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quarta-feira, 11 de abril de 2012

LANÇAMENTO ANUÁRIO DE FANZINES E DVD FANZINEIROS DO SÉCULO PASSADO CAP. 2


Sábado agora, na Loja Hotel em São Paulo haverá um lançamento quádruplo (não é uma modalidade nova de esporte olímpico) para zineiro nenhum botar defeito.

O primeiro deles é o Segundo Anuário de Fanzines, Zines e Publicações Independentes da UGRA PRESS.

Quem teve acesso ao primeiro sabe que se trata de uma publicação séria com resenhas, matérias, estatísticas e muito mais sobre o universo dos zines e afins durante o ano de 2011. A previsão inicial era de que o Anuário fosse lançado no UGRA FEST, mas como na época a correria para o festival estava vertiginosa, todos os esforços da UGRA se direcionaram para o evento. Um outro argumento para o lançamento posterior foi a garantia da qualidade e acabamento da publicação (lembremos que o artesão e editor Douglas Utescher gosta de coisas arcaicas como costuras manuais, recortes e impressões com métodos artesanais). Esta edição do Anuário conta com a ajuda de dois membros do Zinismo, eu e o Márcio Sno.

Douglas tem trabalhado madrugadas inteiras na produção dos Anuários.

Por falar em Márcio Sno, o segundo lançamento do dia diz respeito justamente a este cabra. Trata-se do lançamento do Segundo Capítulo do Fanzineiros do Século Passado que sairá desta vez com um DVD recheado de bônus e acompanhado de um fanzine caprichado. Se o primeiro capítulo teve um viés mais saudosista, neste segundo episódio Sno investiga um pouco da produção contemporânea, como o fanzine a serviço do rock, os fanzineiros deste século e os estímulos para a produção impressa.

O zinista Marcelo Viegas confere conteúdo obsceno do zine encartado ao DVD.

Fanzineiros do Século Passado - Cap. 2 - teaser from Márcio Sno on Vimeo.


Além disso, teremos a presença do ilustre ilustrador Rodrigo Okuyama que estará lançando alguns de seus novos zines incríveis. Como costumo enfatizar, sem exagero, os zines de Rodrigo estão entre os melhores feitos no mundo nos dias de hoje com suas impressões manuais (estencil), capas costuradas e materiais inusitados. Oportunidade rara de adquirir estas preciosidades.


O quarto lançamento é o ZINE TRALHA, feito pelo artista gráfico Daniel Hogrefe.
Trata-se de um zine que resgata e valoriza um pouco da arte perdida dos flyers e cartazes de shows, principalmente do punk e harcore. Além das imagens, entrevistas, como a do mestre Ete, lendário desenhista de caveiras, zumbis e outras criaturas do além. Um pouco do trabalho do Daniel pode ser acompanhado aqui.


E como não poderia faltar, um bom som. Marcelo Fusco e Maurício Rossi se apresentam com o Dub Cavera.

Demorou né?

Dia 14 de abril de 2012 - das 17:00 às 22:00 horas.
Entrada gratuita.

Hotel tee's
Rua Matias Aires, 78, São Paulo, Brasil
Próximo ao metrô Consolação.

sábado, 31 de março de 2012

ZINE NO MAKE UP TIPS # 3


Zine feito pela Gabriela Gelain e sua amiga Jessica Nakaema. As duas garotas são do Rio Grande do Sul e a Jessica mora atualmente mora em São Paulo.

O zine funciona como um modo de manter a “liga” da amizade quando a distância entre as amigas se estabelece e trata de temas relativos ao universo punk/hardcore com um viés feminista.

Nesta edição entrevistas com as bandas Chuva Negra e Inseto Social, resenhas de bandas, conto de Luis Perossi (zine Meus Amigos bebem muito café), resenhas de shows, quadrinhos e textos de reflexões.

Destaque para a linguagem do zine que consegue um equilíbrio que considero
importante nas publicações do tipo: é pessoal sem ser e confessional e informativo sem cair na frieza “jornalística”.

Gabriela, que é estudante de jornalismo na Universidade Federal de Santa Maria, mantém um divertido programa na rádio da universidade chamado Santa Demo (Santa Maria + Demo tape, sacou?), que é dedicado ao punk/harcore e metal e vai ao ar aos sábados às 13:00 horas, acompanhe aqui.

nomakeuptips@hotmail.com

terça-feira, 27 de março de 2012

ZINE STREET GROUND # 1 e 2

Street Ground é o novo zine feito por Rogério Alves (Last Call Zine) de Barueri – SP, que também toca o blog e os projetos do Art till Death. O autor além de fazer seus próprios trampos com “lambs” faz o zine para divulgar a cena baseando-se em três meios de expressão: o skate, a música independente e a arte urbana.


No primeiro número matéria com o ícone Raymond Pettibon, entrevista com a banda local The Push Mongos, muitas fotos de colagens nas ruas e uma entrevista exclusiva com o fotógrafo Eric Marechal, que fotografa e sai colando posters alheios nas ruas de todo mundo.


No segundo número matéria sobre a fanzinada no MASP, fotos de trabalhos nas ruas, release de bandas , CDs e Zines.


O fato do zine priorizar os trabalhos “colados” na rua, sejam stickers, lambs ou posters é um grande mérito, pois há poucos zines no Brasil que tenham como foco estes meios.

Visite também o blog do Art Till Death, Rogério sempre o mantém atualizado com eventos ou assuntos relacionados, sejam eles locais ou globais (como nos ensinaram os velhos mandamentos punks/hc).


sábado, 24 de março de 2012

LAW TISSOT - COBERTURA DO II UGRA FEST + SAO PAULO


Law Tissot certamente faz parte do grupo de pessoas que têm 48 horas dentro de um dia.

Artista, educador, zineiro, videomaker, fundador e "mantenedor" da Fanzinoteca Mutação, em Rio Grande (RS), Law esteve em São Paulo nos dias 09 e 10 de março para o II UGRA ZINE FEST.

Além de participar como palestrante, Law fez uma cobertura em video sobre o evento e também sobre sua rápida passagem pela cidade de São Paulo neste final de semana. Quem conhece o trabalho de Law sabe que seus personagens cyber-punks poderiam muito bem ter perfeitamente em São Paulo, o cenário utópico apocalíptico para suas existências.

O video extrapola os limites do festival e conta subjetivamente a história de um final de semana do artista, que transplantado de sua pacata cidade natal, teve apenas dois dias para aplacar sua fome de caos, cultura e informação. Junta se a isso a materialização da amizade com vários amigos que até o momento eram conhecidos através cartas, emails ou seus zines. Sem dúvida pouco tempo e muitas expectativas. E pode acreditar que nenhum segundo foi desperdiçado. E este video é um modo de compartilhar um pouco do que o artista viu e viveu nestas 48 horas (que no seu caso poderiam ser 96?).



terça-feira, 20 de março de 2012

ENTREVISTA ROGERIO GEO - INDIE IS DEAD!


Não é novidade para ninguém que a internet se estabeceu como uma ferramenta poderosa para o aparecimento e divulgação de artistas plásticos jovens, dentre eles muitos oriundos das culturas punks e hardcore: fazedores de zines, de cartazes, de capas de cds, graffiti e tatuagem.

Muitos destes artistas resolvem extrapolar o suporte virtual, ganhando assim espaços em publicações impressas, fazendo exposições,fabricando seus próprios zines e livretos e entrando numa rede de correspondências e troca de materiais via correio que circula no submundo postal brasileiro.

É o caso do artista baiano Rogério Geo, cujas colagens estampam além da net, publicações nacionais e estrangeiras. Recentemente lançou seu zine de colagem Fell Paper e está com a exposição individual Atrofiando a Teoria (Em papel em Espirito) em sua terra natal, Lauro de Freitas, até o final de março.

Conversamos com o Geo sobre suas influências, zines, punk rock, espiritualidade, a cena de arte independente e etc.

Confira!


ZINISMO: Conte sobre a sua constituição enquanto artista e o porquê de sua opção pela colagem.
Rogério Geo: Tive meu primeiro contato com a arte na infância quando fazia desenhos enormes no chão e em tudo que achava. Costumava sujar tudo com canetas e tintas. Desenho desde que me entendo por “gente” e sempre recebia diversas reclamações (risos)! Mas foi só na adolescência, digamos assim, que tive um envolvimento mais profundo com arte. Foi quando comecei a me envolver com o punk rock e comecei a procurar saber dessa cultura e dos artistas das capas de discos.

Eu amava a capa do Incesticide do Nirvana e achava aquilo a melhor coisa do mundo, a combinação da fúria e da arte! Queria produzir algo naquela pegada. Aí com base nessa banda fui conhecendo tanta coisa e recebendo tanta informação de arte que fui desenvolvendo meu gosto pelas collages, que vieram com as primeiras capas do Green Day, os discos do DK da galera que eu conhecia e era mais velha no punk (ficava de queixo caído quando via aqueles encartes podres cheios de collage,uma por cima da outra).

Durante o período que tive banda produzi muita coisa de letras e collage mais dadaísta para nossas capas. Com o fim da banda fiquei me sentido péssimo por não poder me expressar da forma que eu queria e foi daí que comecei a fazer esse estilo de collage que venho produzindo até os dias de hoje.


No seu trabalho, as influências parecem vir de outros lugares além das artes gráficas. De onde elas elas surgem?
Sem me delongar, tenho bastante influência de literatura e poesia regional, mas a maior referência vem do punk rock e do “faça você mesmo” que é o que motiva uma juventude a se voltar para um lado mais sentimental e artístico ao invés de bobagens e alienação juvenil. Me sinto muito feliz por não fazer parte de todos esses estereótipos de gente bem sucedida socialmente, que são empurradas garganta abaixo. Sou fã de gente como Kurt Cobain, John Frusciante, Greg Sage e Ian Mackaye. São pessoas que na minha concepção levaram o “faça você mesmo” a níveis de entendimento que nenhum intelectual metido a romancista entenderia e que fizerem jovens como eu produzir o que podem e dar o melhor de si nisso, independente da opinião alheia.


Os artistas que têm sua origem no punk ou hardcore geralmente trabalham com uma estética mais agressiva, irônica e impactante. Percebo que sua linguagem caminha por algo mais sutil e sereno. Fale um pouco sobre isso.
Sou muito fissurado em surrealismo e poesias mais singelas. Também gosto da forma com que as pessoas extraem a raiva na arte mas não sei se isso é saudável ou mesmo o mais importante. Entendo e tento respeitar que alguns se expressem melhor xingando e murmurando em sites/trabalhos ou sei lá o quê. Uma vez um certo amigo meu disse o seguinte "quem grita mais alto, normalmente é ouvido mais fácilmente". Eu assino em baixo desta afirmação. Não sei, mas não combina comigo ser ANARCHY AND DESTROY. Para agregar um público fiel e tal, prefiro ser do meu jeito mesmo( cara de cidade pequena) e procurar conhecer novos amigos do que priorizar um lado Ruim do ser humano que infelizmente já vem de natureza. Raiva e frustração fazem parte na arte, mas publico fiel ao ódio é coisa para o SEX PISTOLS (risos). Penso assim, eu tenho é amigos que não tive ainda o prazer de conhecer( isso não é um clichê). Daí a serenidade da coisa.

Recentemente você lançou o (zine) Fell Paper que está afinado com uma tendência que se estabelece no Brasil de alguns artistas mais jovens encararem naturalmente os zines como suporte para suas artes e também de se envolverem na rede de troca de cartas e publicações. Fale sobre o Fell Paper e sobre este movimento.
O fell paper é um sonho antigo na verdade, porém materializado recentemente com bastante suor e a ajuda de alguns amigos como o Raom B e a Karin Cristina, que ajudaram na edição.

Antes dele já tive alguns outros mais “punks”. Sem querer pagar de Old school, esse não é o primeiro zine e nem vai ser o último. Assim espero. Já fiz alguns antes e tudo mais e falando sobre esse ”movimento” acho muito bonito. Acho romântico você receber um zine em tua casa nos tempos de hoje. Com cartinha então é de chorar cara! Eu tenho uma pá de zine de amigos aqui e também uns antigos de anarco punk/libertário, feminismo e etc, tem também uns de collage gringa que os amigos estrangeiros mandam. Curto muito ter publicações em zines e dou maior valor a quem faz essa intervenção, acho muita atitude pensar nessa forma de produção como divulgação pessoal e acho mais lindo ainda quando essa produção se torna coletiva.


Você é um artista que tem transitado por publicações impressas e também utiliza muito a internet. Como você lida com ambos os suportes?
Gosto de ambos, mas para ser sincero fico muito feliz quando rola impresso, o fato de tocar sentir o cheiro e ver que vai gerar uma agregação de mão em mão e entre amigos e amigos é muito agradável. Porém, publicações como a (Numero Único) do Fábio A e a SoLocos entre outras me deixam emocionado, porque ali tem tanta amizade e coletividade que conseguem derrubar a concepção de impresso que tenho. Acredito que deveria ser assim cara, as pessoas dão pouco valor para a produção virtual, é entendido como algo banal, que qualquer um pode editar com um programa vagabundo, mas no futuro essa galera acostumada com esse facilidade "de tudo muito rápido" vai dar valor a nomes como Fábio A dentre outros.


Como é o seu processo de criação?
Meio caótico: um bolo de papel amontoado no chão e nas cadeiras, tinta pra caramba e um monte de material. Daí começo fazendo muitas camadas de texturas a fio pra depois pensar na constituição dos personagens. As vezes fico dias, semanas e só consigo finalizar quando me sinto bem espiritualmente.

Você está com uma exposição em cartaz em Lauro de Freitas, sua cidade natal. Como foi expor pela primeira vez seus trabalhos numa individual?
Emocionante! Todo mundo que eu esperava foi e também muita gente que nem sonhava conhecer. Valeu muita a pena pois abriu algumas portas que só estavam fechadas por falta de uma ação mais direta da minha parte. Rolaram inclusive alguns convites que só posso divulgar futuramente, mas uma coisa é certa, logo, logo vou materializar alguns papos com amigos de longe e conhecer a natureza de certos lugares que só pude ver em filmes e fotos.


Compartilhe conosco um pouco da cena de colagem punk que assola o
Brasil.

A produção nacional de colagens sem duvidas está de parabéns. Aqui estão alguns dos melhores. Tem tanta gente boa que me perco na lista, mas ai vai: Fábio A, Rael Brian, Bá, Mauricio Planel, Marcia Albuquerque ,Camila Martins, Marcel Lisboa, Kauê Garcia, Alex Vieira,Gustavo Rocha, Abu entre tantos outros que colam, literalmente na cena. Espero que cresça cada dia mais e mais e que não precisemos ficar ouvindo ressaltes de vanguardas da “arte punk”. Que possamos criar nossa cena de forma sincera e jovem, não me importo com o termo “jovem”, acho que ser “jovem” é um estado espiritual, alguns são jovens demais para se entregar a arte e outros estão de corpo e alma nela, cabe a cada um fazer sua escolha.

domingo, 4 de março de 2012

PALESTRAS E DEBATES - II UGRA FEST



Um dos pontos especiais do II UGRA FEST ZINE são as palestras.

O critério para seleção dos temas e dos palestrantes do evento deste ano foi principalmente trazer discussões relevantes e que abordassem questões presentes no contexto atual de produção de fanzines no Brasil.

A primeira Palestra do dia é com Nenê Altro.

Muita gente quando ouve seu nome associa imediatamente às bandas das quais é vocalista, principalmente o Dance of Days.

Mas além da produção musical, Nenê se movimenta por outras produções independentes, como é o caso dos fanzines. Nenê é fanzineiro desde 1987 e é neste meio que propaga com alguns convidados selecionados, idéias políticas, pensamentos sobre a cena independente do punk e do hardcore e mil outras coisas.

Publicou durante muito tempo o jornal Antímidia e agora está na ativa com o PEST. Seus zines têm tiragem não inferior a 5000 cópias e são gratuitos, demonstrando uma habilidade notável de Nenê em tocar suas publicações, inclusive em um aspecto delicado e que aflige a maioria dos produtores de zines: seus custos.



A segunda palestra é com o Law Tissot.

Fanzineiro desde 1984, com o fanzine Mutação. Editor – desde então – de tantos zines que a memória não alcança mais. Colaborou em mais outros zines mundo afora, com textos, colagens, desenhos e quadrinhos. Tocou em bandas punk, gótica (dark?) e cyberpunk. Publicou no Cybercomix nos anos 90 a série “Tribos Urbanas do Século XXI” que posteriormente deu origem a série “Cidade Cyber” publicada na revista independente Areia Hostil, co-editada ao lado do Lorde Lobo entre 2001 e 2006. O Areia Hostil ganhou um HQ Mix em 2006, também. Formado em Artes Visuais licenciatura e na pós-graduação em Poéticas Visuais. Trabalha como diretor, produtor e editor de vídeos na Rede de Pontos de Cultura da Universidade Federal do Rio Grande e no Ponto de Cultura ArtEstação.

Lançou diversos documentários, curtametragens e clipes. Mantém a Fanzinoteca Mutação no Ponto de Cultura ArtEstação. Quase sempre fica isolado na sua aldeia, localizada na cidade do Rio Grande, extremo sul do Rio Grande do Sul. Mesmo assim, às vezes, arrisca algumas aventuras em outros territórios, em outros mapas, como é o caso de sua incursão pelas terras paulistanas no UGRA FEST.



A última palestra é com ilustre desenhista Marcatti.

Francisco Marcatti é o maior nome dos quadrinhos underground do Brasil.
Fundou a Editora Pro-C em 1980, quando comprou uma ordinária impressora offset de mesa e deu um verdadeiro olé no esquema tradicional das editoras, publicando suas próprias revistas e títulos de outros artistas. Nesta época publicou o primeiro livro do autor Lourenço Mutarelli.

Tornou-se nacionalmente conhecido ao desenhar a capa do disco “Brasil”, da banda Ratos de Porão, em 1989 e ao publicar na lendária Chiclete com Banana.
Ao longo de mais de 3 décadas de produção, abocanhou o prêmio Jayme Cortez de incentivo aos Quadrinhos e nada menos que 4 prêmios HQ Mix consecutivos na categoria Publicação Independente.

Já teve lançamentos pelas editoras Opera Graphica, Escala, Conrad e Devir.
Atualmente, entre diversos projetos pessoais autopublicados é também colaborador da revista MAD.



Após as palestras, teremos o Debate “Quadrinhos Independentes: Opção ou Condição?”, que contará com a participação do Marcatti, do Law Tissot e também do Thiago Spyked. A mediação fica por conta do quadrinista Will.
O tema debate surgiu mediante a realidade de que há um grande número de zines e publicações independentes voltadas para o segmento de histórias em quadrinhos.

Thiago Spyked é o mais novo dos participantes do debate. Nasceu e vive em São Paulo, começou a publicar seus quadrinhos em 2004 e continua até hoje. Formado em Design gráfico no Mackenzie, trabalha como designer gráfico e ilustrador em mercado editorial e publicitário, dá aulas de desenho e quadrinhos pelo projeto Zines nas zonas de Sampa desde 2010.

Fundou e coordena a editora Crás na qual trabalha publicando apenas obras em quadrinhos nacionais e já teve atuações em diversos eventos do segmento anime/mangá, Fest Comix, Virada Cultural, Semana Temática de Quadrinhos no CCJ, Mercado Mundo Mix, Centro Cultural Vergueiro, FIQ . Atualmente a editora além de publicar suas obras, ainda possui todo know-how de produção dos produtos derivados das publicações, e também presta serviços no segmento publicitário e institucional sempre procurando fazer diferença nos quadrinhos nacionais.

Thiago também publica alguns vídeos na internet onde faz discussões bem humoradas sobre questões interessantes do universo dos ilustradores e quadrinistas.



Will é ilustrador e quadrinista, um dos responsáveis pela criação do fanzine Subterrâneo (2004). Em 2007 ganhou dois Troféus HQMIX, e recebeu menção honrosa de Melhor Desenhista no 1º Troféu Alfaiataria de Fanzines. Em 2008 criou o personagem, Demetrius Dante. Em 2011 publicou Ciranda Coraci e O Senhor das Histórias, ambos em parceria com o roteirista Wellington Srbek e, de forma indepedente, O Louco, a Caixa e o Homem, com o roteirista Daniel Esteves. Participou da coletânea MSP+50 (2010), tem trabalhos publicados na revista Front e nas publicações independentes: JAM, Tempestade Cerebral, Garagem Hermética entre outras. Lançou duas revistas do Sideralman (2007 e 2009). Participa do Quarto Mundo e do Petisco.

Programação Completa:

DIA 9 DE MARÇO, SEXTA-FEIRA, ÀS 21h
Local: Sattva Bordô – Praça Roosevelt, Nº 82 – Centro – São Paulo / SP
Quanto: R$10

Festa de lançamento do 2º Anuário de Fanzines, Zines e Publicações Alternativas.
Shows com Ajax Free, Noala e Hutt.


DIA 10 DE MARÇO, SÁBADO, ÀS 14h
Local: Casa do Fazer – Rua Humberto I, 201
Quanto: Colaboração espontânea (colabore com o que puder, se puder). Oficinas: R$20

14h: Oficina de Estêncil com Daniel Melim
Valor da oficina: R$20. Vagas limitadas.
Inscrições antecipadas pelo e-mail ugra.press@gmail.com

15h30: Oficina de Customização de Fanzines com Rodrigo Okuyama
Valor da oficina: R$20. Vagas limitadas.
Inscrições antecipadas pelo e-mail ugra.press@gil.com

17h: Palestra com Nenê Altro
Gratuito. Vagas limitadas. Retire senha no local 20 minutos antes do início da palestra.

17h: Início da mostra Doc.Zines (
Consulte programação aqui)
Gratuito. Vagas limitadas.

17h50: Palestra com Law Tissot
Gratuito. Vagas limitadas. Retire senha no local 20 minutos antes do início da palestra.

18h40: Palestra com Marcatti
Gratuito. Vagas limitadas. Retire senha no local 20 minutos antes do início da palestra.

19h30: Debate “Quadrinhos Independentes: Opção ou Condição?”, com Marcatti, Law Tissot e Thiago Spyked. Mediação: Will.
Gratuito e aberto a todos os presentes.

21h: Estréia dos documentários “Fanzineiros do Século Passado – Capítulo 2″, de Márcio Sno, e “Ugra, the Karma”, de Paulo Oliveira.
Gratuito e aberto a todos os presentes.

Durante todo o dia: Exposição de zines, feira de publicações alternativas, comes e bebes. Gratuito e aberto a todos os presentes.

domingo, 9 de janeiro de 2011

1º UGRA ZINE FEST + LANÇAMENTO FANZINEIROS SÉC. PASSADO (CAP. 1)

Vai acontecer 1º Ugra Zine Fest, que é o lançamento do Anuário de Fanzines.

E para comemorar essa façanha, serão realizados dois eventos: uma festa no Espaço Impróprio (11/02) e um dia de atividades (12/02 - um dia lindo na vida desse que vos escreve! yep! It's my birthday!!!) no Espaço Concreto (veja a programação completa logo abaixo).

No dia 12 nosso comparsa (praticamente um Zínico honorário), o senhor Márcio SNO irá participar como palestrante, junto com Renato Donisete, do Aviso Final Zine (que completou 20 anos de existência!).

No final do evento será exibido o documentário: Fanzineiros do Século Passado – Capítulo 1, no qual alguns personagens que alimentaram o mundo com seus fanzines falam dessa experiência.

Segue o serviço completo:


O boato já havia se espalhado pelo submundo fanzineiro, mas é com grande prazer que anunciamos agora, oficialmente, a realização do 1º UGRA ZINE FEST.
Serão dois dias de celebração à imprensa alternativa e ao espírito faça-você-mesmo. Editores, autores, quadrinistas, videomakers, pesquisadores e bandas se revezarão em um cronograma de intensas atividades. Confira a programação, espalhe a notícia e participe!


DIA 11 DE FEVEREIRO, SEXTA-FEIRA, ÀS 21h
Local: Espaço Impróprio – R. Dona Antonia de Queiroz, 40 (veja o mapa)
Quanto: R$8
Festa de lançamento do 1º Anuário de Fanzines, Zines e Publicações Alternativas da Ugra Press. Para comemorar, Elma, Test e Sleepwalkers Maladies, 3 das mais instigantes bandas da cena underground paulistana, surpreenderão os ouvidos presentes com propostas completamente distintas mas igualmente provocantes.
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DIA 12 DE FEVEREIRO, SÁBADO, ÀS 14h
Local: Concreto – Rua Fradique Coutinho, 1209 (veja o mapa)
Quanto: Grátis (exceto oficinas)
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Vença a ressaca da noitada de sexta e encare uma overdose de atividades e idéias.
Veja os detalhes:
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Durante todo o dia: Exposição de zines, feira de publicações alternativas e mostra de vídeos
Editores interessados em participar da Feira, entrem em contato pelo e-mail ugra.press@gmail.com para mais informações.

14h00: Oficina de Encadernação Artesanal com Rodrigo Okuyama (zine La Permura) **Inscrições Abertas!**
Valor da oficina: R$15. Vagas limitadas. Inscrições antecipadas pelo e-mail ugra.press@gmail.com
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15h30: Oficina de Serigrafia em Papel com Cooperativa Manjericão (zine Quem Tem Dedo Vai a Antares) **Inscrições Abertas!**
Valor da oficina: R$15. Vagas limitadas. Inscrições antecipadas pelo e-mail ugra.press@gmail.com
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17h00: Palestra “Biographic Zines” com Gazy Andraus e Elydio dos Santos Neto
Gratuito. Vagas limitadas. Retire senha no local 20 minutos antes do início da palestra.
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17h40: Palestra “A Imprensa Alternativa no ABC” com Olga Defavari
Gratuito. Vagas limitadas. Retire senha no local 20 minutos antes do início da palestra.
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18h20: Palestra “Tour de Zines” com Coletivo Você Tem Que Desistir e Cooperativa Manjericão
Gratuito. Vagas limitadas. Retire senha no local 20 minutos antes do início da palestra.
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19h00: Debate “O Futuro dos Zines” com Renato Donisete (zine Aviso Final), Márcio Sno e convidados a confirmar
Gratuito. Vagas limitadas. Retire senha no local 20 minutos antes do início do debate.
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

AVISO FINAL 20 ANOS - EDIÇÃO ESPECIAL



Não precisamos dizer que o ZINISMO é fã do fanzine AVISO FINAL.
Quando nós fizemos nossos primeiros e inexperientes fanzines há treze ou quatorze anos, o zineiro Renato Donizete já estava na batalha com o AVISO FINAL há mais de cinco anos, batalha esta que continua até hoje.



Difícil mensurar o quanto um fanzine como este fez e faz pelo punk, hardcore e a "cena alternativa" em geral.

O que começou com a nobre missão de resgatar as antigas bandas da região (ABC paulista) tornou-se uma referência no fanzinato nacional, extrapolando o fanzine de papel, através de shows, coletâneas de bandas, encontros de zineiros e muito mais.



Agora, o incansável Renato lança a edição especial de 20 anos, um catálogo com todas as capas do fanzine, uma história ilustrada dessa missão que esperamos que dure ainda mais.

Longa vida ao AVISO FINAL e saúde e sabedoria ao Renato Donizete. Caras como este, que sobrepujam o ego pela causa, fazem toda a diferença.

ZINISMO RECOMENDA!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

FLÁVIO GRÃO - CONCRETO


Lançado em parceria com a editora Ôrganiza,
Concreto é o mais recente zine/livreto de Flávio Grão e segue a mesma tendência do Manufatura, seu trabalho anterior. A ausência de palavras vincula cada vez mais mensagem à forma, neste caminho, o conteúdo é passado através de uma mistura de diversas colagens com seus inconfundíveis traços nos quais se liquidificam influências de Escher, Crumb e até Lourenço Mutarelli. No fanzine, toda a arte remete às construções do centro velho de São Paulo nas suas configurações mais originárias e aos seus diversos transeuntes do presente e do passado. Tanto a arquitetura como os indivíduos são elementos fixos e ao mesmo tempo dinâmicos da trama.

Este texto pictórico não permite que a realidade seja fragmentada, os personagens e o todo são mutuamente dependentes, a arquitetura e a história são construídas pelos indivíduos que acabam adquirindo as marcas de seus construtos, em outras palavras, a cidade de Flávio Grão é “o que são” e “o que fazem” seus transeuntes dinâmicos e pensantes, dependentes uns dos outros. Ilusoriamente, a realidade pode parecer fragmentada em muitas faces, diversos locais, estilos, sexos, idades e rotinas, mas na verdade, todos se formam e se influenciam por algo muito maior, complementar e concreto.

Impresso em vergê, cada exemplar do Concreto vem com uma arte diferente na capa em papel vegetal, tem tiragem limitadíssima e é numerado manualmente.

Zinismo recomenda!

Obs: Para saber mais sobre o Zine Concreto e outros trabalhos de Flávio Grão basta acessar sua entrevista para Punknet através deste link.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

3º ENCONTRO DE ZINEIROS NA COMBAT ROCK

3º ENCONTRO DE ZINEIROS - COMBAT ROCK

Essa veio via Viegas, por email, então, considere esse um post "psicografado" por mim, mas de autoria do Viegas! ;) - não é um guest post, mas um spiritual post!!!

Nosso amigo Márcio (Combat Rock/New City Rockers) deu o salve:

Acontecerá no próximo dia 06/11 o 3º Encontro de Zineiros lá na loja Combat Rock Discos (Rua Barão de Itapetininga, 37 Rua Alta loja 66).

Alem de juntar zineiros e entusiastas do fanzinato, o evento ainda contará com uma exposição de zines e flyers de shows de bandas produzidos durante as décadas de 80 e 90.

Quem quiser levar material para expor/trocar/vender fique á vontade! O Márcio vai adorar isso!!!

Um encontro essencial para zineiros da velha escola, mas principalmente para a nova geração de autores/editores de zines, afinal, pode ter certeza que quem for lá, terá acesso à um verdadeiro arsenal da cultura zineira.
Portanto, não percam! Colem lá na Combat Rock Disco, escutem um The Clash com o Márcio e viaje no tempo degustando e conhecendo o que moveu a verdadeira imprensa alternativa durante a sua época de ouro aqui no Brasil e, aproveite para se inspirar, trocar infos, conhecer outros zínicos e tentar arranjar aquele número daquele zine que você ama, mas, a porra do número 3 falta na sua coleção porque seu ex-vizinho pegou pra ler e dois dias depois se mudou para Manaus! (e nunca mais voltou... diria Tim Maia!)

Mais uma vez para não esquecer:

3º Encontro/Expo de Zineiros na Combat Rock Discos
Sábado 06/11/10 à partir das 14:00h
A Combat Rock Discos fica na
Rua Barão de Itapetininga, 37 Rua Alta loja 66
próximo ao metrô República


Quem quiser/puder ajudar divulgando no Orkut, Facebook, Twitter ou mandando esse post via email para seus camaradas da resistência zineira, o ZINISMO e o Márcio agradecem!

Quem for de longe ou mesmo de Sampa, mas quiser entrar em contato com o Márcio antes do Encontro/Expo para saber mais detalhes é só mandar um email para combatrockloja@gmail.com.

Recado dado! A gente se encontra por lá!

...keep the hope alive!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

LAST CALL ZINE



Recebi recentemente um daqueles pacotes de fanzines de papel que nos garante diversão e informação por um bom tempo.

Rogério de Moraes (Barueri Zine) edita o LAST CALL ZINE, fanzine de punk/hardcore e arte (urbana ou não).

Interessante notar a evolução e direcionamento que o LAST CALL rapidamente apresentou em suas três edições (#0 ao 3).

O LAST CALL número 3 conta com a participação do talentoso designer Diogo Rustoff com desenhos e textos, ótima matéria sobre a artista GEE VAUCHER e entrevista com a banda sanguexódioxhardcore.



No pacote veio também o interessante fanzine? de bolso ISTO NÃO É UM FANZINE, com uma interessante matéria a respeito da m-city (que merece uma matéria solo, em breve).



ZINISMO RECOMENDA!

Contatos: claskate@ig.com.br

quarta-feira, 3 de março de 2010

SEGUNDO ENCONTRO DE ZINEIROS


Zineiros, atenção: vai rolar no dia 06 de março o Segundo Encontro de Zineiros, na Loja Combat Rock, em São Paulo (SP). Segundo os organizadores, "a ideia é dar continuidade nesses encontros, e tentar encontrar soluções para manter o zine impresso circulando no Brasil. Quem quiser trazer seu zine para trocar/vender, fazer parte dos debates ou simplesmente para apoiar o evento vai ser muito bem-vindo!"

Serviço
data: 6 de março de 2010
hora: 14hs
local: Combat Rock Discos - R. Barão de Itapetininga, 37 - loja 66 - Galeria Nova Barão - Centro, São Paulo, SP.


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