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segunda-feira, 8 de abril de 2013

VINHETA OLD SCHOOL

Da época áurea da MTV Brasil, uma vinheta que ficou cravada na memória afetiva de toda uma geração. Foi a primeira vinheta feita pela artista Silvana Mello para o canal de música. Trilha com Sleater-Kinney e Seaweed, e roteirinho inspirado, segundo a Silvana, na música "do you still hate me?", do Jawbreaker.

Pra matar a saudade:



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domingo, 25 de novembro de 2012

O NOVENTACIONÁRIO

Confesso, sou um noventacionário. Ou seja, um reacionário pró-anos noventa. Essa palavra, como você sabe, não existe. É apenas uma brincadeira, algo válida, algo sincera, com esse espírito de apego às coisas dos "dourados" anos noventa. Você também pode inventar a sua palavra adequada. Tinha pensado em "noventrógrado", tem quase o mesmo sentido.

O apego é inevitável. Não apenas o meu particular apego, mas o apego geral das pessoas referente aos seus respectivos anos dourados, normalmente associados aos anos da juventude. A "melhor época" é sempre a sua época, lição importante que aprendi com um amigo. Como jornalista, tento evitar esse favorecimento às coisas relativas à minha época. Mas como indivíduo, com gostos e desgostos, ou ainda como blogueiro, o que me permite certa liberdade, mando esse policiamento à merda.

É comum, previsível e até enfadonho ver um noventacionário escrevendo sobre bandas dos anos noventa, ou vídeos de skate dos anos noventa, ou seja lá qual for a manifestação estética-cultural-artística-comportamental desse período. Mas a gente continua fazendo isso, foda-se, é quase inconsciente, instintivo. Porém, percebe-se a importância de algo quando alguém desinteressado ou exterior aos fatos/época atribui valor à essas coisas. Um exemplo prático: uma banda de guris de vinte anos (quando muito) tocando um som datado, que remete imediata e incontestavelmente aos sons praticados numa época bem distante da sua. Nessa hora você pára e pensa: "não tem mais pra onde ir, tem que olhar pra trás mesmo".

Do prático ao específico: é o caso da banda DIIV. Pronuncia-se Dive. Quarteto de New York formado em 2011. O dono da banda é Zachary Cole Smith, que também toca guitarra no Beach Fossils. Eles lançaram um excelente debut esse ano, chamado Oshin. Quando você escuta DIIV, a impressão é que está ouvindo uma banda do começo dos anos noventa. Guitar band nos moldes antigos, ou como a Spin bem definiu, neo-shoegaze. Zachary não viveu os anos noventa, mas é tão noventacionário quanto eu. Ou quanto o Lê Almeida.



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terça-feira, 23 de agosto de 2011

ESPORRO: NOVO LIVRO DE LEONARDO PANÇO




"Esporro" é o nome do próximo livro do carioca Leonardo Panço, no qual o autor vai discorrer sobre sua experiência no cenário underground do Rio de Janeiro nos anos 90. Esse será o terceiro livro do Panço (os outros são "Caras Dessa Idade Já Não Lêem Manuais" e “Jason 2001- Uma Odisséia na Europa”).

Com exclusividade para o Zinismo, o autor aproveita para adiantar alguns aspectos da obra: "Acho que meu livro é um livro de uma turma, de uma galera específica. Não exatamente da cena carioca toda dos anos 90. E é quase que todo sobre os anos de 92 e 93, então ele é bastante fechado em um tempo e espaço. Todo mundo que teve ou tem banda no Brasil vai se identificar com as histórias, as roubadas, as loucuras. Agora estamos pensando em um DVD, uma coisa mais complexa, mas tudo indica que vai sair".

Veja o teaser logo abaixo:

Esporro from Esporro on Vimeo.



Sobre o autor:


Leonardo Panço é uma das figuras mais ativas na cena independente brasileira, atuando nas mais diversas frentes: fanzineiro (Gnomo da Tasmânia e outros tantos), músico (Soutien Xiita e Jason), mídia (Rock Press e muitas outras publicações), selo (Tamborete), organizando shows, caindo na estrada (aqui e no exterior) e fazendo acontecer, sem esperar que as coisas caiam do céu. Do it yourself pra valer!

foto: Mauro Pimentel






Saiba mais sobre o projeto nos links abaixo:

twitter

youtube
vimeo
facebook

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quinta-feira, 30 de junho de 2011

SEAWEED NOVO!


Depois de 13 anos, o Seaweed está de volta: no dia 4 de julho sai, pelo selo No Idea, o compacto “Service Deck”/”The Weight”. Apenas em vinil! Prediletos da casa (e nesse caso falo em nome de todos os zinistas), o Seaweed é uma banda impossível de rotular, verdadeira instituição do rock alternativo dos anos 90. Desnecessário dizer que estamos muito felizes com a notícia desse lançamento, e ansiosos pra botar as mãos nesse vinil.

Pra saciar a curiosidade dos fãs, o site da revista Magnet disponibilizou, para stream, as duas músicas novas da banda. Clique aqui e seja feliz.

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adendo parte 1

Coincidências existem. Tipo 15 minutos depois de subir esse post, fui checar meu email e lá estava o remetente: Aaron Stauffer (vocal do Seaweed). Tinha enviado um email pro cabra uns tantos meses atrás, e a resposta chegou apenas hoje. Coincidentemente hoje.

Diz o email: “Desculpe pela demora em responder. Tenho andado muito ocupado, sou um enfermeiro agora, e trabalho à noite, turno de 12 horas. Muitas vezes eu apenas durmo o dia inteiro nas minhas folgas. Bom, o Seaweed fez 10 shows desde a reunião. Em agosto, vamos fazer um show em Tacoma (WA) e talvez uma pequena tour australiana em fevereiro, que seria nossa primeira tour nesse retorno da banda. Em geral, temos optado por fazer shows isolados. O primeiro que fizemos, nessa volta, foi em New York. Temos até que composto bastante, mas queremos lançar apenas o 7” – um álbum seria um exagero.”

Claro que aproveitei o ensejo para questioná-lo sobre uma visita ao Brasa. Daqui alguns meses terei a resposta e compartilho com vocês.

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

ASSISTA: FANZINEIROS DO SÉCULO PASSADO



Já haviamos dado a fita aqui há algum tempo. O fanzineiro Márcio Sno estava entrando em contatos com alguns colegas dos anos 90 e agilizando a produção de um documentário sobre os fanzines na época.

A idéia inicial era que fossem captados depoimentos em várias partes do Brasil (e por diversas pessoas) sobre a cena zineira. Estes depoimentos seriam posteriormente editados e transformados no documentário "Fanzineiros do século passado". Nem tudo porém ocorreu como previsto inicialmente e Márcio se viu (passada a empolgação inicial) praticamente sozinho para tocar a produção. Como Sno é brasileiro (e corinthiano) e não desiste nunca, reacendeu seu velho espirito fanzineiro do-it-yourself, emprestou uma câmera, convocou seu filho e começou a colher os depoimentos para o documentário, sem verbas ou apoios de qualquer tipo.

Imbuído de seu novo lema "Se ninguém faz, façamos", o fanzineiro incansável colheu entre abril e novembro de 2010 21 depoimentos (somado ao depoimento do fanzineiro carioca Pedro de Luna - feito por sua esposa Patrícia Amitrano).

Outra idéia inicial era lançar o documentário em um vídeo único abordando vários assuntos sobre o universo dos fanzines, mas a partir do convite para apresentar uma prévia do doc no lançamento do Primeiro Anuário de Fanzines(da UGRA PRESS), Márcio resolveu lançar o documentário em capítulos, sendo o primeiro - As dificuldades para botar o bloco na rua e a rede social analógica.

Um dos méritos dete documentário de 31 minutos é contar através destas diversas vozes algumas peculiaridades sobre os fanzines na década de 90: os modos como eram feitos, editados, xerocados, as trocas de cartas, a criação da rede social analógica etc. Destaque para as técnicas subversivas com as quais os fanzineiros da época flertavam como a camada de cola no selo, o xerox clandestino e o "desvirtuamento" da carta social.

Para aqueles que viveram a época será divertido recordar e para os mais novos é importante entender como se virava a cultura alternativa em tempos sem internet.

ZINISMO RECOMENDA! Assista na íntegra:

Fanzineiros do Século Passado - Capítulo 1 from Márcio Sno on Vimeo.