quinta-feira, 3 de maio de 2012

A ARTE DE NEIL BLENDER

O skatista old school Neil Blender faz parte daquele seleto grupo dos vanguardistas. Nos anos 1980 era um dos principais skatistas profissionais do cenário norte americano, criando manobras e puxando a evolução tanto no vertical quanto no street. Mas sua influência não se limitava ao seu desempenho em cima do carrinho...

Neil foi um dos primeiros skatistas a fazer os desenhos do seu próprio shape (Pro Model). Essa veia artística, aliás, também se manifestava em verdadeiras performances, misturando skate, estilo, dança, humor e, claro, artes plásticas! Assista o vídeo logo abaixo (de uma volta de campeonato!) e entenda. É INCRÍVEL, e muito à frente da época.



Com o passar dos anos, Blender tornou-se um artista plástico reconhecido. Os fãs de Dinosaur Jr. já conhecem seu traço, das capas de discos como Without a Sound e Leaving On A Jet Plane, esse da carreira solo de J Mascis.




 E mais um pouquinho do Neil Blender skatista, no vídeo Speed Freaks, do fim dos oitenta. A trilha? Dinosaur, é claro!



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quarta-feira, 2 de maio de 2012

VENUS VOLTS - MINI CULT SUPER UNDERGROUND


Somando quase 10 anos de estrada, a VENUS VOLTS lança seu novo disco intitulado MINI CULT SUPER UNERGROUND.
Supostamente morta em 2010, quando, então, lançou disco chamado 'Venus Volts is dead?', que alcançou mais de 5 mil downloads, a VENUS VOLTS retorna para lançar seu sucessor.
Com 11 músicas, MINI CULT SUPER UNDERGROUND resgata a essência da banda formada no começo dos anos 2000. 
Os synths voltam a ser apenas coadjuvantes dando lugar ao retorno das influências originais da banda voltadas para as guitarras.
Gravado, produzido e mixado inteiramente pelos atuais integrantes da VENUS VOLTS, Pelle e Filipe, entre junho de 2011 e fevereiro de 2012, o novo disco da VENUS VOLTS poderia ser o seu primeiro, já que é direto, um disco cru, com guitarras cheias de riffs marcantes, que deixam claras as influências que vão do punk ao pop, dos 80's aos 90's.

 Ouça e baixe Mini Cult Super Underground no Facebook da banda: www.facebook.com/venusvolts

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O QUANTO DE ARTE VOCÊ AGUENTA?


The Records não é uma loja de rock comum. Especializada em disco (em vinil) de punk rock, promove alguns eventos e promoções diferenciados, sempre capitaneados pelo showman Rogerinho Shop que sempre aparece em vídeos promocionais da loja.

Em 28 de abril promoverá a exposição O quanto de arte você aguenta? que exibirá releituras de capas de discos clássicos do punk rock mundial. Embora já tenha confirmadas obras de artistas consagrados, o espaço também está aberto para quem quiser participar com a sua colaboração. As orientações são simples: a capa tem que ter 30x30cm, ser uma releitura de uma capa que já existe(não uma capa totalmente nova para um disco velho) e entregar até o dia do evento na The Records, na Galeria Nova Barão (Rua Barão de Itapetininga 37, Rua alta, Loja 43). A vernisage acontecerá a partir das 14h.

Já estão confirmados os trabalhos de Alemão, Alex Vieira, André Mesquita, Carlos Dias, Carol Brandi, Chico Felix, Daggers, Daniel Levenhagen, Danielone, Eduardo Vaz, Ete, Flavio Bá, Kauê Garcia, Lixero, Lucas Cabu, Magoo, Mateus Mondini, Mila Leão, Murilo Pommer, Sesper e Victor Stephan.

Os zinistas Flávio Grão e Márcio Sno participarão com suas obras. Grão apresentará sua versão para "Steady Diet of Nothing" do Fugazi e Sno refez as capas de SUB e de "Crucificados Pelo Sistema" do Ratos de Porão.

Confira abaixo o reclame estrelado pelo impagável Rogerinho Shop:

segunda-feira, 16 de abril de 2012

SUBVERTER - FOGO SOBRE PAPEL

Alessandro Faria trabalhou uma técnica inusitada em seu projeto de pós graduação em direção de arte: "plasmou" a cara de políticos com uma técnica bem justa para a imagem escolhida, mas melhor do que qualquer descrição é ver o processo por partes em sua ALEGRIA DE PALHAÇO...

NOVA EDIÇÃO DO JORNAL DE CIÊNCIAS SOCIAIS


Olá amigos! Faz tempo que não colaboro com a acidez deste nosso Zinismo e confesso que senti saudades. Precisei de um tempo (longo até) para ler inúmeros textos e escrever intermináveis páginas de uma monografia de Ciências sociais que resolvi encarar, aliás, logo mais postarei algo aqui relacionado a ela.
No momento venho aqui para dizer um tímido
olá e divulgar a nova edição do excelente jornal do colegiado de Ciências Sociais da Fundação Santo André. Desta vez os destaques vão para a entrevista com o reitor Oduvaldo Cacalano com sua retórica explicação sobre o muro construído na sede (histórica) do Diretório Acadêmico e para a cobertura da palestra de David Harvey no Brasil. A versão impressa pode ser retirada na própria FSA ou em um dos pontos de distribuição do ABC.

AZTRAK


AZTRAK é um projeto da dupla Emerson Pingarilho (guitar/bass) e Marcelo Mjp (drum machine/synth), que acaba de disponibilizar um EP para download. Eles mesmos situam o ouvinte para a sonoridade: "São 5 faixas com influência de 90's guitar, lo-fi, shoegaze". E o Zinismo concorda!

Baixe agora!

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Aproveitando a postagem, republico aqui no Zinismo duas resenhas que fiz dos outros trabalhos do Marcelo MJP:

MJP - passagens e interferências - ft. DJ A.S.M.A.

Você sabe o que é turntablism? Não? É um conjunto de habilidades que um DJ usa para extrair trechos e timbres de músicas apenas através dos toca-discos, recriando através desses trechos outras versões, desconstruindo sons para a sua criação posterior, geralmente ao vivo. Mjp não é DJ, mas pensou que seria uma boa idéia interferências de turntablism nas suas produções. Então chamou o DJ ASMA, que utilizou suas técnicas para enriquecer as composições de Mjp, feitas com samplers, teclado e softwares de computador. O resultado é música abstrata, experimental e instrumental de difícil definição, algo como o encontro de bases de hip hop com o pós-punk. Tem ainda participação de Marcos Gerez, do Hurtmold, acrescentando mais elementos para essa saborosa salada musical.

[resenha publicada originalmente na revista CemporcentoSKATE, edição 113, 2007]

MJP – decomposições

Novo trabalho do paulistano Marcelo MJP, muito bem intitulado decomposições. É o sucessor do álbum passagens e interferências, parceria de MJP com o DJ ASMA. Em decomposições MJP está sozinho, acompanhado apenas de sua criatividade, que ele coloca à serviço da experimentação e das batidas: uma constante no álbum é essa mistura de abstração e normalidade, como se ele sentisse tédio quando uma ou outra estivesse prevalecendo. MJP achou um ponto de equilíbrio. As músicas não têm nome. São 17 decomposições, e isso basta. Não é um nome que faz a música boa ou não. É a criatividade. E isso MJP tem de sobra.

[resenha publicada originalmente na revista CemporcentoSKATE, edição 120, 2008]

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quinta-feira, 12 de abril de 2012

UMA PERGUNTA PARA MATTHEW CAWS (NADA SURF)


Fiz uma entrevista com o Nada Surf para a nova edição (#170/39) da revista CemporcentoSKATE, especial música. Quem respondeu foi o guitarrista e vocalista Matthew Caws, e o bate-papo abordou a entrada do Doug Gillard (ex-GBV) na banda, o novo álbum (The Stars Are Indifferent To Astronomy), os shows no Brasil e até skate! A revista estará nas bancas muito em breve, mas separei um trecho inédito para o Zinismo. Confira!

Viegas: Você já trabalhou numa loja de discos, já foi jornalista musical e também teve um selo independente. Isso pra não falar de todos esses anos com a banda. Você tem vontade de trabalhar em outras áreas musicais no futuro?
Matthew: Na minha juventude, os meus três empregos dos sonhos eram: ter uma banda, ser o relações artísticas de uma gravadora e ser um produtor musical. O primeiro desses sonhos virou realidade, o segundo é algo que exige muito tempo e foco, e o terceiro (sonho) é algo que já fiz, mas muito pouco, apenas produzindo algumas bandas de amigos anos atrás. Se minha agenda permitir, eu realmente quero encontrar mais coisas para produzir e talvez me desenvolver como produtor. Eu sempre admirei os produtores com os quais trabalhamos: Bryce Goggin (Pavement, Chavez), Ric Ocasek (Bad Brains, Romeo Void, Weezer), Fred Maher (Matthew Sweet, Lloyd Cole, Luna), Chris Walla (Death Cab for Cutie, Thermals, Telekinesis), John Goodmanson (Sleater-Kinney, Wu-Tang Clan, Harvey Danger), Chris Shaw (Public Enemy, Super Furry Animals, Bob Dylan). Quão sortudas são essas pessoas? O objetivo de me tornar um produtor “de verdade” parece inatingível, porque todos esses que citei possuem uma variedade tão inacreditável de habilidades e capacidade de tomada de decisões, para não falar da paciência infinita e da calma sob pressão.

[foto: José del Rio Mons]

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