quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

EXEGESE DE TÔ FICANDO ATOLADINHA

Amigos Zinistas, desculpem mas tive que convidar/roubar o texto de um amigo/mestre meu sem ele saber para escrever aqui. Podia? Não sei, mais achei esse texto tão foda (inclusive dias deses ouvi da boca do próprio essas palavras tão puras e intelectas no palco) que resolvi "controlcezar" e "controlvezar" para vocês. Bom, espero que gostem... Textos como esse você pode encontrar no Blog do Tio Zé: Http://tomze.blog.uol.com.br



"Olá, rebanho de vagabundos! Estou de volta de uma saudável excursão ao meu querido Nordeste. Bebi e comi fartamente daquela concepção cosmogônica lá instalada. Tenho material para processar durante um bom tempo. Enquanto estava viajando, escrevi "Exegese de Tô Ficando Atoladinha", porque num jornal do Rio se dizia que algumas músicas de 'Estudando a Bossa" foram influenciadas pelo funk carioca.

E por que não?

EXEGESE DE TÔ FICANDO ATOLADINHA,
META-REFRÃO MICROTONAL E PLURI-SEMIÓTICO

3) PLURI-SEMIÓTICO:
O refrão de “Atoladinha” tem vários planos de significado:
a) em termos semânticos, o significado léxico já registrado em dicionário, que abarca o nível denotativo;
b) em termos pragmáticos, “Tô Ficando Atoladinha” desencadeia um novo significado, agora ambientado em um ato sexual. É o chamado nível conotativo dos significados deflagrados pelo uso.
* * * *
Depois desse passeio pelo denota e pelo conota, o refrão foge dessas classificações e vai reverberar no sentido do tato. E o tato já é outro código de sinais.
* * * *
Além disso, cria um signo contundente, quando numa sociedade misógina e preconceituosa, faz uma mulher assumir o comando de um ato sexual e chamar para si o direito e a conclamação do prazer.
* * * *
De acordo com C. S. Pierce, o fundador da Semiótica, o conjunto de signos “To Ficando Atoladinha”, dentro das 10 classificações compostas e combinatoriamente possíveis das tríades piercianas, forma um legi-signo dicente indicial.
Considerando o contexto, eu talvez preferisse um sin-signo dicente indicial, porque o lugar objetivo onde se dá o encharcamento é o vestíbulo vaginal e a metáfora lancinante é mais exatamente uma metonímia – o tropo que estabelece a parte tomada pelo todo.

Estou exagerando? Se o exagero passa por sua cabeça, convoco o testemunho da dra. Carmita Abdo, diretora do Departamento de Sexologia da USP. Em pesquisa divulgada em outubro de 2004 a dra. Abdo revelou que, no próprio campus da USP, um dos bolsões mais civilizados do País, 68% das meninas de 15 a 25 anos revelaram não ter prazer no ato sexual. Alegaram que seus parceiros terminavam antes, não ligavam para o que acontecia com elas. e “com medo de parecerem depravadas ou prostitutas”, não tinham coragem de pedir mais, de pedir ao parceiro que as socorresse na frustração.
2)
Microtonal
O canto microtonal era praticado pelos cristãos nas catacumbas de Roma, onde se reuniam os adeptos de uma religião católica ainda proibida no Império Romano. Depois da oficialização do credo, o papa Gregório, no início do século 7, proibiu a microtonalidade na Igreja e instituiu a escala diatônica, criando o cantochão ou canto gregoriano.
Essa escala diatônica serviria de base para toda a música ocidental. Até hoje somos prisioneiros desse dó-ré-mi-fá-sol-lá-si-dó, com seus sustenidos e bemóis, tanto na música erudita quanto na popular.
Acontece que do ponto de vista da Física, entre um dó e um ré existem 9 comas, que se instituiu chamar quartos de tom e oitavos de tom.
Vale a pena dizer que para um violinista o dó # é diferente do ré bemol. Chegaram a ser construídos na Europa instrumentos de teclado que tinham uma tecla para o dó # e outra para o ré bemol. Depois, no século 18, veio o temperamento, que unificou os dois acidentes.
Muitos músicos e teóricos saíram a campo para dizer que não funcionaria, mas J. S. Bach tomou o partido da inovação. Para provar que dava certo escreveu o Cravo bem temperado.
Desde então a prisão da escala diatônica temperada dominou a música ocidental popular e erudita.
Agora defrontamo-nos com o inesperado.
Há duas exceções: o compositor erudito italiano Giacinto Scelsi e o funk carioca com o MC Bola de Fogo. O primeiro, escrevendo peças microtonais para orquestra e este, escrevendo Tô ficando atoladinha.
No caso de Atoladinha, trata-se de um achado muito simples. Na repetição obsessiva
Tô ficando atoladinha,
Tô ficando atoladinha ,
a cantora não muda diatonicamente a nota musical: num crescendo insistente, vai subindo obsessivamente quartos de tom, como a própria excitação e aquecimento do assunto requer.
1)
Meta-refrão
Ora,uma peça tão bem achada chama a atenção e põe em questão todos os refrões e toda a arte de compô-los.
Portanto, quando se acusa o meu “Estudando a Bossa” de ser influenciado pelo funk carioca, não se trata de uma aberração: em aspectos mais profundos e em momentos de exceção, o funk tem laivos criativos tão altos como a bossa nova."

Por: Tom Zé

19 comentários:

  1. eu coloquei uma TAGs que vai ajudar a bombar esse post hehehehehe....

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  2. Nem o Sr Jô conseguiu acompanhar Mister Tom Zé em sua entrevista.

    O cara verbalizou toda esta contextualização em um discurso voraz e initerrupto.

    O mais legal é q ele tira a bossa nova grandão"... rs

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  3. Cabei de comer um "n" aí,tá vendo, realmente a genet não pode se levar mfo a sério "eqto ser-humano"

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  4. A primeira parte, sobre a questão da afirmação sexual feminina, não é muito diferente do que a Camille Paglia falava à respeito da fase "Erótica" da Madonna. E ambos tem razão.
    Ele também mandou bem nessa aula de "musiquês" que ele dá no meio, seja no vocabulário, como no conhecimento. Eu estudei essa paradas de quartos e oitavos de tom uma época, talvez o Grão e o Viegas lembrem de eu e o Diego falarmos algo sobre comas (e instrumentos orientais) durante os ensaios na época do Chocolate Diesel.
    E se pra ele o Funk tem por vezes, laivos de criatividade, quem sou eu pra discutir?

    Mas no fim, o mais certo aqui é o Grão:

    Vc tá cabeção hein Eterninho??? hehehe!

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  5. Coisas de TOM...
    Dizer que o distorcido produto funk "TÔ FICANDO ATOLADINHA" salva o mundo da frustação sexual feminina e de quebra traz de volta os 1/4 de tons esquecidos ou usurpados da criatividade musical durante toda a história , ao meu ver, é um pouco de exagero...ou mais do que um pouco até.
    Se valer de termos da teoria da comunicação e da lógica contida nas estruturas de composição e criação musical trazem um ar de verdade no interessante texto de TOM, mas é apenas uma meia verdade sustentada numa retórica "subliminarmente" cínica.
    1º - Este produto "musical" em questão é simplesmente isto...Um produto sem nenhum intuito de resgatar algo ou quebrar tabus...o foco é na renda que ele pode alcançar.
    2º - Mesmo que contendo toda esta riqueza de signos, tons e respostas, tal funk não foi feito com tal intenção.Mesmo contendo tudo isto, será que é digno de ser comparado com a BOSSA?
    3º - ...Se contagia as massas é muito mais por seu apelo sexual e pela repetição e obviedade estrutural(não importa o que TOM diga) do que por trazer à tona uma consciência da realidade sexual e dos limites a serem quebrados na música contemporânea.
    4º - Se TOM, sem dúvida genial, quer ter a influência deste pseudo funkem seu trabalho, que seja simplesmente por opção particular e por saber que a música do povo em geral é assim, mas que não nos faça absorver a informação deste seu texto como se fosse a verdade absoluta, fixa e definitiva.

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  6. EHEHEH...mas gostei do post FElipe...cabeçudo atrai cabeçudo...ehehehe

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  7. Olha, a discussão vai esquentar um pouquinho!
    Em partes discordo de você Edu, não que isso importe, mas vou deixar uma impressão aqui.
    Como paulistano eu também demorei a dar o braço a torcer, mas se a gente for lembrar desde quando a gente ouve falar em Furacão2000, e outros bailes funk, e depois de eu ter ido mais ao Rio e ver mais de perto a "cena", percebi que a parada é justamente o contrário quando você diz que isto é apenas um produto. O fato é que sim, e sem zínismo nenhum aqui, mas o "funk carioca" é um fenômeno genuíno e tem sim a pretensão de romper códigos e condutas em termos de músicalidade. Não é muito diferente do que foi o punk! Isso já foi até bem discutido por aí, mas o fato é que os caras fazem uma parada originalmente deles. Mesmo que a base pra isso tenha sido um gênero gringo como o Miami Bass, aqui, como em tudo, a parada ganhou uma brasilidade e hoje chegamo no tal "batidão de tambor" que são esses funk mais mudernos com as batidas feitas em atabaques, bongos, e outras percussões dessa familia.
    A linguagem, por mais apelativa e de conotação sexual e ainda, cheia de erros de concordâncias (assim como o Rap dos Racionais, por exemplo) e outros erros crassos de português, mesmo com tudo isso, também é algo genuíno. Edu o funk foi e sempre será o som do morro. Exigir desses compositores que vivem uma realidade que beira a miséria algo diferente disso, seria idiotice! E se hoje tem playboy no baile e pelo mesmo fato de que hoje tem playboy no show de punk, mas antes disso o negócio viveu esquecido no morro e os caras deram uma dura gigante pra praticamente 20 anos depois da primeira explosão funk no Rio, a parada estar com está agora.
    Eu sinceramente, não acredito nesse papo de: uma meia verdade sustentada numa retórica "subliminarmente" cínica.
    Na boa, pra mim, ele quis mesmo dizer isso, e ainda eu concordo com ele!
    E ainda, pense por esse prisma, se de um lado, o funk carioca tem em atoladinha e o créu seus expoentes mais comerciais, o punk tem o NX Zero!
    Sou mais o funk!!!

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  8. E só complementando.
    Na questão das escalas diatônicas, e dos acidentes (sustenido e bemol), ainda aqui, acho que ele tem razão. E na verdade isso, a melodia dos vocais de praticamente todo emcee desde o começo do funk carioca, sempre foi, o que você chamou de distorcido, mas o fato é que é sim cantado praticamente em comas e/ou acidentes. Tudo sempre é muito estridente, as vozes soam quase infantis, por mais que eles não tiveram nenhuma intenção, na verdade, nem noção de que eles estavam fazendo isso, eles fizeram, assim como com certeza nos ensaios do Ramones, nenhum deles disse: "Hey, vamos tocar só três acordes que isso vai ser genial!". Eles tocaram o que sabiam do jeito que sabiam. A genialidade foi inerente à isso, da mesma forma que esse jeito "diatônico" do funk ser cantado (e não dá pra discutir que sim, o refrão da atoladinha é exatamente como ele explicou ali) foi inerente a realidade deles.

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  9. * Um neurônio falhou! não rolou a sinapse! Então vou melhorar. O que eu quiz dizer quando eu começo:

    ... e na verdade isso, ou seja esse jeito diatônico de cantar, é o que existe de mais original e genuíno no funk carioca tanto que segue a mesma linha desde sempre!

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  10. É...
    Eu tô empolgado!

    E agora é pra terminar, mas quando você questiona se o funk carioca é digno de ser comparado com a bossa, talvez, não seja mesmo. Mas eu prefiro pensar que música é de alguma forma arte, afinal é expressão, comunicação, enfim, e partindo desse principio, nenhum gênero deveria ser comparado a outro, uma vez que a gente deve sempre, mesmo nos casos mais comerciais, os músicos ou artista optam se expressar de uma forma ou de outra, e isso é decisão deles. Comparar um gênero ao outro é mais ou menos como festival de bandas onde se elege a "banda campeã", saca? onde rola uma competição. Mas espera aí! Como assim competição??? músico é músico! não é atleta!!!
    A gente não treinar pra compor, a gente no máximo estuda, e quando nem isso, simplesmente compõe. Acha seu próprio meio pra fazer isso. Afinal não era esse o lema? "Faça você mesmo!"
    Então não comparemos!

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  11. errata:

    *...que, mesmo nos casos mais comerciais, entender que os músicos optam..."

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  12. Discordo amigavelmente em partes dos dois...rsrs
    Tentando não me alongar muito.
    Inicialmente é importante deixar as paixões de lado, e tal como uma análise literária considerar contexto histórico e social ao se "analisar" qualquer forma de arte. Não estou dizendo, gostar... mas, sim analisar.
    O funk, na minha opinião, e concordo com o Idéia, é um movimento legitimo, criado no morro à partir do mínimo de tecnologia que se tem, minimalista, por que não dizer, sensual, até porque representa "a realidade"... Mas, por outro lado isso tem um preço. Ouvi uma fala do MV BILL que o funk presta atualmente um "des-serviço" às comunidades carentes, pois tem
    aumentado o processo precoce de sexualização dos adolescentes, e por consequência o número de crianças filhos deles e nascidos sem nenhuma estrutura. Quanto ao machismo, Tati Quebra Barraco é agressiva, intima até o mais foda dos machões... Mas peraí... Será que é uma vitória repetir o comportamento estúpido dos homens? È claro que se pensarmos em termos de vanguarda é válido, mas de padrão, acho lamentável...
    E só para terminar... Eu concordo com o Edu quando ele fala da "retórica cínica"... Funk influenciar Bossa Nova... Tom zé deve rir de quem acreditar nisso...
    A analogia é a mais pobre das retóricas.
    Cadê o Eterno?
    Entra na roda de Pogo, porra!

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  13. Mas perai A Bossa Vs Funk, não me destaca tanto quanto a questão das 68% meninas que não atigem o orgasmo em relações sexuais, mesmo "tanto atoladinhas" ou "no sol de Ipanema" sendo cobiçadas pelo mundo todo hehehehe

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  14. Idéia e Grão,

    Achei legal continuarmos nesta cabeçudagem...uauauau...Mas nossos textos não são discordantes, são complementares, ou, como diria o Grão, amigavelmente discordantes.. Antes de mais nada, tenho que afirmar que não gosto, de forma alguma do funk carioca como também não gosto deste punkemodasrádios como tbem não tenho amores pelo som dos primórdios do punk no Brasil, isto não significa que deixo de ver o papel social de todos eles. Mas discutir isto pode tirar o nosso foco e nem é o caso.

    Continuando...



    Qdo digo: “Se TOM, sem dúvida genial, quer ter a influência deste funk* em seu trabalho, que seja simplesmente por opção particular e por saber que a música do povo em geral é assim, mas que não nos faça absorver a informação deste seu texto como se fosse a verdade absoluta, fixa e definitiva.”

    Veja:

    “que seja simplesmente por opção particular e por saber que a música do povo em geral é assim”



    Disse isto resumidamente pelo fato de estarmos num blog e não estar muito empolgado para escrever tanto, mas me referia à parte que o Idéia colocou desta forma:“A linguagem, por mais apelativa e de conotação sexual e ainda, cheia de erros de concordâncias (assim como o Rap dos Racionais, por exemplo) e outros erros crassos de português, mesmo com tudo isso, também é algo genuíno.” Ainda o Idéia... mais “o funk foi e sempre será o som do morro”.



    Grão diz tbem: é um movimento legitimo, criado no morro à partir do mínimo de tecnologia que se tem, minimalista, por que não dizer, sensual, até porque representa "a realidade"...



    Não tenho nem como discordar da genuidade e do formato, mas também não tenho como mudar minha opinião sobre o que é este funk, ou melhor, este funk carioca ou ainda, som do morro,(*abandonei o termo pseudo ok?). É genuíno mas não pelos motivos apontados por TOM, é genuíno por ter a linguagem do povo, ou ainda, daquele contexto social específico, traduzido num formato musical comercial e alastrado para o restante da massa. TOM, com sua linguagem e argumentação muito bem amarrada, envolve o estilo em questão com uma AURA RACIONAL que, por mais "autêntico", genuíno e intencional, ele não tem.



    Concordamos nisto Idéia, qdo você diz: “por mais que eles não tiveram nenhuma intenção, na verdade, nem noção de que eles estavam fazendo isso, eles fizeram”.





    É claro que fizeram (Mas qual o intuito real? Qual o papel real desta fração da arte? Como influencia a massa? Ser do morro e autentico significa ser bom? Trazer uma forma direta e repetitiva de tratar a sexualidade traz resultados positivos para a sociedade no geral?Vanguarda?), volto naquele:

    Se TOM, sem dúvida genial, quer ter a influência deste funk carioca (pseudo ficou de lado) em seu trabalho, que seja simplesmente por opção particular e por saber que a música do povo em geral é assim, mas que não nos faça absorver a informação deste seu texto como se fosse a verdade absoluta, fixa e definitiva.



    TOM compara um funk carioca específico com a bossa nova toda, e eu concordo com o idéia que diz “nenhum gênero deveria ser comparado a outro“.Até qdo pergunto: Mesmo contendo tudo isto, será que é digno de ser comparado com a BOSSA?



    “Digno” não se refere à autenticidade e nem tem a intenção de colocar estilos ou todos os ramos da música num mesmo liquidificador comparatório, apenas me refiro ao contido no TEXTO do TOM. Ele compara e dá atributos, eu apenas questiono.



    E a resposta vem do Grão:

    Funk influenciar Bossa Nova... Tom Zé deve rir de quem acreditar nisso...

    Como disse nosso outro colega anteriormente: "O mais legal é q ele tira a bossa nova grandão"...


    Trago novamente meu loop sexualmente liberal, cheio de batidões e trasições fracionadas e refracionadas de tom...ou de TOM:



    “Se TOM, sem dúvida genial, quer ter a influência deste funk específico em seu trabalho, que seja simplesmente por opção particular e por saber que a música do povo em geral é assim, mas que não nos faça absorver a informação deste seu texto como se fosse a verdade absoluta, fixa e definitiva.”



    e percebo:



    ...mas a exegese quem fez foi ele, a realidade está nela?

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  15. Só uma correção, quando disse "analogia" deveria ter dito "silogismo" que é o modo como vejo a construção do texto do TOM...
    E parei como essa discussão, vou me alienar com alguma coisa da TV...
    Seus cabeçudos!

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  16. Beleza!
    No fim é isso mesmo!!
    E eu sou dj e me amarro em MC Jenifer, fazer o que???
    hehehe!!!

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Andarilhos do Underground: ZINAI-VOS!!!