quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

ENTRE TAPAS E BEIJOS




Um grande orgulho que tenho é manter intactos os dois ingressos dos shows dos Ramones. Mas há quem pode dizer que já dormiu com Joey Ramone. Mickey Leigh é o cara. Não, não se trata de uma relação homoafetiva do vocalista da banda mais popular do punk rock mundial com um fã. Leigh é o irmão mais novo de Joey.

A história de Jeff (o verdadeiro nome de Joey) é contada desde quando eram crianças, época em que passaram por diversos traumas, como a perda do padastro em um acidente de carro na França, a separação dos irmãos agregados, as constantes mudanças de casas (o que era um martírio para quem tem dificuldade para fazer novas amizades), as tirações de sarro pelo físico de Joey, a ausência do pai e ainda os problemas comportamentais do protagonista do livro I slept with Joey Ramone.

Fatalmente, Mickey não conseguiria contar a história de seu irmão sem entrar na história dos Ramones. E isso não é um problema, muito pelo contrário. É bem curioso ver a criação e o percurso da banda pela ótica de alguém que estava como testemunha ocular e também ter acompanhado e participado das primeiras gravações dos discos que escreveram os primeiros capítulos do punk.

Após ter lido três livros sobre a banda (Commando, de Johnny Ramone, Coração envenenado de Dee Dee Ramone e Hey, ho! Let’s go! de Everett True) é possível chegar a um perfil meio que padrão dos membros da banda: Johnny, o ditador; Dee Dee, o porraloca; Joey, o tímido gente boa e os bateristas (Tommy, Marky e Ritchie) eram… Ah, os bateristas da banda. Mas nesse relato, algumas coisas mudam de figura. Pra mim, pelo menos.

Até então, eu sacava que Johnny era uma grande de um traidor (pra quem não sabe, ele roubou a namorada de Joey, Linda) e um chefe ordinário e individualista, mas mesmo assim eu tinha grande simpatia por ele, justamente por ser sincero em seus atos. Porém, nas palavras de Leigh, passei a ficar puto com o guitarrista. Ele simplesmente ignorava o apoio dado por Mickey, pagava salário merreca pros seus funcionários (sim, a banda era apenas um trabalho para ele), não creditava nomes de pessoas que colaboravam (e tampouco as pagava), além de tudo que já se falou dele. Com isso, dá pra gargalhar junto com os irmãos na passagem do livro em que lêem a notícia do espancamento que Johnny recebeu.

Outra coisa que não fica muito claro nos demais livros, é o comportamento de Joey. Aquela cara de bom moço tímido escondia uma pessoa de temperamento bipolar, que tratava a mãe e o irmão mal, e ainda os seus próximos tinham que lidar com o seu transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Mickey sofreu um bocado na mão dele. Havia períodos em que Joey, aproveitando a sua fama, apoiava os projetos do irmão e outros em que ele o boicotava diante de produtores e gravadoras. Outra pessoa teria abandonado na beira da estrada.

Mas Mickey acompanhou o irmão em diversos momentos, mesmo tendo que ser humilhado, nos diversos altos e baixos que passou. Mas talvez o mais importante foram os últimos meses de vida nos quais Joey esteve no hospital, passando por cirurgias e quimioterapias. Se for tudo verdade que Leigh conta no livro, ele merece o Nobel da paciência e da resiliência.

No geral, é um livro bem interessante, com muitos fatos inusitados (como, a última música que Joey ouviu), momentos divertidos e outros muito tensos com uma narrativa fluída, num clima de bate papo na mesa de bar.

Uma história entre dois irmãos, que está fadada a ser recheada de tapas e beijos. Mas cheia de amor. 

Assim como nas famílias normais.




Abaixo uma música do projeto entre Mickey e Joey, o Sibiling Rivalry:



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

DOCUMENTÁRIO DESCENDENTS/ALL

Não, ainda não é o documentário na íntegra no Youtube ou Vimeo, nem tampouco um link malandro para baixá-lo (embora isso já deva existir por aí)... é apenas o trailer e a boa nova na forma da informação (via produtores do filme na fanpage) de que o documentário saíra em DVD até o meio do ano! Enquanto isso não acontece, assista ao trailer pela milionésima vez em 3, 2, 1...



Mais Descendents.

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

QUEM VAI FICAR COM MORRISSEY?


Olha a capa do livro Quem vai ficar com Morrissey?, próximo lançamento da Edições Ideal. Sim, um pouco de jabá, pois eu trabalho na editora... mas a capa assinada pelo Butcher Billy é tão style que seria uma "falta de sacanagem" não compartilhar essa pepita. Não é mesmo?

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

KLAUS BOHMS

Klaus Bohms lançou oficialmente ontem o seu primeiro Pro Model de tênis pela adidas skateboarding. Uma grande conquista para o Klaus, um dos skatistas mais talentosos da sua geração. Parabéns, Bohms!

Para marcar a data, nada como um vídeo mostrando aquilo que ele faz de melhor:



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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

SKARNAVAL 2014




Tradicional e animada festa paulistana embalada pela música jamaicana chega à sua décima segunda edição: Skarnaval 2014, no Hangar 110!

Anota na agenda: dia 22 de fevereiro, sábado, às 19h.

Nesse ano a escalação conta com a banda Yellow Cap (Alemanha), Sapo Banjo (que acaba de lançar o ótimo disco Feira de Sexta), Saori & Tequila (que conta com integrantes do BaBoom) e El Cabong, da cidade de Sorocaba, que também está lançando material novo. Nas pick-ups, DJ Bruno (Secilians, Reggae'n Crash e Mafia Strike).

O Skarnaval é sempre garantia de diversão para aqueles que buscam alternativas aos tradicionais bailes de carnaval, mas sem abrir mão da folia.

Mais infos aqui ó!

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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

CLIPE NOVO DO PIXIES

Faixa dois do EP2. "Magdalena".



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domingo, 29 de dezembro de 2013

MELHORES DE 2013 [POR MARCELO VIEGAS]

Aproveitando a lista que elaborei para a votação do site da Red Bull, publico aqui os meus "eleitos" (bela bosta) nesse ano que vai chegando ao fim. Duas categorias: melhor álbum e melhor show (realizado no Brasa).

Lembrando que essa não é uma lista do Zinismo, e sim uma lista desse zinista que vos escreve.

E você, o que acha? Quais foram os 10 melhores álbuns e shows de 2013?


Álbum

1. Sebadoh – Defend Yourself





















2. Meat Puppets – Rat Farm























3. Grant Hart – The Argument























4. The Night Marchers – Allez Allez






















5. Red Hare – Nites of Midnite





















6. Arcade Fire – Reflektor





















7. David Bowie – The Next Day





















8. Bixiga 70 – Bixiga 70























9. Polvo – Siberia























10. Mark Lanegan – Imitations
























Show
1. Grant Hart, no Cine Olido (São Paulo/SP)

2. Mike Watt, no Hangar 110 (São Paulo/SP)



3. Lee Ranaldo, no Sesc Pompéia (São Paulo/SP)

4. Tortoise, no Sesc Belenzinho (São Paulo/SP)

5. Daniel Johnston, no Beco 203 (São Paulo/SP)

6. Dead Elvis & His One Man Grave, no 74 Club (Santo André/SP)

7. Bixiga 70, no Sesc Santo André (Santo André/SP)
[não encontrei vídeos desse show no youtube]


8. Ação Direta, no Sesc Santo André (Santo André/SP)

9. Bob Mould, no Sesc Pompéia (São Paulo/SP)

10. Black Sabbath, no Campo de Marte (São Paulo/SP)