda divulga alguns vídeos em seu myspace, mas o que me chamou atenção foi o show debut da banda feito em uma instalação do artista Raymond Pettibon.



Para quem não fez o link, Pettibon fez uma série fantástica de capas e cartazes antigos para bandas do selo SST, principalmente o Black Flag. Para quem ainda não "linkou" ele fez a famosa capa do disco GOO do Sonic Youth, uma das capas mais legais já feitas e camiseta obrigatória no guarda roupa de qualquer indie. E aí, "linkou"?



Segue abaixo o vídeo de tal debut, para entrar na nossa galeria "eventos que gostaria muito de ter ido, mas rola a questão do tempo espaço".

OFF! from RVCA on Vimeo.



Valeu Chiveta pela dica!

sábado, 3 de abril de 2010

A NOVA SAFRA DE BANDAS SOB ESTE CÉU – EPISÓDIO I

Ian Mackaye disse em "Não Devemos Nada A Você" algo como: "As bandas mais importantes, sob minha ótica, são estas que estão ativas".

A nova safra de bandas sob este céu é uma maneira de criar um certo comprometimento com o Zinismo. Não encontro muito tempo livre devido à minha rotina nada comum. Eis que resolvi me educar e pegar um dia sussa aqui para colocar em prática o que acredito ser de extrema importância: mostrar o que há de novo lá fora. Ao mesmo tempo, descubro coisas novas também.

Não haverão apenas bandas de hardcore/post-hardcore/rock. Penso em apresentar qualquer coisa que me chame à atenção. E, em suma, que tenha a ver com a ideia do Zinismo. Enjoy, irmãos e irmãs!

END HITS



Ano passado tive o prazer de ver Endhits ao vivo no Espaço Impróprio. Logo depois de ter sido orientado por um dos meus melhores amigos, Matel (The BarFly Surfers e/ou entre tantas outras), que valia a pena sacar a melodia (via myspace). Como não gosto de ter primeiras impressões de bandas por este meio, não ouvi muito tempo no portal e aguardei oportunidade de ver o som dos caras ecoando nas ruas.

Melhor negócio!

Feliz por ter saído de casa para conferir este quinteto em ação. E soa evidente afirmar que uma audiência da parada “orgânicassa”, ou seja, um show ao vivo é mil vezes melhor que por outros meios e/ou uma extensão "upada" num site, mas acredito que é urgente a forma como soam estes quatro malandros sob a liderança (e vocais muitíssimo bem ofertados) da bela Babilônia.



Nome remete à um dos atemporais discos do lendário Fugazi, huh? Okay! Contudo, existe uma base, mas engana-se quem acredita que vai encontrar algo genérico dos mestres.



Após ouvir o EP. Nota-se uma certa anestesia de marcações cadenciadas, oitavadas, riffs mornos, tempos alçados e dissonantes e todos elementos necessários numa bela construção post-hardcore. Muita competência ao “Final dos Hits” e máximo respeito ao que podem produzir daqui para frente. Não vacile caso tenha a oporunidade de conferir ao vivo!

Segue vídeo ao vivo no Hangar do som “ Lethargy” com edição de Breno Valle e sua trupe.



Quer ouvir via Myspace? Toca aqui: http://myspace.com/endhitsband

TWINPINE(S)



Primeira vez que ví TwinPine(s) (reza a lenda que é referência ao estacionamento do filme “Back To The Future”) foi no Kistch, uma balada não-lembro-onde-exatamente (próximo ao metrô Ana Rosa), qual fui acompanhado de meu nigga-broda, Franco Goyaba. E se não me falha a memória isso foi ano passado.

É um trio com referências do som que escutávamos no início dos anos 90, edificadas por bandas como Beatles, Teenage Fanclub, Dinosaur Jr, Sleater-Kinney e Superchunk, entre outras. Dizem por aí que vieram da “Seattle de São Paulo”, huh?!

Logo na primeira audiência você já se sente parte daquilo, caso seja fã desse estilo. E o mais legal de tudo é que (assim como Sleater-Kinney) não há um baixo no line-up, ou seja, torna tudo mais interessante, de uma critividade aguçada e um grande diferencial.



Me surpreendi ao buscar infos sobre a banda ao saber que existem desde 2003. No Myspace pode-se ouvir um dos sons mais “catchy” dos caras de nome “ Soda Spring isn’t Califórnia”. Trilha sonora perfeita para uma manhã de sábado que você não acorda de ressaca!

TwinPine(s) está aqui na sessão de “bandas novas” do Zinismo porque realmente soa nova para mim. E algo novo (por incrível que pareça) bom pra caralho! Então, chega de conversa e confira!

Vídeo de “ Soda Springs Isn’t Califórnia” ao vivo na Outs.



Quer ouvir via Myspace? Toca aqui: http://myspace.com/twinpinesmusic

H.E.R.O




Eis que os apresento o H.E.R.O para fechar o primeiro episódio deste tópico (que voltará mais vezes aqui). Não vou falar muita coisa sobre a banda, vou aproveitar que um dos integrantes está no MSN e fechar uma entrevistinha.

Segue entrevistinha com Franco Goyaba (baixista) do "HERÓI".

B: Há quanto tempo desde que soou o primeiro riff do H.E.R.O?

FG: H.E.R.O teve início em 2005 com Tranka Garcia no baixo e backing vocals, Sudario Alonso na guitarra e vocal e Cuca na bateria. Já no começo de 2007, Samuel entrou na banda e foi quando gravaram o EP "Come Out The Shadows" Eis que em 2008, entrei no baixo, quando o Sudario foi morar na Alemanha, assim sendo o Tranka passou para os vocais.

É o HERO uma banda nova?

É uma banda relativamente nova, mas com integrantes antigos da cena, já que todos os 6 membros já tocaram em bandas que foram conhecidas no meio como Os Thompson e/ou Doped Dog no caso do Caio, Rise From Your Grave e/ou Kamikazi Stage foram bandas que o Tranka já era vocalista, o Samuel tocou no Martuchos e também no Don Vito e Seus Foguetes, o Dan fez parte da primeira formação do Good Intentions e do Children of Gaia, o Peras tocou no Low Fat Diet e no Atrial e eu fui baixista e vocalista do Martuchos e toquei baixo na primeira formação do Eviltruckers.

Então a junção dos 6 indivíduos faz com que a banda já tenha uma grande experiência musical.... e essa formação de 6 pessoas se fechou agora em março.



E tem um EP novo aí na praça, huh?

Será o nosso segundo EP, mas o primeiro com o Tranka no vocal, então podemos dizer que esse é o primeiro lançamentro de uma nova fase da banda, por sinal uma fase que sintetiza realmente o que é o som do H.E.R.O.

Único integrante que não participou das gravações desse ep foi o Peras, que foi agregado a banda no final das gravações.

E qual a conclusão tanto coletiva como individual desse trabalho?

A conclusão de todos é que estamos tocando em uma banda FODA, que tem muito o que mostrar ainda, e a minha sensação foi a de voltar aos velhos tempos... Tendo em vista que fazia muito tempo que não tocava hardcore, que foi a minha escola desde o começo junto com o punk rock.


Cite as infos do EP!


Este "EP" foi gravado na casa do nosso grande amigo Koala (vocalista do Hateen). A bateria foi gravada no estúdio Rock Together e todo o restante foi gravado no apartamento do Koala. Ele participa da música "Air Strike" fazendo vocais. O tempo de gravação foi relativamente rápido, mas bem particionado, já que não gravamos tudo de uma vez, devido ao tempo disponível de todos.

É verdade que desde o início até ao fim foram lá quase um ano, mas as coisas foram feitas com muita calma. O disco é composto de 4 faixas, sendo que três eram canções antigas que foram refeitas e uma última que é "mistakes" era a mais nova na época... A produção do álbum ficou a cargo do Koala e da gente mesmo.

Ouça o H.E.R.O no myspace http://myspace.com/goherogo

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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

ENTREVISTA RENATO DONISETE - FANZINE AVISO FINAL



Uma das características mais marcantes dos FANZINES é sua curta duração, difícil encontrar um que dure cinco, seis anos. Na contramão desse paradigma está o AVISO FINAL que completa em 2010 seus 20 anos. Aproveitando a nobre ocasião, o ZINISMO entrevistou o pai da criança, Renato Donisete, que merece toda nossa reverência!

O AVISO FINAL zine surgiu em 1990 idealizado pelo professor de educação física Renato Donisete Pinto, 37 anos, morador de São Caetano do Sul. Sua primeira edição (na época # 0) foi lançada em setembro daquele mesmo ano no projeto Rock in Rua em Santo André com shows com as bandas DZK e Insulto Oculto. Desde o início a proposta foi divulgar o trabalho musical das bandas punks da região do ABC paulista. Por suas páginas passaram bandas novas (como Leptus Pyróze, Sobreviventes do Aborto, FDS, etc) e bandas já consagradas (como Cólera, Garotos Podres, etc). Durante os primeiros anos o zine teve a preocupação de resgatar a memória de bandas extintas da região.

Foram feitos levantamentos históricos dos grupos Ulster, Hino Mortal, Varsóvia, Brigada do Ódio e Síndrome de Down. Alguns grupos internacionais também tiveram destaque na publicação. Foram feitas entrevistas com os italianos do This Side Up, os americanos do Rhythm Collision e matéria com os suecos do Wolfbrigade.

Durante o ano de 1996 o zine foi distribuído em Portugal pelo fanzine luso OVER12, num intercâmbio que envolvia os 2 zines. Em 1998 foi idealizada uma cooperativa que englobava 6 bandas da região, o zine, o artista gráfico Umberto Darós (criador do logo do Aviso Final), o fotógrafo Amarildo Corrêa e os selos ABC Records e Rasura Records. Dessa forma foi lançada em novembro a COLETÂNEA AVISO FINAL com os grupos FDS, Ação Direta, Censorshit, Overlife, Negative Control e Hino Mortal. Numa tiragem limitada de 500 cd´s este trabalho foi parar em Portugal, EUA, Alemanha e França, com críticas bem positivas da imprensa especializada.

No período de 2000 à 2003 o zine ficou disponível na Internet. No ano passado voltou a ser impresso, depois de vários pedidos. Em 2006, para comemorar os 15 anos do AVISO FINAL ZINE foi lançada a segunda coletânea, desta vez com as bandas punks DZK, Ação Direta, Gangrena, Aviso Final, FDS, Rebeldia Incontida, Leptus Pyróze, Insulto Oculto, Síndrome de Down? e Hino Mortal. Anexo ao cd um fanzine com o histórico destas bandas. Esse cd teve o objetivo de resgatar o trabalho destes grupos (alguns inclusive já acabaram) e divulgar um pouco o grito de insatisfação desta geração de filhos de operários do ABC paulista.


ZINISMO: Como foi seu começo com os fanzines?

RENATO: Comecei com esta história de fanzines em 1989. Já era um apreciador de fanzines neste tempo. Era colaborador do zine Mundo Underground da Vila Prudente. Depois de um tempo comecei a ficar insatisfeito com uma série de coisas; então, o Laércio Gonçalves na época guitarrista da banda Insulto Oculto falou o que fazia tempo queria ouvir: "Porquê você não faz um zine?". Em poucos meses estava lançando a edição número zero no show do próprio Insulto Oculto em setembro de 1990, no projeto Rock in Rua em Santo André. Neste show eu conheci o locutor e apresentador Miguel Anselmo, juntos fizemos uma única edição do zine TodaTribo em 1991. Este fanzine abrangia outros estilos musicais do rock.

Você já faz fanzines há duas décadas. Neste meio tempo surgiu a internet e muitas coisas mudaram na cena underground. Como você encara o papel dos fanzines em meio a estas mudanças? E atualmente?
Muita coisa mudou nestes 20 anos. Principalmente o avanço tecnológico, que nos favoreceu bastante. No começo os fanzines eram datilografados com colagens, xerox reduzido, etc. Hoje em qualquer micro você consegue fazer uma diagramação legal. Nesta brincadeira surgiu a internet e mudou tudo...Eu preferi manter o zine no formato impresso. Acho que tem até um fetiche de folhear, colecionar, etc. É como o LP, você coloca na vitrola, folheia o encarte, etc.Tem todo um ritual. Muita gente migrou para net, com blogs, fotologs, sites muito bons e conteúdos fantásticos. A informação acaba circulando muito mais rápida. Só que é tanta informação que muitas vezes não conseguimos digerir e fica um negócio cansativo. Neste tempo todo, especificamente com relação a cena- que aliás eu questiono se existe realmente -apareceram modismos, muitas coisas avançaram e houve diminuição de radicalismos e etc. O que eu posso afirmar que tudo que tinha uma verdade por trás continua aí. Veja o Ação Direta, o DZK e um monte de gente que continua na batalha e consegue manter esta cena (?) viva. Atualmente vejo com bons olhos o pessoal se organizando, fazendo festivais e fazendo as coisas acontecerem. Um exemplo é o belo trabalho do Cidadão do Mundo aqui no ABC. Eles promovem shows, festivais, oficinas, possuem uma web rádio e movimentam este cenário cultural. Isto é muito bom!



Um fator que faz muitos fanzines acabarem é o financeiro. Como tem feito para manter a longevidade do Aviso Final?
Com o apoio de selos e lojas que nos dão a maior força! Aproveito o espaço para agradecer o Marcelo da Absurd Records e loja Extreme Noise, o Xinês da Corsário Discos e loja Garimpo Cultural, o Alexandre da Cut Throat e o Carlos da Sensorial Discos. Além de gente como o Renan da Terrotten Records, Sérgio da No Fashion, Boka da Pecúlio que dão a maior força na divulgação. Sem eles não teria atingido a tiragem dos 1000 exemplares por edição. Além, é claro, do pessoal que escreve e manda selo. Nos dias de hoje ponho pouco menos dinheiro do bolso...

Um lance que está intrinsicamente ligado aos fanzines são os chamados "amigos de carta". Como funciona o lance seu com as correspondências, escreve todo dia? Sua caixa de correio fica entupida?
Hoje em dia nem tanto, afinal temos o e-mail para agilizar as coisas! No final dos anos 90 tive que abrir uma caixa postal, pois chegavam muitas cartas, cds e etc no meu prédio. O porteiro brincava que eu era o recordista de cartas. Recentemente, no 1º ENCONTRO DE ZINEIROS que aconteceu na loja Combat Rock, tive o privilégio de encontrar pessoalmente o Ricardo Knipl, que veio de Limeira prestigiar o evento e com o qual há muitos anos trocava correspondências. Este tipo de coisa é extremamente gratificante e é o que me mantém fazendo zines.

Se pudesse fazer uma lista com cinco grandes momentos (ou matérias) do Aviso Final, o que selecionaria?
Nestes anos eu destacaria o lançamento das duas coletâneas em cd com as bandas do ABC paulista e a repercussão que elas tiveram (resenha na Alemanha, EUA; tocaram na rádio italiana, etc). Gostei bastante da entrevista que fiz com o Português dos Garotos Podres quando voltaram da turnê européia. Cito também as conversas com o Xinês do Excomungados, o Fofão do Besthöven, o Dario Adamic da banda italiana This Side Up, o Gepeto do Ação Direta; e a inusitada entrevista com a Karina, garota de programa de luxo. Recentemente tive a felicidade de ganhar uma camisa e adesivos do Aviso Final feitos pelo grande amigo e zineiro Job Fernando. Desculpe, mas é muito difícil destacar só cinco grandes momentos...



Para terminar gostaria que você indicasse bons fanzines de papel que são feitos na atualidade para os leitores do ZINISMO.
Bom, muita coisa legal tem surgido com uma diversidade de temas imenso. Os que tenho mais curtido: Karta Bomba zino do Job Fernando (kartabombazino@yahoo.com.br), o Baskulho da Samanta Ribeiro (histeria_zine@yahoo.com.br),Visual Agression do Ricardo Chakal (ricardothrasher@hotmail.com) Spellwork da Thina (tinacurtis11@yahoo.com.br). Zine Zero Três dOs Cigarristas Jurema Barreto e Zhô Bertholini (acigarra@ig.com.br), FanzinEX do Xinês (excomungados@ig.com.br). o NFL zine do Hamilton Tadeu (nflzine@hotmail.com), e por fim, o Velho Rabugento do José Edílson (velhorabugento@gmail.com). Aproveito o espaço para divulgar o livro “Imprensa Alternativa do ABC” da Olga Defavari que trata muito bem da história dos fanzines na região. (olgadevari@yahoo.com.br) Vale muito a pena conhecê-lo...

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

ENTREVISTA THE BARFLY SURFERS



Boqaa: Vamos começar logo?
Japa: É, o lance agora é tocar e divulgar do jeito que der.
Matel: Já esta disponível aí o CD!

B: Que linda tarde de apuração do carnaval, não? E nos quesitos: Surf, erva & cerva, safadeza e psicodelia, estes surfistas que não sabem nem andar na rua como seres humanos convincentes tiram nota dèeeeeeeiz!

M: Quesito tiração de onda. Notaaaa: déeeeez.

Estamos com os THE BARFLY SURFERS, uma das gratas surpresas do cenário rock nacional, formada por membros (e ex-membros) de tantas outras bandas como Merda, Morto Pela Escola, Skape, Jesse Go, Macabra, The Donnyzets, Attack Bastards e por aí vai. Nos contem como começou a parada?!

J: Vamos lá...

M: Japa começou os trabalhos

J: Então quando mudei pra SP descolei uma viola e em minhas noites enfumaçadas ficava fazendo uns sons. Chegou uma hora que o violão "ficou pequeno", queria mais barulho. Primeiro chamei o Gustavo e começamos a fazer uns sons. Mas não sou guitarrista, nem baixista. Então chamamos o Matel e me desloquei pra minha função original.Começou assim, nada muito extraordinário.

E nesse começo do The Barfly Surfers, o som já tinha essa sonoridade apresentada no disco de estréia: "Surf Trash Attack!"?

M: Acho que tem influências de todos os lados

J: A idéia foi sempre ser sujo e barulhento, nisso as coisas não mudaram muito. A diferença é que com a entrada do Matel, agora temos um guitarrista de verdade. E ele traz um lado mais técnico que o Gustavo e eu não temos.

M: Haauhahuahua

Como foi a gravação de "Surf Thrash Attack"? E o que mais piraram e o que mais acharam que podia melhorar?

M: Pirei na performance. Ao vivo é sempre mais gostoso, digo gravar ao vivo...

J: Foi uma gravação bem tranqüila. Como demoramos pra gravar sabíamos já o que queríamos. E gravamos com Luis Tissot (Caffeine Sound Studio), que conhece a gente, entende muito de som. Gravamos onde a gente ensaia. Deu pra experimentar algumas coisas. E o processo foi como sempre ensaiamos e tocamos a base de cerva e erva. Tudo muito bom!!! E sempre quis gravar ao vivo. E essa gravação traz um pouco essa pegada.

Então, vocês afirmam que numa gravação ao vivo pode-se ter um resultado melhor que a gravação por canais, no sentido de pegar a essência da banda num show? Foi pensando nisso que optaram por gravar o "Surf Trash Attack" dessa forma? E para as próximas gravações pretendem seguir a mesma receita ou pensam em ampliar as opções?

M: Receitas às vezes funcionam... e às vezes não!

J: A palavra essência é muito difícil pra mim. O ao vivo tem uma pegada diferente, gravar separado também tem suas vantagens. Mas falta alguma coisa. E como somos um trio, funciona bem pra gente esse formato de gravar ao vivo. E realmente gosto do resultado. Os erros estão lá e tal. Mas é assim. O ao vivo te mostra um pouco mais do que a banda é, não que isso sempre seja bom.

M: É isso aí. A performance sempre é mais importante. Mesmo que tenha milhões de erros

O que esperar de um concerto ao vivo dos TBS?

J: Som alto e barulho. Somos um trio de rock instrumental. Não tem muito o que esperar. É básico, simples e barulhento.

M: Rápido, rasteiro, sujo e com pitadas de surf!

J: Som pra roqueiros e putas.

M: Trilhas de filme B. Spaghetti western! Coisas que eu gosto só que não tem death metal...ainda!!!

Se o Barfly pudesse citar apenas uma influência, sendo esta de um disco em especial, o que seria o "disco pai" da sonoridade de vocês? Ou seja, algo que todos escutam em comum e que de certo modo acaba soando o que vocês desempenham?

M: Mr. Bungle em “California”? (risos)

( Risos)... Pois bem!

M: Acho que FYP não escuta este...

Sabe que eu desconfiei?

M: ( Risos) Pensei no “Naked City” do John Zorn, que é “instrumental jazz”, mas não é óbvio...

J: Rapá, essa é díficil. Cada um escuta uma coisa!

M: Dead Kennedys?

Boa. Quem acredita que Dead Kennedys é apenas hardcore pode crer no arrebatamento!

J: Eu falaria “Tribal Thunder” do Dick Dale. Mas acho que “Fresh Fruit For Rotten Vegetables” é o disco! Então ficamos com o Dead Kennedys mesmo!!! (risos)

Por falar em discos que marcaram época... O que marcou essa década que passamos? O que vocês avaliam de positivo dos “00's” na música underground em geral?

J: Sinceramente, assim de imediato não consigo me lembrar de nada... O que teve de bom nos 00´s?

Rapaz, é assustador pensar nisso mas, parece que os anos 00's não teve nenhuma grande "revolução" no Rock' N Roll. Nem de longe se aproximou do impactante anos 90's ou nos 80's. Talvez, porque de certo modo, nós estamos trancafiados no eterno retorno ou não nos importamos mais porra nenhuma com a conversinha mole do que pode “salvar o rock” proferido pelo dito "mainstream".

M: (risos)

J: Atualmente as revoluções são comedidas e cheia de estereótipos. São "revoluções" criadas. Quem tem medo do Fresno?




Tudo bem, Fresno e toda essa leva que saiu do “underground” para tocar na abertura de malhação foi absorvido pela mídia por ser uma banda atóxica, sutil e delicada(:). Sorte dos caras. Fico feliz porque se não o fosse daria com os ombros. O que quero dizer? Os seus conterrâneos capixabas do Dead Fish, por exemplo, representam algum desconforto ao esquemão jabá nation. E por quê diabos representam isso? Por quê fazem a molecadinha pensar em algo diferente de ficar com a cueca melecada (nem sempre) por causa da “garota radical”, huh?! Um moleque de classe média da terceira série C que escuta o Dead Fish, que até então tinha assistido clipes de qualquer coisa ultra-tatuada-de-franja-chorando-as-camilas-e-as-pitangas da MTV e achava que aquilo era rock, pode começar a pensar um pouco? Digo, com a cabeça mesmo?


J: O Fresno saiu do underground? Sinceramente faço parte disso que chamam de underground faz um tempo e nunca tinha ouvido falar deles. Só fiquei sabendo da existência quando fui pra Porto Alegre vi gigantes cartazes com o nome. Lembro que até perguntei pro Kanela que merda era essa. E na boa, não ligo a mínima, pra mim eles e música sertaneja é a mesma coisa. Não conheço e não faço questão de conhecer.

Gosto do Dead Fish e sei que é meio tenso bater de frente com certas coisas nesse tal de underground, mas alguém precisa fazer. Mas sei lá, não sei se a molecada está muito afim de pensar não. Sou/fui professor de escola pública e via uma molecada que escutava Racionais e tal, só escutavam. Não vou falar da diferença entra escutar e ouvir. Mas era bem isso, entra por um ouvido e sai pelo outro. Estamos sendo soterrados por informações e o moleque que quer realmente procurar alguma coisa pra pensar não vai procurar na MTV.

Enfim, saiu o "Chinese Democracy"!!!

J: Esse aí, em respeito ao velho Guns' N Rose não escutei e não vou escutar. Gosto muito de Guns e pra não estragar a imagem que tenho deles não ouvirei. Não preciso escutar pra saber que está uma merda.


Se o Rick Bonadio chegar com com umas verdinhas (em todos sentidos) numa mão e um contrato na outra a fim de cuidar da música de vocês, o que vocês fariam?

J: Bicho, isso é uma coisa tão distante de acontecer pra não dizer impossível. Então foda-se o Rick Abonadinho!!!

M: Beberíamos várias cachaças com ele....

Existe algo no rock nacional que não seja válido ouvir? (risos)

J: Que não seja válido??? Essa entrevista pode ter quantas páginas???

M: Aquela banda lá ...maymunjunio..mas não sei se é rock...


Tem uns brothers do ES que fizeram uns clipes fodas pro MDR, FOTB, Vivisick, sei lá, até Handsome and The Heartbreakers. Vocês pensam em veicular um clipe?


J: Queremos sim. Idéia é o que não falta na realidade. Na verdade pelas músicas serem instrumentais as histórias vão meio que sendo criadas junto com a música, seria legal fazer essa união entre som e imagem.

Gostei do disco de estréia. Em especial a faixa bônus, “Pequena Amsterdã”, a única melodia com vocal, vocês pensam em usar mais vocais ou ficam calados daqui pra frente?


J: Não existem regras. Às vezes depois de fazermos um som novo penso que poderia rolar vocal, espero essa vontade passar. Depois de me “acostumar” com o som desencano de colocar voz. Mas podem rolar outros sons com vocal. Na verdade tenho preguiça de escrever, preguiça de ter que tocar e cantar. Só tocar já é um sacrifício.

Como rolou de lançar o disco justamente no aniversário do glorioso e-zine do nosso amigo Tibiux, o CHIVETA?

J: Estávamos terminando de gravar e não tínhamos idéia de como lançar. Não estou com tempo e/ou dinheiro para correr atrás de lançar e não sei realmente se vale à pena lançar algo físico. Cheguei a lançar o Hillbilly The Kid (Vida Errante Gravações) e até hoje tenho capinhas coloridas espalhadas na minha casa do ES e aqui. Então a idéia logo de inicio era jogar na grande rede mundial de computadores, só não sabia de que forma. Nos clássicos myspace e tramavirtual com certeza. Mas queria ainda sim fazer um “lançamento” mesmo que virtual. O Tibiu sempre dá uma força nos meus projetos, desde FolhaTeen e Skape, então resolvi mendigar mais uma ajuda. Ele topou, demos uma acelerada pra que ficasse tudo pronto até o aniversário do ZINE e assim foi. E ele ainda está dando uma força monstra na “assesoria de imprensa”.

Quais as últimas coisas que estiveram ouvindo recentemente e que gostariam de indicar?

J: Tenho escutado umas coisas bem antigas. A internet está aí pra gente se divertir. Baixei uns Ronnie Von dos anos 60 que gostei muito, uma coletânea de bandas do Peru dessa mesma época e é muito foda, não dá pra acreditar. Ano passado (re)descorbri Beatles, Who, Jimi Hendrix. Esses dias o Matel me passou o Naked City do John Zorn que é absurdo também. E uns reguerê pra relaxar, sempre é bom !!!

M: Ultimamente uns Miles Davis, os dois quintetos "classicos", Zappa sempre,qualquer coisa do John Zorn e trilhas de filmes do Dario Argento...

Japa, qual a diferença entre ES e SP???

J: A praia!!! (risos)

Na verdade hoje acho que a diferença está na proporção. SP é tudo gigantesco, monstruoso... aqui não chove, aqui tem tempestade. E é um pouco assim em tudo. A vida no ES segue um relógio diferente, lá , tudo de uma certa forma, dá certo. Já não consigo, hoje, dizer se é melhor ou pior. Cada lugar segue o seu caminho...

E como que está agenda d'ocêis para 2010? Se algum jovem quiser fazer um som irado no quarto dele ou na festa de 10 anos. Como deve agir, cavalheiros?

M: (risos)

J: Na verdade nosso primeiro show do ano vai ser dia 20/02 no aniversário de 15 anos do Mukeka di Rato no Hangar 110. E é o único que temos marcados no momento. E se quiser chamar dar um toque, se tiver um sonzinho legal, cerveja, nós podemos conversar. Estamos tentando fechar alguma coisa pelo interior. E estudando outros rolês.

Qual e-mail para marcar show?

J: Esse aqui ó tbsurfers@gmail.com

Para finalizar, por quê diabos não despediram o figurinista de vocês por deixar o FYP usar aquele moleton lindíssimo com as cores da terra sagrada?

M: Afe!!! Pourrra! Não sei, talvez, FYP saiba...

É sério, ele é bonito, aquilo acabou com ele. Fodeu. Soube até que a comunidade de tietes do FYP tem diminuído gradativamente!

J: Aquela blusa é linda. Foi a avó de um amigo nosso que fez para ele de presente. É lance de família! Uma linda vestimenta!! E sobre as tietes, que nada, isso só aumenta. (risos)

M: Fyp é o sex simbol do Barfly!

Cavalheiros, o espaço é de vocês! Obrigado! Nos vemos no Hangar!

M: Eh nozes, keep surfin'!

J: Valeu verme feio e sujo.




Baixe o “Surf Trash Attack” disco de estréia do The Barfly Surfers clicando aqui!

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